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sábado, 10 de agosto de 2013

No Dia dos Pais, busão de Belém a Brasília na caravana #contraPL4330. E dia 13, Banpará recebe a pauta de reivindicações. #vem pra luta, bancário!

Pela prévia da primeira rodada de negociação havida dia 8 em São Paulo entre nosso comando e banqueiros, há uma clara indicação da banqueirada em  apostar no confronto com a categoria bancária e do ramo financeiro. Foi muito, mas muito ruim o tom dos banqueiros na primeira reunião de negociação, negando tudo em relação a itens vitais como saúde, condições de trabalho e segurança. E dia 13, será a entrega da pauta de reivindicações dos bancários e bancárias do Banpará. Às 16 h, na Matriz do banco.

No site da Contraf-CUT, maiores detalhes sobre a primeira rodada de negociação. E veja mais abaixo todo o calendário de mobilização.

Saúde
Em 2012, segundo dados dos INSS, 21.144 bancários foram afastados do trabalho por adoecimento, dos quais 25,7% com estresse, depressão, síndrome de pânico, transtornos mentais relacionados diretamente ao trabalho. Outros 27% se afastaram em razão de lesões por esforços repetitivos (LER/Dort).

Na recente consulta feita pela Contraf-CUT e seus sindicatos  para a Campanha Nacional, 18% dos que responderam declararam ter se afastado do trabalho por motivos de doença nos 12 meses anteriores e 19% disseram usar medicação controlada.

E em relação aos problemas de saúde, 66,4% dos bancários responderam na mesma consulta que as metas abusivas são o mais grave problema enfrentado hoje pela categoria. Outros 58,2% pedem o combate ao assédio moral, enquanto 27,4% assinalaram a falta de segurança contra assaltos e sequestros.

Segurança
 Defendemos a abertura das agências e postos de atendimento por empresas de segurança, como sendo feito por vários bancos, como a Caixa Econômica Federal. Também é possível utilizar novas tecnologias, como o controle remoto

Além da prevenção, o Comando defendeu estabilidade no emprego e maior assistência para vítimas de assaltos, sequestros e extorsões. Foi proposta a emissão da CAT, a liberação dos funcionários do trabalho e o fechamento das agências e postos no dia da ocorrência, o custeio de remédios e segurança individual no reconhecimento de suspeitos na delegacia de polícia, dentre outras demandas. Mas nada foi aceito pelos bancos. A Fenaban ainda sugeriu que os trabalhadores busquem a via judicial para discutir os problemas enfrentados em decorrência de assaltos e sequestros.

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Luta #contraPL4330
A Contraf-CUT, a CUT e seus sindicatos filiados têm travado homérica luta contra PL 4330, que destrói empregos, direitos sociais e trabalhistas e liquida os concursos públicos. O PL 4330 vai ser votado dia 14 e desde o dia 13, a CUT e seus sindicatos estarão em Brasília. De Belém sai um ônibus, caravana de luta #contraPL4330 no dia 11 à tarde, Dia dos Pais. Por sinal, garantir a não-aprovação desse famigerado projeto é o MELHOR presente aos pais e mães integrantes da classe trabalhadora deste país!

Na imagem abaixo, os deputados e deputadas que votarão no PL 4330 dia 14. Acione seu parlamentar!

E não deixe de ler a entrevista do presidente Carlos Cordeiro, Carlão da Contraf-CUT sobre o PL 4330.


Calendário de mobilização

  • 13 e 14 - Mobilização em Brasília contra PL 4330. De Belém sai um ônibus com 40 compas na luta #contraPL4330. Ônibus organizado pela CUT.Pa e com a solidariedade dos sindicatos.
  •   13, às 16 h/Banpará - em Belém, entrega da pauta de reivindicações dos bancários e bancárias do Banpará, na Matriz do banco, quando será definida o calendário de negociações. A do BASA foi entregue no dia 8, às 10 h e a 1ª rodada é dia 19.
  •  14 - Primeira rodada de negociação entre Comando Nacional e Banco do Brasil 
  •  15 e 16 - Segunda rodada de negociação com a Fenaban sobre o tema Emprego 
  •  19 - Primeira rodada de negociação entre o Comando e o Banco da Amazônia 
  •  22 - Dia Nacional de Luta dos empregados da Caixa 
  •  28 - Dia do Bancário, com atos de comemoração e de mobilização 
  •  30 - Paralisação nacional das centrais sindicais pela pauta da classe trabalhadora.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Banpará e o jogo do empurra na hora de pagar horas extras e implantar o ponto eletrônico. E confira a agenda da luta!

Dia 28 de maio, a diretora administrativa do Banpará reuniu com dirigentes sindicais do Sindicato dos Bancários do Pará, Fetec-CN e ContrafCUT. O banco tem interesse e pressa em rever a implantação do ponto eletrônico. Por acordo coletivo firmado entre as partes, o prazo máximo do Banpará pra por em funcionamento integral o ponto eletrônico é 31 de agosto. Mas o banco entende que precisa reformular o ponto eletrônico e para tanto, chamou as entidades para um início de conversa em mesa de negociação. Ficou de chamar as entidades sindicais agora em junho e apresentar uma proposta mais completa, que será levada para a análise da categoria do Banpará.

Em relação ao ponto eletrônico, os trabalhadores e trabalhadoras do Banpará estão com a faca e o queijo, como se diz no popular, pois ao firmar o Acordo Coletivo como Sindicato, Fetec-CN e ContrafCUT, o banco se obrigou contratualmente a implantar o ponto eletrônico. Mexer, prorrogar prazo ou coisa que o valha, significa apresentar uma proposta de compensação para a toda a categoria. A bola, nesse caso, está com o Banpará.

