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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Itens principais do julgamento do dissídio do BASA. Amanhã, retorno ao trabalho.

A sessão plenária  do TST hoje, durante o julgamento do dissídio do BASA.(Foto: Agnaldo Azevedo)
Dirigentes sindicais dos Bancários Pará e FETEC-CN durante atividades da greve.(Foto: Seeb-PA)

Estes são os tópicos principais da sentença do julgamento do dissídio do banco da Amazônia, ocorrido hoje à tarde em Brasília, no TST-Tribunal Superior do Trabalho, no 77º dia da greve:

  • Reajuste de 9% sobre todas as verbas salariais (Tabela de cargos, anuênios e quinquênios, auxilio creche, auxilio funeral, tíquete alimentação e função comissionada). Reajuste idêntico ao da categoria, em modo geral. Exceção é o Banpará que ficou com 10%;

  • Piso de ingresso de R$ 1.520,00 através de Verba de Complementação de caráter pessoal de R$ 154,40 a ser aplicada apenas para o salário do TB1 (do TB 2 em diante, aplica-se 9%). Este item, de forma idêntica, já havia sido apresentado em 18.10.2011;

  • Adiantamento de PLR no valor de R$ 500,00; Este item, de forma idêntica, já havia sido apresentado em 18.10.2011;

  • Manutenção das demais cláusulas do ACT 2009/2010.

  • Compensação integral dos dias parados, a contar de amanhã até 30 de abril de 2012 (2 horas/dia). Foi o ganho do processo judicial, pois no julgamento anterior (o do Dataprev), o mesmo TST e o mesmo relator determinaram desconto de 50% dos dias parados e compensação dos outros 50%. Se tivesse determinado o desconto dos dias parados para o funcionalismo do banco da Amazônia, poderia até enfraquecer futuros movimentos legítimos de resistência e greve.
  • Pagamento de abono no valor de R$ 330,00, a compensar o não-reajuste do plano de saúde.
  • Volta ao trabalho amanhã 13 de dezembro.
O julgamento contado no facebook da Articulação Bancária Pará

Muita gente assistiu pela internet o julgamento do dissídio. E também acompanhou a sessão em tempo real pelo facebook da Articulação Bancária, contado pelo diretor do Sindicato, Marco Aurélio Vaz dos Remédios, presente ao julgamento. Ele acompanhou a  presidenta do Sindicato, Rosalina Amorim e o vice-presidente, Serginho Trindade. Pela FETEC-Centro Norte, o presidente José Avelino:

Começou o julgamento do dissídio do Banco da Amazônia no TST e em Brasília são agora 14 horas. O ministro relator Fernando Enzo indeferiu o pedido da Contec/Seeb Maranhão de manutenção dos 9% no plano de saúde e manteve o do banco. Deferiu 330,00 de abono e mandou compensar TODOS os dias da greve e que voltem ao trabalho amanhã. Indeferiu o pedido do plano de saúde. Presentes pela ContrafcUT o pte, Carlos Cordeiro, o vice Neemias Rodrigues e o secretário geral, Marcel Barros.

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Fica assim o voto do relator no dissídio do Banco da Amazônia:
reajuste de 9% (igual ao conquistado pela categoria), sendo que o piso é de R$ 1.520,00 (apenas para o 1º nível da carreira, mais ou menos 200 bancários). PLR= 500,00 e abono de R$ 330,00. Compensação integral de 74 dos 77 dias de greve e retorno ao trabalho amanhã. Nenhum real no plano de saúde. Avaliação depois. Agora, apenas os fatos.

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O adv Marçal Marcelino falou no TST pelo Banco da Amazônia e era melhor que tivesse ficado calado. Pediu aos ministros o desconto integral dos dias parados e disse que o BASA teve um prejuízo de R$ 300 milhões com a greve. Depois do banco, foi a vez da sustentação oral dos advogados dos trabalhadores (ContrafCUt e Contec). Agora, começou a votação dos demais ministros.

