segunda-feira, 22 de março de 2010

HSBC e Santander: sai a estratégia global de direitos básicos para trabalhadores

  • Um salário razoável que sustente a família;
  • Benefícios decentes e proteção social, incluindo cuidados com a saúde, abonos de faltas por motivos médicos e férias remuneradas onde eles não existem;
  • Pagamento justo por todas as horas trabalhadas;
  • Fim da pressão feita sobre os bancários para vender produtos;
  • Compromisso e respeito com o direito de todos os funcionários de se associarem e formarem organizações sindicais sem a oposição ou obstáculos impostos pela empresa;
  • Respeito às leis nacionais em todos os países.
Esses são alguns princípios definidos para a proposta de acordos globais que garanta direitos básicos para todos os trabalhadores de HSBC e Santander. Em seminário da UNI Finanças, encerrado dia 18, em São Paulo, sindicalistas dos dois bancos de 19 países definiram as estratégias da campanha mundial, bem como os princípios gerais da proposta de acordo.

Os trabalhadores também oficializaram a criação de uma aliança mundial de sindicatos comprometidos em trabalhar pelo acordo. Por meio dessa rede, serão realizadas ações coordenadas em todo o mundo, com dias de luta e manifestações.

"É muito importante o comprometimento dos sindicatos em todo o mundo. O exemplo dado pela Contraf-CUT, ao sediar esse evento, e as ações desta quinta-feira no Santander e HSBC, mostram o que os nossos afiliados são capazes de fazer", disse Oliver Röethig, secretário-geral da UNI Finanças.

Uma petição on-line de apoio ao acordo, a ser enviada aos bancos, será disponibilizada no site da UNI Finanças. Além disso, os sindicatos de todos os 124 países que abrigam unidades de HSBC e Santander passarão um abaixo-assinado físico entre os bancários, de forma a manifestar a adesão dos trabalhadores à campanha.

"Nossa história de organização sindical, com a mobilização dos trabalhadores e o diálogo com os bancos, já trouxe frutos importantes para os bancários, como a Convenção Coletiva de Trabalho em âmbito nacional. Essa experiência, que serve de exemplo para outros países, comprova que é possível construir um acordo global para todos os trabalhadores do planeta", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e também agora presidente da UNI América, em substituição ao companheiro Vagner Freitas, atual tesoureiro da CUt nacional.

As campanhas pelo acordo com HSBC e Santander serão conduzidas de forma separada pelos bancários. Foi decidida a criação de duas comissões organizadoras, para coordenar as ações. O Brasil está representado nas duas comissões, através da Contraf-CUT e do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.

Fonte: ContrafCUT e edição do Arte

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