O jogo de empurra - Na mesma reunião citamos que  as horas extras não têm sido pagas na sua totalidade. E demos como exemplo o confisco desse pagamento tanto em Anajás, como em Parauapebas. O que acontece é simples e devastador: o bancário trabalha mais de 2 horas por dia, mas só tem autorização - quando tem - para 2 horas. Então, todos os dias há um confisco de pagamento das horas extras efetivamente trabalhadas e não pagas. Isso vai acabar com o ponto eletrônico, pois a jornada ficará integralmente anotada! 

Registre-se que no CRT - Comitê de Relações Trabalhistas, a diretora do Sindicato, Heidiany Katrine, tem sido incansável na denúncia da falta de pagamento das horas extras! Aliás, toda a representação eleita no CRT tem batalhado para que os colegas não tenham esse direito subtraído. E tem sido!
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Ataque a delegados sindical é prática antissindical - Banpará
A morte, símbolo na passeata do Sindicato dos Urbanitários do Pará: contra demissões na Celpa e contra falta de respeito na Cosanpa!
descomissionou e transferiu um delegado sindical sem ter sequer processo administrativo. É um ataque frontal à liberdade de organização sindical e a um direito assegurado em lei e em acordo coletivo. Registramos nosso repúdio a essa atitude inaugurada nesta gestão que tem, em sua maioria, funcionários do banco! E vamos à justiça!

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Desumanizar, o verbo corrente - Noutra situação, diretoria do Banpará instalou processo administrativo contra delegado sindical que está doente e que por pequena falta (destempero verbal) já pedira desculpas formais. Diretoria não levou em conta o pedido de desculpas e nem a situação de enfermidade do colega, optando pela dureza e desumanização. Em quase tempo de Copa das Confederações, cartão vermelho a essa atitude nada humana e tão autoritária, obscurantista. Tempos terríveis e que exigem resistência e unidade de nossa parte!

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Dia 15, o encontro do Banpará e BASA - A pauta da campanha salarial deste ano será debatida pelo funcionalismo na manhã do dia 15, o sábado em que, pela parte da tarde, há a estreia da Copa das Confederações. Vamos lá, no Sindicato na manhã do dia 15, apresentar nossas propostas, porque a luta em 2013 será renhida! O congresso do BASA também será no dia 15.
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Dias 7 e 8, pré-conferências em 6 municípios no Pará - O Sindicato dos Bancários fará este final de semana pré-conferências em seis municípios. Dia 5 foi em Parauapebas e no dia 8 em Altamira, Marabá, Santarém, Tucuruí e Redenção. Preparando a campanha nacional 2013. 
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Curso de Terceirização - Promovido pela ContrafCUT, curso sobre terceirização. De segunda até esta sexta-feira, em Atibaia-SP. Do Pará, participam o vice-presidente do Sindicato, Marco Aurélio e o diretor de Saúde, Gilmar. E a CUT Nacional, convoca a militância para ocupar a Câmara dos Deputados no dia 11 a partir das 14 h, a fim de tentar evitar a lei da terceirização, que é uma tragédia para o emprego.
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Toda solidariedade à luta urbanitária da Celpa e Cosanpa - A Celpa fez paralisação de 48 horas e a Cosanpa entrou hoje no 3º dia de greve. na Celpa, o protesto é contra as demissões que a empresa vem praticando e na Cosanpa, pela falta de respeito de vontade de negociar.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Terceirização: país de primeira não combina com emprego de terceira. E dia 14, governo federal abre mesa de negociação com a CUT e demais centrais. Tem que ser pra valer!

A cobrança firme da CUT deu resultado. No dia 14 de maio, a CUT e demais centrais sindicais serão recebidas pelo governo federal para tratar de 8 pontos da pauta de reivindicações da classe trabalhadora. O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas cobrou pessoalmente o governo federal.

Em entrevistas e no feice, o tom de cobrança de  Vagner Freitas deu o tom da cobrança:

"Se o governo não atender nossas reivindicações, vamos pras ruas, vamos fazer greve, manifestações, mobilizações até que nos atendam."

São estes os 8 pontos que o governo vai negociar com as centrais sindicais na Mesa Nacional de Negociação no dia 14:

1 – Terceirização – a ideia é construir uma proposta alternativa ao PL da terceirização;

2 – Rotatividade -  construção de alternativa para combater a alta rotatividade que precariza o trabalho e é usada pelos empresários para reduzir salários – o trabalhador recém contratado ganha sempre menos do que o antigo que foi demitido.

 3 – Informalidade – as centrais e o governo vão discutir uma proposta para aumentar os índices de formalização dos trabalhadores.

 4 – Fortalecimento do Sistema Nacional de Intermediação de Mão de Obra (SINE) é outro item que a mesa de negociação vai discutir e buscar solução.

 5 – Política de apoio a aposentados – benefícios na área de medicamentos, cultura, lazer etc.

 6 – Regulamentação do trabalho doméstico. O Congresso Nacional promulgou a Emenda Constitucional 72/2013, uma garantia de que os trabalhadores domésticos terão direitos como pagamento de horas extras, adicional noturno e FGTS como todas as outras categorias profissionais, mas falta regulamentar. O governo garantiu que as centrais sindicais vão participar de toda a discussão de cada um dos itens da regulamentação.

 7 – Participação das centrais sindicais nos conselhos do Pronatec e Pronacampo. Os sindicalistas querem discutir a implementação das políticas.