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A votação agora dos ministros do TST. Min relator Enzo defende a compensação dos dias parados de amanhã até 17 de janeiro, 2 horas por dia. Min. Barros defende a compensação integral dos dias parados. Min. Walmir solicita o decsonto integral dos dias parados. No final da votação, a definição: compensação integral dos dias parados até 30 de abril de 2012.


Novamente, o TST não deu vitória aos trabalhadores, uma vez que a decisão do Tribunal é análoga à proposta já rejeitada nas assembleias dos trabalhadores e ainda os obrigará a trabalhar quase cinco meses para compensar a intransigência do banco.

"O julgamento do dissídio do Banco da Amazônia no TST confirma que é melhor investir no processo de negociação do que apostar na decisão judicial para resolver os conflitos na campanha salarial", avalia Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT.

Avaliação do Sindicato dos Bancários do Pará:

Julgamento do TST sobre o dissídio do Banco da Amazônia confirma: é melhor investir na negociação

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Dissídio do BASA será julgado no TST dia 12, às 13 horas, em Brasília

Agora está confirmado: o julgamento do dissídio do Banco da Amazônia será dia 12 de dezembro, na próxima segunda-feira, às 13 horas, no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Hoje, a categoria completa 71 dias em greve e até o julgamento serão 77 dias.

Para companhar a tramitação do processo, clique aqui.

E para saber mais detalhes clique aqui.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Banpará tem assembleia nesta terça 22. BASA rejeita proposta e mantém a greve

Nesta  terça, às 18:30, na sede do Sindicato dos Bancários do Pará, categoria do Banpará avalia e delibera sobre a redação final do Acordo Coletivo 2011/2012. Ontem, houve mais uma rodada de negociação entre o banco, Sindicato, Afbepa e Fetec-CN para ajustar o entendimento comum à redação final.

A reunião de ajuste final foi prolongada e, ao final,  o Sindicato dos Bancários concordou com os pontos ajustados até aqui e registrou em ata,assinada por todos os presentes (entidades sindicais e banco) que aprova o que foi ajustado de comum acordo até agora, ressalvando três itens:

1º) A aplicação do reajuste do percentual concedido pela FENABAN no que for melhor ao concedido pelo Banpará no ACT, com destaque para seus reflexos no PCS;


2º) Reajuste dos tesoureiros: que o presente ponto foi apresentado pelo Banco como proposta, nos dois comunicados encaminhados ao Sindicato, sendo entendido pelas entidades sindicais e pelos trabalhadores que entraria no ACT, considerando a data base;


3º) Compromisso do Banco de rever e reajustar todas as comissões no prazo da portaria(novembro 2011).

Avançar, sempre - "Entendemos que embora haja pontos na redação do acordo que ainda precisam ser buscadas para completar a vitória desta campanha salarial, não dá pra jogar fora o que já foi conquistado na luta, na greve e na capacidade de negociação. Isso precisa ser preservados e defendemos que seja firmado o acordo coletivo, garantindo o conquistado até aqui. E o que não entrou neste acordo, já foi devidamente ressalvado pelo Sindicato e demais entidades e será conquistado na mobilização e até mesmo na Justiça", garantem Heidiany Katrine Moreno e Vera Paoloni, respectivamente diretoras do Sindicato e da Fetec-CN.
 
Clique aqui para ler a ata da reunião no Banpará


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Banco da Amazônia rejeita proposta do banco e mantém a greve que completa hoje 57 dias

A proposta do Banco da Amazônia rejeitada em assembleia previa:
- 10% de reajuste linear a ser aplicado sobre a tabela de cargos dos empregados, o anuênio e o quinquênio, sendo que 9% desse reajuste seriam aplicados a partir de setembro de 2011, e o 1% restante a partir de março de 2012;
- 9 % de reajuste sobre as demais verbas salariais;
- Equiparação do piso dos empregados ao modelo da Fenaban R$ 1.520,00 (durante a reunião na PGT a proposta do Banco foi de piso de R$ 1.400,00);
- E compensação dos dias parados na mesma fórmula do ano passado (1h compensada para cada 2h de greve), sendo que o prazo para compensação é o dia 10 de janeiro de 2012.