  8 – Regulamentação do direito de negociação do serviço público (Convenção 151 da OIT).

Ficaram de fora pontos importantes como o fim do fator previdenciário e redução de jornada para 40 horas semanais. A alegação do ministro Gilberto Carvalho é a de que o governo ainda não tem proposta com relação a esses dois itens.

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 Passeio - A chapa 1 dos bancários e bancárias do Pará deu um passeio na eleição, ocorrida em 23, 24 e 25 de abril. A chapa 1, apoiada pela Contraf-CUT, Fetec-CN e a amplíssima base sindical combativa do país, já foi proclamada eleita com 631 votos à frente da chapa 2. Foram 2.368 votos pra 1 e 1.737 votos para 2. A festa da vitória será dia 31 de maio.

Agradecimentos a toda  a categoria bancária no Pará, e a todos e todas que lutaram e apoiaram esse trabalho, vindos de todo canto do país. Parabéns à direção do Sindicato dos Bancários do Pará, que teve seu trabalho consagrado nas urnas. Viva a democracia!

Agradecimentos especiais ao compa Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT que coordenou a eleição e sempre acompanha as mesas de negociação do banco da Amazônia.

É do Miguel Pereira o artigo sobre terceirização. Imperdível!!!

Miguel Pereira: país de primeira não combina com trabalho de terceira

Miguel Pereira, sec. Organização Contraf-CUT
 Neste 1º de Maio, a classe trabalhadora no Brasil comemora os 70 de existência da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), criada em 1943 por Getúlio Vargas. Mas, exatamente neste momento, corremos o risco de ver tanto a CLT como a Constituição Federal serem rasgadas pelo Congresso Nacional.

 Trata-se da proposta para a regulamentação da terceirização no Brasil, que se encontra para ser votada de forma terminativa na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.

A proposta de iniciativa dos deputados Sandro Mabel (PMDB-GO), Roberto Santiago (PSD-SP) e Artur Maia (PMDB-BA) prevê entre outros prejuízos à classe trabalhadora e a sua organização:

a) autorização para terceirização total do trabalho, sem limitação de fim ou meio, como hoje está estipulado pelo Enunciado 331 do TST, introduzindo apenas o conceito de empresa especializada como única exigência para autorização da terceirização. Todas as etapas do processo produtivo, no meio rural e urbano, setores público e privado, doravante poderão ser terceirizadas, levando à substituição gradativa dos contratados diretamente pelas empresas por prestadores de serviços terceirizados, substituindo o trabalho permanente pelo temporário e eventual:

b) tratamento diferenciado, com aplicação dos acordos coletivos ou convenções específicas de cada categoria. Isso levará ao pagamento de salários e benefícios financeiros cada vez menores, entre os terceirizados e os contratados diretamente, como já ocorre hoje;

c) pulverização das atuais categorias profissionais, de acordo com o serviço prestado pela empresa contratada, consolidando a divisão entre os trabalhadores, fragmentando suas lutas, reduzindo seu poder de mobilização e, por consequência, empobrecendo a classe trabalhadora e aumentando a concentração da riqueza em nosso país;

 d) substituição da exigência legal do concurso público para contratação dos servidores públicos, ampliando as possibilidades de desvios do dinheiro público e, em contrapartida, piora dos serviços prestados à sociedade;

e) a responsabilidade legal entre tomadores e prestadores de serviços fica estabelecida como subsidiária, o que atualmente já faz com que os trabalhadores terceirizados arquem com todos os tipos de prejuízos financeiros e previdenciários, como falta de pagamento de salários, férias, 13º salário, informalidade, não depósito no FGTS. Nos casos de acidentes de trabalho, isso é um retrocesso, pois a legislação atual já prevê nesses casos a responsabilidade solidária, por exemplo;

f) a implantação de figura dos PJs, empresas de uma única pessoa, como prestadoras de serviços. É volta da chamada Emenda 3 contra a qual lutamos contra a sua implementação no governo de FHC.

Por significar um retrocesso nas relações trabalhistas no Brasil, implodir todos os pilares do direito do trabalho previstos na CLT, justamente no momento que assistimos a ampliação do mercado formal de trabalho e uma gradativa melhora na renda dos trabalhadores é que a Contraf-CUT convoca os bancários a lutarem contra essa proposta que precariza o trabalho, pressionado os deputados que integram a CCJ.

Os trabalhadores e as trabalhadoras terceirizadas hoje no Brasil são vítimas das maiores injustiças. Jornadas de trabalho muito maiores, salários inferiores, péssimas condições de trabalho, todo tipo de discriminações e, pior, são as maiores vítimas de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.

 A cada 10 mortes no trabalho, 8 são trabalhadores terceirizados. Isso por conta dos poucos investimentos em formação e qualificação profissional e alta rotatividade no emprego, o que desmistifica o discurso de que a terceirização é utilizada para aumentar a especialização.

Diante da gravidade do cenário, exigimos que qualquer legislação que venha a regulamentar o trabalho terceirizado no Brasil assegure: valorização do trabalho e dignidade à pessoa do trabalhador. Trabalho igual, salário e benefícios iguais.

 A Contraf-CUT orienta a coleta de assinaturas no abaixo-assinado organizado pelo Fórum Nacional dos Trabalhadores Ameaçados pela Terceirização. Portanto, neste 1º de Maio vamos mostrar toda a nossa indignação diante desse atentado aos direitos dos trabalhadores.

 Trabalho decente para todos e todas é o nosso lema.

 Miguel Pereira Secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT

Clique aqui para assinar o abaixo-assinado
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Mama África - A compa amazônida, paraense e vice-presidenta nacional da CUT, Carmen Foro, está hoje em Brazzaville, Congo, África. Partcipa do simpósio internacional dos Conselhos Desenvolvimento Econômicos e Sociais de vários países da África. Brasil é convidado e como conselheira do CDES e chefa da delegação brasileira, Carmen Foro vai falar amanha da experiência do Brasil em diálogo social e agricultura familiar como setor estratégico na produção de alimentos e a importância do papel das mulheres.

CUT, CUT.Pa, movimento de mulheres e classe trabalhadora muito bem representadas!!

terça-feira, 30 de abril de 2013

Chapa 1 dos bancários Pa confirma nas urnas o trabalho sério da gestão cutista. E no 1º de Maio, subir o tom para agenda sindical ser ouvida. Prioridade: contra a terceirização e pela redução da jornada de 40 horas!

É 1! - A chapa 1 dos Bancários Pará tem 494 votos na frente da chapa 2, com 70% das urnas apuradas. Como já era esperado, a chapa 1, encabeçada pela companheira Rosalina Amorim, vai confirmando nas urnas o trabalho sério e combativo da gestão cutista. Contagem de votos continua nesta terça-feira às 17 h.
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Amanhã, 1º de Maio, a CUT.Pa estará nas ruas de Belém juntamente com centrais CGTB, CTB,CSB, NCST, Força Sindical e apoio do DIEESE.

A concentração é às 9 horas, na Praça da Leitura, em São Brás e de lá, haverá uma longa caminhada até a Praça da República. Na República, o tradicional show.

Centrais apresentaram à presidenta Dilma 11 pontos da agenda sindical e são prioridade da agenda a redução da jornada para 40 horas semanais sem redução de salário, o fim do fator previdenciário e o combate ao PL 4330/2004 da privatização são prioridade na agenda.

Para o presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas, o PL 4330/2004, por representar uma reforma trabalhista disfarçada ganha ares de urgência. Caso seja aprovada, a medida rasga a Consolidação das Leis Trabalhista ao liberar a terceirização para atividades fim (a atividade primordial da empresa) e acaba com a responsabilidade solidária.
Vagner Freitas: pte da CUT Nacional

 “A terceirização, que é proibida atualmente para a principal atividade da empresa, pode ser completamente liberada e poderemos ter empresas sem nenhum funcionário, o que precariza completamente as relações trabalhistas e a organização sindical. Além disso, não teremos mais a responsabilidade solidária, ou seja, mesmo que a terceirizada não cumpra com suas obrigações trabalhistas, a tomadora de serviço não precisar arcar com qualquer responsabilidade. Isso é uma forma de empresários desonestos terem lucro fácil”, comenta.
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Também quero falar! -A CUT.Pa estará nas ruas também coletando assinaturas para a campanha do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), organização da qual a Central faz parte, pela constituição de um marco regulatório para o setor. 

domingo, 20 de janeiro de 2013

Terceirização diminui o emprego, precariza o trabalho, aumenta a jornada e é incompatível com desenvolvimento sustentável. Tema em debate dias 22 e 23.

Estamos vivendo uma fase de quase pleno emprego no Brasil, o que é um ótimo indicador. Mas o emprego nem sempre vem acompanhado de proteção social, renda e condições de trabalho decentes, muito especialmente se a origem for a terceirização, tema sobre o qual a CUT.Pará, em conjunto com a AFL-CIO se debruçam nesta semana no seminário "Terceirização: construindo estratégias de luta e enfrentamento no Pará". O evento vai ocorrer nos dias 22 e 23 e será realizado na sede do Sindicato dos Bancários do Pará, tendo como um dos palestrantes o dirigente sindical da ContrafCUT, Miguel Pereira, que integra o Grupo de Trabalho da CUT Nacional. Presente também o secretário nacional de Organização Sindical da CUT, Jacy Afonso


A terceirização é geralmente apontada como um avanço  nas relações de trabalho, mas estudos do Dieese/Ministério do Trabalho e Emprego e CUT mostram várias caras da precarização no trabalho, a partir da terceirização.

Vejamos:
  • Reduz emprego: em 2010, houve 801 vagas a menos;
  • Jornada maior: o terceirizado trabalha em média 43 horas/semana e o empregado direto, 40 horas
  • Remuneração menor: trabalhador terceirizado ganha em média 27% a menos que o empregado direto;
  • Direitos sociais menores: em 72,5% dos casos, os direitos sociais dos terceiros são menors que os existentes nas empresas contratantes;
  • Contrato é temporário e rotativo: o terceiro é geralmente contratado temporariamente e com alta rotatividade. Entre janeiro e agosto/2011 a rotatividade no mercado de trabalho foi de 28%. Já nas empresas tipicamente terceirizadas,a  rotatividade foi de 49%. Ao invés de gerar emprego, gera trabalho precário;
  • Desproteção social e informalidade - 46% não contribuem para a Previdência Social e estão na informalidade;
  • Acidentes, doenças e mortes: a cada 10 acidentes, 8 são registrados em terceirizadas e nos casos em que há morte;
  • No setor elétrico, a taxa de mortalidade entre os terceiros foi de 47,5%. Já a taxa de trabalhadores diretos foi de 14,8%;
  • Aumentar lucros e reduzir preços - através de baixíssimos salários, altas jornadas e pouc invetsimento em melhoria das condições de trabalho, empresas de terceirização têm com estratégia central otimizar lucros e baixar custos. 
  • Cidadãos de segunda classe, o terceirizado tem seus direitos desrespeitados e vira uma espécie de cidadão de segunda classe.
  • Terceirização é incompatível com desenvolvimento sustentável, pois não leva em conta a priorização da vida e o equilíbrio com a natureza, igualdade, distribruição de renda e inclusão social.