Outras propostas que não foram incluídas durante a audiência na PGT:
- Antecipação de R$ 500,00 referentes à PLR (essa proposta não foi apresentada na audiência na PGT);
- Antecipação do 13º salário (1º/12) e tíquete-alimentação de dezembro (25/12);
- Pagamento da diferença de tíquete e cesta alimentação (SET/OUT) para o dia 25/12;
- Pagamento da 13ª cesta-alimentação em 25/12;

Porém, a reivindicação dos trabalhadores que foi apresentada em assembleia no dia 17/11 é a seguinte:
- Reajuste de 12% em todas as verbas salariais (com reflexo em todo o PCS);
- 6% de reposição salarial referente a perdas salariais dos últimos 10 anos;
- Reajuste mínimo de 9% no reembolso do Plano de Saúde;
- Compensação dos dias parados durante a greve na mesma fórmula de 2010 (1h compensada para cada 2h de greve);
- PLR na regra de 60% linear mais 40% proporcional;

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Proposta BASA: 9% agora e + 1% em março 2012, chegando a 10%. Assembleia decide na segunda 21

Foi comprida a tarde de hoje Procuradoria Geral da República (PGR), que convocou entidades sindicais e Banco da Amazônia para buscar uma conciliação entre as partes antes de emitir parecer ao ministro relator do TST sobre o dissídio do Banco da Amazônia, ainda sem previsão. E a greve emplaca hoje 53 dias.

A última proposta do Banco da Amazônia apresentada na PGR  é esta:

  • retira a proposta anterior de piso de 1.520,00, permanecendo os atuais R$ 1.253,00
  • retira a possibilidade de  reajuste de 9% no plano de saúde.
  • aplica 9% sobre salário, pisos e verbas salariais, retroativo a setembro.
  • Em março/2012, aplica mais 1%, chegando a 10% para toda a tabela.

Esta é a pauta mínima defendida pela categoria
Entidades sindicais recolheram a última proposta do banco e levarão à assembleia na próxima segunda-feira 21, às 17 horas, comunicando a PGR imediatamente após a decisão da categoria. De início, dirigentes do Sindicato dos Bancários do Pará avaliam que a proposta final do banco está muito longe da pauta mínima votada ontem em assembleia pela categoria, qual seja:

  • Reajuste de 12% em todas as verbas salariais (com reflexo em todo o PCS);
  • 6% de reposição salarial referente a perdas salariais dos últimos 10 anos;
  •  Reajuste mínimo de 9% no reembolso do Plano de Saúde;
  • Compensação dos dias parados durante a greve na mesma fórmula de 2010 (1h compensada para cada 2h de greve);
  • PLR na regra de 60% linear mais 40% proporcional;
  • Não desconto pecuniário dos dias parados.
O histórico deste dia
No início da audiência, Contraf-CUT, Bancários Pará, Seeb-Ma e Contec apresentaram a proposta da categoria, votada ontem em Belém (leia mais acima). O Banco da Amazônia não concordou e contrapropôs um abono de 300,00, sem o reajuste no plano de saúde. Entidades sindicais presentes à audiência não concordaram. Então, o procurador dr. Otávio Brito, apresentou a proposta de reajuste de 9% no plano de saúde. O banco pediu um tempo, uma pausa para analisar a proposta do Procurador Geral da República que é o reajuste de 9% do plano de saúde. Ao retornar, apresentou a proposta que pode ser conferida no início deste post e também no facebook da Articulação Bancária Pará.

Decisão é na assembleia dia 21, às 5 da tarde em Belém
Já estão convocados bancários e bancárias do Banco da Amazônia para avaliar e deliberar sobre a proposta final da direção do Banco da Amazônia, apresentada hoje às entidades sindicais, com a intermediação da Procuradoria Geral da República, em Brasília. Aos que retornam para suas bases, um bom voo e bom final de semana.