Zara e Jirau: dois exemplos de terceirização
A famosa empresa de vestuário Zara teve 3 oficinas autuadas por condições análogas ao trabalho escravo: 52 funcionários trabalhando 14 horas ou mais/dia, recebendo entre R$ 0,12 e R$ 0,20 a peça de roupa, trabalhando em alojamentos irregulares em galpões improvisados, sem ventilação ou iluminação adequadas; ambiente quente, com falta de banheiros. Trabalhadores só podiam sair com autorização da chefia.

Já a hidrelétrica de Jirau (RO), financiamento público do BNDES de 7,2 bilhões de reais, tem 22 mil empregados diretos e 20 mil indiretos. Ali, trabalhadores sofriam violência física do consórcio liderado pela Camargo Corrêa e eram obrigados a comprar produtos a preços estratoféricos no conteiro da obra. Precárias condições de trabalho e saúde, inclusive com trabalhadores morrendo de malária; falta de transporte para sair do local; não concessão das folgas a cada quatro meses de trabalho. No setor da construção, quase 80 mil operários se rebelram contra as condições de trabalho e na maioria eram terceirizados.

No setor financeiro, existe a terceirização nas lotéricas e mesmo dentro dos bancos, como é o caso das áreas de TI - tecnologia da Informação.

No Pará, há enorme avanço da terceirização na área das mineradoras, de Belo Monte e também no meio rural, no setor de biodiesel , além da terceirização nos setores da Celpa e Cosanpa (luz e água). Também no setor público e de supermercados. Portanto, há enormes desafios para este 2013 e vem bem a calhar o seminário da terceirização.

Propostas da CUT:
- A CUT quer construir uma regulamentação que incopore as mudanças já consolidadas no mercado de trabalho e revertam a precarização resultante do processo de terceiração, com as seguintes diretrizes:
- direito à informação prévia;
- proibição da terceirização na atividade-fim;
- a responsabilidade solidária da empresa contratante pelas obrigações trabalhistas;
- a igualdade de direitos e de condições de trabalho e;
- a penalização das empresas infratoras.

Clica e assiste ao vídeo da TV CUT sobre terceirização

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Adiada para 2 de maio a votação das PPP's- Parcerias Público-Privadas

O Projeto de lei das Parcerias Público-Privadas-PPP's, de nº 210/2011, do governo do Pará, deveria ter ido à votação hoje, mas foi adiado para 2 de maio. Há forte resistência e mobilização dos movimentos sociais, bancários e urbanitários cutistas na linha de frente. NÃO ÀS PPP'S!

No blog da Vera Paoloni, o www.lapaoloniblogspot.com:

Ainda sobre as PPP's, o Projeto de Lei 210/2011, que trata das Parcerias Público-Privadas, votação que foi adiada na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) de para 2 de maio.

É preciso ter muito barulho e muita unidade de todos os movimentos sociais e parlamentares de esquerda contra as PPP's que, neste caso particular, significa entregar o que existe de público no Estado.

 Pra mim, as PPP's não é questão de princípio, mas manter o Estado inteiro e sem privatização, com respeito aos direitos dos trabalhistas, aí isso é.... Por todo o histórico de privataria no país, não confio nos tucanos nem com os olhos bem abertos.

 Dos 41 votos existentes hoje na Alepa, o governo Jatene tem maioria absoluta, não precisando dos oito votos da bancada do PT e nem do voto do PSOL. Podem aprovar tranquilamente o projeto de lei das PPP’s sem o voto da esquerda no parlamento paraense.

O Pará precisa é de governo e governo pra imensa maioria da população que precisa de saúde, segurança, transporte público e emprego. Ser um estado de proteção social e não de entrega do patrimônio público.

PPP's, então pra quê? Pra criar pedágios nas estradas? Vender a Cosanpa, o Banpará, terceirizar saúde, educação, sistema prisional? 

 Entrega do estado, precarização? Tô fora!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Terceirização no BASA: justiça do trabalho chama o Ministério Público do Trabalho ao processo

O Banco da Amazônia tem até o dia 13 de março para apresentar em juízo os contratos de terceirização, bem como os respectivos aditivos da área de tecnologia. Após a entrega dos contratos e aditivos, o processo da terceirização será encaminhado ao Ministério Público do Trabalho -MPT, o qual entrará no processo no polo ativo, na condição de fiscal da lei.

Essas importantes determinações foram feitas hoje pela manhã pela juíza da 15ª Vara em audiência do processo em que o Sindicato dos Bancários do Pará questiona a intensa e caudalosa terceirização existente no banco da Amazônia, em epsecial na área da TI (Tecnologia da Informaçõa), em que a proporção é de 4,5 terceirizados para um bancário concursado.

A próxima audiência será realizada dia 26 de abril de 2012.

Participaram da audiência, pelo Sindicato dos Bancários do Pará, os funcionários do Banco da Amazônia e dirigentes sindicais Serginho Trindade e Marco Aurélio Vaz dos Remédios, além da dra. Mary Cohen, que patrocina a ação.


Leia aqui

Importante ler também o texto a seguir, publicada na Carta Capital desta semana:


Em Furnas, uma barreira antiterceirizados
Uma velha prática de Furnas Centrais Elétricas parece com os dias contados. Em um acordo celebrado na véspera do carnaval no gabinete do ministro Luiz Fux, no Supremo Tribunal Federal, a estatal comprometeu-se a fazer o que há anos relutava: substituir empregados terceirizados por servidores concursados. Hoje, pelas informações da própria estatal, são 1.538 empregados de outras firmas a lhe prestarem serviços. Pelo acordo firmado quinta-feira, dia 16, até 2017 ela terá que substituir pelo menos 550 deles: 110 por ano.

Tanto o Ministério Público do Trabalho (MPT) como o Tribunal de Contas da União (TCU) cobravam, desde 2002, a substituição. A estatal alega ter apelado aos terceirizados desde que foi impedida de novas contratações, quando incluída no Plano de Desestatização, em 1995, no governo de Fernando Henrique Cardoso. A ameaça de privatização caiu em 2004 no governo Lula mas, ainda assim, apesar de ter feito concurso público, a troca dos terceirizados emperrou.

Com isto a empresa viveu situações no mínimo esdrúxulas, como o caso do advogado Gustavo de Castro Failase. Desde 2009 ele tinha sala e ramal próprio na sede da empresa, no Rio, usava cartão de visita como advogado da “Assessoria de Assuntos Contratuais e Tributários” e representou a estatal em ações judiciais. Seu contrato, porém, era com a Engevix Engenharia S/A, para trabalhar na Usina Hidrelétrica de Batalha, em Paracatu (MG). Ele desligou-se dela recentemente e, agora, classificado no último concurso, pode retornar na condição de empregado.
Failase, como diversos outros concursados, recorreu individualmente à Justiça do Rio de Janeiro em busca da contratação. Também foi o caso do advogado Luis Augusto Damasceno Mello que no Mandado de Segurança impetrado na Justiça Federal fluminense anexou diversos contratos de Furnas com escritórios de advocacia que substituíram profissionais aprovados e não convocados. Nos dois últimos anos, cerca de 30 concursados foram empregados na estatal por força de decisão judicial.

O caso chegou ao Supremo por conta da Federação Nacional dos Urbanitários que, através do Mandado de Segurança 27.066 conseguiu, em junho, liminar do ministro Fux suspendendo a troca dos empregados como havia sido acordada no TCU e determinada pelo Tribunal Regional do Trabalho de Brasília em ação movida pelo MPT. A Federação pleiteava a contratação dos terceirizados através de um quadro suplementar. O pedido não foi atendido.

Como a liminar de Fux venceria em março, desde o ano passado o ministro promoveu reuniões em busca de uma solução. Ele se convenceu de que a troca, como determina a lei, não poderia ser abrupta, sob o risco de prejudicar o fornecimento de energia e provocar um apagão no país. Temeu ainda um problema social para os que vão perder o cargo. Assim surgiu o plano de substituição paulatina, dando tempo, inclusive, à aposentadoria dos mais antigos. Há ainda outros 300 cargos ocupados por terceirizados cuja discussão se dá em uma ação no TRT de Brasília, como explicou o procurador do Trabalho Fábio Leal Cardoso.

O acordo foi firmado na presença ainda do procurador-geral da República, Roberto Gurgel; do procurador-geral do Ministério Público do Trabalho (MPT), Luís Antônio Camargo de Melo; e dos presidentes de Furnas, Flávio Decat de Moura; da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto; e da Federação dos Urbanitários, Marcus Alexandre Garcia Neves.

As críticas à terceirização se avolumavam.  Ao se deparar com 34 extratos de contratos publicados no Diário Oficial desde de julho de 2010 que Melo anexou ao Mandado de Segurança, a procuradora da República Marta Cristina Pires Anciães questionou-os por “sobejarem indícios de malversação de verbas públicas e indícios de existência de atos administrativos violadores do princípio da moralidade administrativa e da legalidade”.

Verificou, por exemplo, que por conta de uma investigação em torno de contratos de publicidade sem licitação, a estatal, em março de 2009, também sem licitação, buscou os serviços do escritório da advocacia Siqueira Castro. Ao preço de 1,2 milhão de reais, o advogado deveria realizar “estudo aprofundado dos termos do Inquérito Civil Público (ICP) nº 1.30.012.000172/2006.53”, acompanhar a investigação e defender os interesses da empresa e de “dirigentes e/ou ex-dirigentes, bem como pessoas por ela indicadas”, no caso de uma Ação Civil Pública (ACP).  Para marta Anciães, a ilegalidade não estava apenas na falta de licitação, mas também na “defesa de dirigente, ex-dirigentes e pessoas por ela indicadas”.

Instaurado na Procuradoria da República do Rio de Janeiro, o ICP acabou inconcluso. Em agosto de 2010, pelo entendimento de que cabe à Justiça Estadual verificar casos envolvendo sociedades de economia mista, o inquérito foi remetido ao Ministério Público Estadual. Com isto, Furnas pagou antecipadamente pela defesa dos que viessem a ser acusados de atos de improbidade administrativa contra ela, sem que nenhum processo instaurado. Vencido os dois anos do prazo contratual, o trabalho do escritório limitou-se ao estudo técnico.

Furnas diz que o TCU admite dispensa de licitação quando “comprovados os requisitos da inviabilidade de competição, da singularidade do objeto e da notória especialização do prestador”. O “estudo aprofundado”, na explicação da assessoria do advogado, foi “especializado, muito técnico”.

Para a estatal, o contrato atendeu outra recomendação do TCU determinada no Acórdão 313/2008: que ela “se abstenha de utilizar advogados de seus quadros para atuarem na defesa de interesses pessoais de dirigentes e empregados da empresa, inclusive após estes terem deixado seus cargos ou empregos”.