Pela Contraf-CUT, participaram os companheiros Carlos Cordeiro (presidente) e Miguel Pereira (sec. de Organização).
Pelo Sindicato dos Bancários do Pará: Rosalina Amorim (presidenta), Sérgio Trindade (vice) e Marco Aurélio vaz dos Remédios (diretor).


Até segunda e nos mantenhamos firmes na luta! Orai e vigiai!
Banpará tem reunião com entidades sindicais na segunda à tarde, para ajustar o ACT. Mobilização continua.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Banpará tem assembleia hoje. BASA completa 52 dias em greve. Cresce a luta contra a terceirização

Banco da Amazônia - hoje o funcionalismo completa 52 dias em greve. Amanhã, Contraf-CUT e demais entidades sindicais terão audiência à tarde, com o subprocurador da República, em Brasília, na busca de uma solução para o impasse.No dia 28, em Belém, a primeira audiência da ação que o Sindicato dos Bancários do Pará move contra o banco da Amazônia, acerca da brutal terceirização que existe hoje no banco.

Banpará x impasses- ontem houve a segunda rodada de ajuste da redação do Acordo Coletivo. Permanecem os impasses de entendimento sobre comissões de tesoureiros e reajuste do piso para todos os níveis, além da efetivação da data de revisão e reajuste das comissões. Hoje tem assembleia da categoria do Banpará, na sede do Sindicato dos Bancários do Pará, às 19 horas para avaliar os impasses na redação do Acordo e tirar encaminhamentos da luta.

Solidariedade - o Arte Bancária e integrantes da Articulação Bancária no Pará se solidarizam com a justa greve dos profissionais da educação do pará que, há 51 dias estão paralsiados em busca de um direito legítimo: o pagamento do piso nacional da categoria. Nossa solidariedade também ao guerreiro e companheiro Luís Inácio Lula da Silva, que enfrenta a batalha de um câncer. Força, Lula!

Luta contra a terceirização

Clique aqui para assinar o abaixo-assinado do Manifesto em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores Ameaçados pela Terceirização. O manifesto e o Fórum em defesa dos Direitos dos Trabalhadores Ameaçados pela Terceirização está sendo lançado nesta quinta-feira 17, em Brasília, no corredor das Comissões do Anexo II do plenário 9 da Câmara dos Deputados. O ato conta com a participação do presidente da CUT, Artur Henrique, e do secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Miguel Pereira.

O manifesto é a primeira ação contra a terceirização do Fórum, criado por representantes das Universidades de Campinas (Cesit/Unicamp e IFCH/Unicamp), Federal de Minas Gerais e Federal da Bahia; do Dieese, da CUT e da CTB.

O Fórum, que vai reunir professores, procuradores do trabalho, juízes, sindicalistas e a sociedade civil organizada, tem como objetivo fazer pressão junto ao governo e ao Congresso Nacional contra as propostas de regulamentação que estão em eminência de aprovação na Câmara dos Deputados.

Os representantes do Fórum criticam, especialmente, a proposta do deputado Roberto Santiago (PV-SP), um substitutivo ao Projeto de Lei 4330, do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), que acaba com o conceito de atividade-meio e atividade-fim, liberando a terceirização para todas as atividades. Segundo os representantes do Fórum, esta proposta é um enorme retrocesso para as relações de trabalho no Brasil e vai contribuir para aumentar a precarização do trabalho.

O grupo vai pedir uma audiência com o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), e com o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência da República, para cobrar uma regulamentação da terceirização que garanta os direitos dos trabalhadores.

"A ideia é que, a partir da apresentação do manifesto, o fórum atue ainda mais no sentido de conjugar atores da sociedade civil. Isso é importante para demonstrar que os efeitos da terceirização são profundos e atingem diversos aspectos da vida social", avalia Miguel Pereira.


Mesmo antes do lançamento, mais de 800 pessoas já assinaram a petição pública concordando com os termos do Manifesto em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores Ameaçados pela Terceirização.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

BASA e a distorção institucional

Nesta sexta-feira 18, a Contraf-CUT, a Contec e o Seeb-Ma estarão em Brasília em audiência com o subprocurador dr Otávio Brito, da Procuradoria geral do Trabalho. Nesta quarta 16, o Banco da Amazônia estará com o suprocurador. Após a audiência com o BASA e as entidades sindicais, o suprocurador dará seu parecer acerca do dissídio. 

Enquanto aguarda a tramitação do processo de dissídio, a categoria pode ler mais este escândalo propiciado pela atual diretoria do Banco da Amazônia e que foi escancarado no blog da Franssinete:


Distorção institucional



Há 50 dias o Banco da Amazônia está sem prestar atendimento aos seus clientes e sem cumprir seu papel de banco de fomento regional. Pelo andar da carruagem, pode chegar a 60 dias sem julgamento do dissídio coletivo. Dia 9 houve a última movimentação no processo, enviado à Procuradoria Geral do Trabalho, para emissão de parecer.

Enquanto a diretoria se recusa a atender as reivindicações dos funcionários e parece não se importar com a gravidade da situação da CAPAF, seu instituto de previdência, é pródiga em benesses estranhas à sua missão. O DOU é revelador. Sem licitação, o Basa acaba de pagar R$31 mil a um comediante e – pasmem! - R$130.500,00 para uma banda de pop-rock nacional dos anos 1980.

Para tais despesas, o Basa garante ter “recursos disponíveis em orçamento”, o que nega ter em relação aos empregados nas audiências trabalhistas. Cliquem em cima das imagens para facilitar a leitura.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Dissídio do BASA: na sexta-feira 18, Contraf-CUT vai à Procuradoria da República

Informamos hoje no blog que o processo de dissídio do Banco da Amazônia corre a passos de cágado, muito lentamente o que pode ter sido decisivo para que o banco buscasse o TST. Hoje à tarde a Contraf-CUT foi contatada pela suprocuradoria da República, na pessoa do suprocurador Dr. Otávio Brito, solicitando que a Contraf-CUT, Contec e Seeb-Maranhão (arrolados no processo), estejam no TST nesta sexta-feira, dia 18, às 14 horas, para conversar com o suprocurador, antes que este encaminhe seu parecer ao ministro relator do TST. Antes, no dia 16, o Banco da Amazônia irá até a Procuradoria Geral da República. Esperamos que seja para buscar uma saída a um impasse que já dura 49 dias e poderia ter sido resolvido há muito mais tempo.

Leia também a informação que saiu nos jornais hoje e no blog do Miro sobre Ophir Cavalcante, presidente nacional da OAB e que é também é advogado da Capaf - Caixa de Previdência Complementar do Banco da Amazônia, trabalho que lhe rende por mês, algo em torno de 10 mil reais:
 
Ophir Cavalcante, presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ganhou os holofotes da mídia nos últimos meses com a sua “pregação pela ética na política”. Revistonas, jornalões e TVs o entrevistam quase que diariamente. Ele passou a ser um dos líderes da operação derruba-ministro da mídia demotucana, que visa enquadrar e sangrar a presidenta Dilma Rousseff.


Apesar das resistências internas, Ophir envolveu a própria OAB – que teve papel de destaque na luta pela democratização do país – na convocação das chamadas “marchas contra a corrupção”. Nos atos já ocorridos, ele virou a estrela, junto com alguns chefões demotucanos. Mas o mundo dá voltas e prega surpresas. Agora é o seu nome que aparece numa grave denúncia, publicada sem maior escarcéu na Folha:

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Presidente da OAB é acusado de receber R$ 1,5 mi em salário ilegal


Elvira Lobato

O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Filgueiras Cavalcante Júnior, é acusado de receber licença remunerada indevida de R$ 20 mil mensais do Estado do Pará.

A ação civil pública foi proposta na semana passada por dois advogados paraenses em meio a uma crise entre a OAB nacional e a seccional do Pará, que está sob intervenção. Um dos autores da ação, Eduardo Imbiriba de Castro, é conselheiro da seccional.