O acórdão surgiu com a rejeição de um recurso do ex-presidente da empresa – Luiz Laércio Simões Machado – contra a multa de 10 mil reais que lhe foi aplicada em 2002. Ao rejeitá-lo, os ministro destacaram dois pontos. Primeiro a proibição do jurídico da estatal defender “interesses particulares dos dirigentes da entidade”. Mas também que ex-empregados não podem “se valer dos serviços de advogado remunerado pelos cofres da entidade e do emprego de meios e recursos materiais da empresa para defender seus interesses pessoais”. Ou seja, impediram a estatal bancar a defesa de ex-dirigentes.

Tal determinação conflita com o estatuto social de Furnas, que garante aos ex-dirigentes a defesa em processos judiciais e administrativos “pela prática de atos no exercício do cargo ou função”. Segundo a assessoria da estatal, havendo condenação e dolo do defendido, “o mesmo terá que reembolsar os gastos despendidos”.  No caso do contrato com Siqueira Castro, não havendo processo, não haverá sentença, condenação ou definição de dolo. Logo, não se falará em ressarcimento. A conta de 1,2 milhão de reais ficará para a estatal.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

BASA ganha tempo na Justiça para não acabar com os contratos ilegais de terceirização


O Banco da Amazônia compareceu ontem pela manhã  à audiência na 15ª Vara do Trabalho do Tribunal Regional do Pará, 8ª Região, em Belém do Pará. Já havia comparecido à audiência inaugural, em 28 de novembro e nada apresentara. A próxima audiência está marcada para 27 de fevereiro.

Nesta segunda audiência, o banco compareceu e de novo mostrou seu estilo, o de uma diretoria que não se movimenta quando o chamado é para cumprir a lei. Novamente não apresentou os contratos de terceirização e sim fez uma contestação à Ação Civil Pública informando que o Estatuto do banco diz que à área de Teconlogia da Informação (TI) é área meio e não área fim, querendo justificar a ilegalidade de ter 352 terceirizados e apenas 82 concursados numa área que é central em qualquer banco e em qualquer empresa. E apresentou uma tese que é uam sociedade de economia mista, como se não estivesse sujeito ao TCU, DEST e governo.

 Na ACP o Sindicato, solicita à justiça, após historiar a terceirização existente no banco:
  • Decretar a anulação dos contratos de terceirização área de Tecnologia da Informação, estipulando o prazo de dois anos para garantir que não haja senão funcionários concursados dentro do Banco da Amazônia S.A. nas áreas especificadas no plano de cargos e carreiras da instituição;
  • Garantir o provimentos das posições a serem disponibilizadas garantindo ao final do prazo de dois anos o total preenchimento de seus quadros funcionais de acordo com o art. 37, III da Constituição Federal.
 Na primeira audiência ocorrida a 28 de novembro/2011, o Banco da Amazônia não apresentou os contratos de terceirização, formalmente requeridos pelo Sindicato dos Bancários do Pará na
ACP - Ação Civil Pública. Ontem, novamente apelou para a tergiversação, com o claro intuito de ganhar tempo.

Enviesado -Sobre a alegação enviesada do banco de que é uma sociedade de economia mista, vale a pena lembrar que em dezembro/2010 o DEST - Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, realizou reunião com todas as estatais, no sentido de anunciar e pedir providências para a reversão  de todo procedimento de terceirização nas empresas que estivessem em desacordo com os termos do Enunciado 331, ou seja, que estivesse terceirizando atividades fins ou que as atividades fossem constantes dos atuais planos de cargos e carreiras das empresas estatais, subsidiárias e coligadas. 

O DEST fez a reunião em conformidade com Acórdão do TCU – Tribunal de Contas da União, que
determina a reversão, em todos estes casos. Todas as  empresas- BASA incluído - tomaram ciência que assim deveriam fazê-lo e pouco fizeram no sentido de cumprir a determinação do DEST e TCU.  No caso do BASA, a argumentação frágil da advocacia do banco quer fugir pela tangente como se não estivesse sujeito às leis que regem os entes públicos.

Ou seja, ao invés de tentar ganhar tempo na justiça, se respeitasse a lei, o TCU, o DEST e o próprio governo, o BASA já deveria era já ter apresentado cronograma detalhado de substituição de terceirizados, prazo dos concursos e incremento na qualificação dos concursados existentes.  Fez? fará?

Do jeito que desrepeita a categoria e agora a justiça, não está escape de o BASA entrar o mês de março já em ampla mobilização e até paralisação para que se cumpra e lei!

Participaram da audiência, pelo Sindicato dos Bancários do Pará os diretores Sérgio Trindade (vice-presidente) e o diretor Marco Aurélio Vaz dos Remédios, além da advogada do Sindicato, dra. Mary Cohen.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Sindicato entra com Ação Civil Pública contra terceirização no Banco da Amazônia. 42 dias em greve


Nesta segunda-feira 7 de novembro, o funcionalismo do banco da Amazônia completa 42 dias em greve, sem que a direção do banco demonstre a menor vontade de abrir canal de negociação. A instransigência levou a campanha salarial para o TST - Tribunal Superior do Trabalho e há expectativa de que seja marcado para esta semana o julgamento do dissídio. Clique aqui para acompanhar a movimentação do processo DC- 7433-50.2011.5.00.0000.