Segundo os acusadores, Ophir Cavalcante, que é paraense, está em licença remunerada do Estado há 13 anos – o que não seria permitido pela legislação estadual –, mas advoga para clientes privados e empresas estatais. Eles querem que Cavalcante devolva ao Estado os benefícios acumulados, que somariam cerca de R$ 1,5 milhão.

Cavalcante é procurador do Estado do Pará. De acordo com os autores da ação, ele tirou a primeira licença remunerada em fevereiro de 1998 para ser vice-presidente da OAB-PA. Em 2001, elegeu-se presidente da seccional, e a Procuradoria prorrogou o benefício por mais três anos. Reeleito em 2004, a licença remunerada foi renovada.

O fato se repetiu em 2007, quando Cavalcante se elegeu diretor do Conselho Federal da OAB, e outra vez em 2010, quando se tornou presidente nacional da entidade. Segundo os autores da ação, a lei autoriza o benefício para mandatos em sindicatos, associações de classe, federações e confederações. Alegam que a OAB não é órgão de representação classista dos procuradores. Além disso, a lei só permitiria uma prorrogação do benefício.


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Um baque no plano golpista


A denúncia de que Ophir Cavalcante, um dos líderes das “marchas contra a corrupção”, recebe R$ 20 mil mensais sem trabalhar – e que já garfou R$ 1,5 milhão dos cofres públicos – deve atrapalhar os planos de alguns golpistas. Como ficam os demotucanos e os “calunistas” da mídia, como Eliane Cantanhêde, que apostaram todas as suas fichas neste “movimento dos indignados”?

Será que eles agora eles vão convocar uma “marcha” para apurar as denúncias contra o presidente da OAB? Será que a entidade, hoje sob domínio dos poderosos escritórios de advocacia, vai exigir a renúncia de Ophir Cavalcante? Será que a Veja, a TV Globo e os jornalões darão capa para a explosiva denúncia? Cantanhêde, fale alguma coisa!

Basa: 49 dias de greve. Banpará tem impasses na redação do Acordo Coletivo

Hoje, o funcionalismo do Banco da Amazônia que está em greve completa 49 dias paralisado. Pelo andar da carruagem, pode chegar a 60 dias sem julgamento do dissídio, posto que caminha a passos desesperadamente lentos a tramitação do processo. Dia 9 houve a última movimentação no processo de dissídio, que foi enviado à Procuradoria Geral do Trabalho, para emissão de parecer. Como amanhã  é feriado imprensado, o TST só deve voltar à normalidade de trabalho na quarta-feira 16.

Banpará e Comitê Disciplinar - Hoje prossegue a reunião do Comitê Disciplinar do Banpará, comitê paritário que analisa as sanções disciplinares. A primeira reunião após a eleição do Comitê aconteceu na sexta-feira 11, com a presença da titular, Érica Fabíola e dos suplentes Carlos Santos e Vera Paoloni, diante da impossbilidade de presença dos dois titulares. Hoje pela manhã tem continuidade a reunião, para análise de mais processos disciplinares.

Banpará e Comitê de Relações Trabalhistas - Na quarta-feira passada 9, houve mais uma reunião do Comitê de Relações Trabalhistas (CRT), comitê paritário que debate a cotidiano das agências, postos e unidades de trabalho do Banpará, para buscar soluções. É uma mesa permanente de debate das relações de trabalho e tem cárater consultivo. Nessa reunião, foi pautado pelas diretora do Sindicato Odinéa Gonçalves e pela diretora da Fetec-CN, Vera Paoloni, os seguintes itens:

  • "critérios de descomissionamento"; 
  • o pagamento de verba trabalhista do funcionário José Sarto; 
  • o pagamento de PLR para bancária que é coordenador há 2 anos e recebeu a PLR a menor; 
  • pagamento de sobreaviso de bancária, ainda pendente; 
  • condições de higiene e saúde da agência senador Lemos. 
  • A próxima reunião do CRT será dia 23 de novembro, quando o banco devera trazer respostas aos pontos pautados. Assim que for assinado o Acordo Coletivo de Trabalho, num prazo de 60 dias haverá eleição ao CRT, estando apto todo o funcionalismo interessado. Hoje participam pelas entidades: Odinéa Gonçalves, Vera Paoloni e Heidiany Katrine.