Enquanto a categoria no  Banco da Amazônia aguarda em greve o julgamento do dissídio, a CUT e a CTB fazem intensa e competente movimentação em Brasília, amanhã, para pressionar o deputado federal Sandro Mabel (PMDB-GO) a alterar o projeto de terceirização que vai a votação na Câmara dos Deputados agora em novembro. O projeto estava previsto para ser votado em 19 d eoutubro e ação das duas centrais sindicais impediu a votação. Se tivesse acontecido, a tereceirização seria total, tanto em áreas meio, como em áreas fins, como a que ocorre no Banco da Amazônia (lei mais abaixo).

Em síntese, as duas centrais apresentarão  propostas em que:
  • a terceirização nas atividades-fim permanece proibida; 
  • que a responsabilidade solidária das empresas contratantes seja extensiva às obrigações trabalhistas e mais contratação, fiscalização e execução; 
  • que haja isonomia e igualdade de direitos entre os trabalhadores; 
  • proibição de terceirização das atividades que são tipicamente de responsabilidade do setor público e direito à informação prévia e negociação coletiva e 
  • que os sindicatos sejam informados previamente quando uma empresa decidir terceirizar algum serviço.

O deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP) comprou a briga das duas centrais pela regulamentação da terceirização, e criticou duramente a terceirização proposta pelo deputado Sandro Mabel.

Para Berzoin, "a terceirização é aceitável quando aplicada em atividades especializadas das quais a empresa contratante não detém o domínio técnico. Mas, argumenta, é inaceitável que a terceirização seja aplicada na atividade-fim da empresa contratante – este blog cita como ilustração o exemplo de uma empresa aérea que terceirizasse seus pilotos – e que, mesmo nos demais casos, que a terceirização crie a figura do trabalhador de segunda classe, ou seja, que os terceirizados tenham menos direitos que os contratados diretamente pela mesma empresa onde trabalham".

E como o combate à terceirização é pauta obrigatória desta semana, saiba que o

Sindicato do Pará entra com Ação Civil Pública contra terceirização no BASA
A terceirização na área fim no banco da Amazônia foi denunciada pelo Sindicato dos Bancários do Pará em Ação Civil Pública, no final de setembro 2011.

Na ACP o Sindicato, solicita à justiça, após historiar a terceirização existente no banco,:

  • Decretar a anulação dos contratos de terceirização área de Tecnologia da Informação, estipulando o prazo de dois anos para garantir que não haja senão funcionários concursados dentro do Banco da Amazônia S.A. nas áreas especificadas no plano de cargos e carreiras da instituição;

  • Garantir o provimentos das posições a serem disponibilizadas garantindo ao final do prazo de dois anos o total preenchimento de seus quadros funcionais de acordo com o art. 37, III da Constituição Federal.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Na luta pra derrubar correspondente bancário. Comitê Disciplinar Banpará já tem nomes à eleição

Sindicalistas na Câmara: deputado Berzoini (PT-SP) e dep.Puty (PT-PA).

O Banco Central, o mesmo que arrocha o país com alta taxa de juros, voltou suas baterias contra o trabalho decente, contra o emprego. Ao querer substituir o Congresso Nacional, criou uma espécie de lei para beneficiar profundamente os bancos, transformando a figura do correspondente bancário numa “filial” dos bancos, como bem disse o bancário e deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), autor do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 214/2011, que tem o firme propósito de barrar partes dessa famigerada resolução do BC que, ataca o emprego, beneficia apenas os bancos e invade a competência exclusiva da União para legislar sobre Direito do Trabalho.

Ontem, dirigentes da ContrafCUT e de sindicatos de bancários do país, inclusive o do Pará, estiveram em Brasília, na Câmara dos Deputados e para pedir apoio ao projeto do deputado Berzoini, ao mesmo tempo em que denunciaram um dos grandes problemas da norma do BC: a precarização do emprego bancário, pois os bancos usam os correspondentes para economizar em mão-de-obra. Isso porque, apesar de realizarem os mesmos serviços, esses trabalhadores não são reconhecidos como bancários e, por isto, não usufruem os direitos da categoria, conquistados em convenção coletiva.

Para o presidente da ContrafCUT, Carlos Cordeiro, os correspondentes bancários “ fazem mal ao emprego, à categoria bancária e ao cliente, pois representam risco à proteção dos dados dos clientes e uma séria ameaça ao futuro da categoria, posto que permitem aos bancos substituírem agências por correspondentes bancários a um custo infinitamente menor”.

A terceirização via correspondente bancário mata pessoas, emprego, saúde, como já dissemos aqui neste blog. Este assunto está automaticamente em pauta nesta campanha nacional da categoria bancária. Para barrar o avanço do correspondente bancário, verdadeiro tsunami no emprego bancário e na segurança do cliente.

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Banpará. Por unanimidade, convenção

elege seis candidatos ao Comitê Disciplinar

Heidiany Katrine: no bom combate da atividade sindical

O ncontro estadual dos bancários e bancárias do Banpará indicou a unidade das entidades sindicais (Sindicato, Fetec-CN e Afbepa) e fruto dess aunião, houve ontem à noite a convenção que escolheu seis candidatos para concorrer à eleição do Comitê Disciplinar, que ocorrerá no dia 4 de agosto.

São estes os seis indicados e que terão o respaldo das 3 entidades para concorrer ao Comitê Disciplinar. No Comitê, o voto é apenas em um candidato e o acordo referendado pelo encontro estadual é a chapa conjunta e que os três mais votados serão indicado como titulares e os três mentos votados, serão suplentes.
  • pela Fetec-CN: Vera Paoloni e Heidiany Katrine (foto);
  • pelo Sindicato do Pará: Érica Fabíola e Edmilson Raiol:
  • pela Afbepa: JK, Juebner Klayder e Aldo Amador.
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