    Banpará e Acordo Coletivo - afora ajustes de redação, há dois grandes impasses entre o banco e as entidades sindicais em relação ao acordo coletivo. 


    O primeiro impasse é que o banco entende que o  piso é apenas para os níveis médio e fundamental, excluindo o de nível superior. O entendimento do banco é equivocado e está na contramão do que aprovado na mesa de negociação: 10% de reajuste, seguindo a Fenaban nas condições mais vantajosas. Fruto da greve nacional, coordenada pela Contraf-CUT, a categoria arrancou no piso 12%, ou seja, 2% a mais do que o banco se comprometera. E como temos PCS, os 12% são sobre os 3 pisos, com relexos em toda a tabela.

    O segundo impasse é que o reajuste das comissões de tesoureiro já deveria ter sido pago, retroativo a setembro, data em que vigora o acordo coletivo. O banco quer pagar somente no ano que vem e sem retroatividade. Isso é inaceitável. Pagar no ano que vem , ej najeiro, mas retroagindo a setembro, ainda é possível aceitar. Mas deixar de pagar um direito que é líquido, certo e ajustado entre as partes, não dá!

    Entidades sindicais se reúnem hoje à tarde na sede do Sindicato e retornam à mesa de negociação após o feriado, dia 16, às 15 horas.

    Continuemos com nosso mantra: orai e vigiai! 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O Natal do funcionalismo do BASA só é bom na cabeça do Abidias


A categoria bancária do banco da Amazônia completou hoje 44 dias em greve, atitude tomada enquanto aguarda o julgamento do dissídio no TST, dissídio ainda não marcado. E como estamos a 45 dias do Natal, o presidente do BASA, talvez querendo aparentar que está tudo bem, mandou uma mensagem de Natal informando que o banco comprou árvores de Natal que devem montadas no dia 30 de novembro e desmontadas no Dia de Reis, a 6 de janeiro. E pede o envolvimento de todos.

Imagine só a cena: agências paralisadas, em greve e a mensagem  na contramão do sentimento e da realidade dura que vive hoje o funcionalismo do banco. Realidade construída pela intransigência da empresa. A intenção e a mensagem não caíram bem na categoria e o Sindicato dos Bancários do Pará protestou firme hoje na porta da Matriz. 

Leia o documento que o Sindicato distribuiu aos grevistas:

Parece ironia, cinismo ou sarcasmo a mensagem de natal enviada na segunda-feira, 7 de novembro, pelo presidente Abidias Junior aos empregados e empregadas do Banco da Amazônia. Na mensagem, o presidente do Banco ressalta o clima natalino de paz, alegria e harmonia entre diretoria, empregados, colaboradores e clientes do Banco da Amazônia simbolizado através da inédita confecção de árvores de natal para ornamentar e ambientar as agências do Banco.

Mas a questão é: como pode haver clima natalino com tamanha ternura e galhardia sugerida pelo presidente do Banco da Amazônia, se há 44 dias os trabalhadores desta instituição estão em greve e paira sobre suas cabeças e corações a incerteza quanto ao futuro do seu acordo coletivo, que está para ser julgado no TST? Como isso é possível, mediante a intervenção da Previc na Capaf, onde também paira a incerteza quanto ao futuro da caixa de previdência dos empregados?

É praticamente impossível aflorar esse clima de romantismo natalino nas dependências do Banco da Amazônia, visto que a diretoria que ainda comanda a instituição vem ao longo dos anos se furtando ao debate sério com seus trabalhadores, dificultando a todo custo o processo de negociação com as entidades sindicais em mesa de negociação durante as Campanhas Nacionais ou mesmo as mesas de negociação permanente.

Como pode haver clima natalino tão harmonioso no Banco da Amazônia, se os empregados dessa casa vêem a diretoria do Banco negar a eles um salário decente, um novo PCCS, um maior reembolso no custeio de seus planos de saúde, a melhoria das condições de trabalho e de segurança, o ponto eletrônico, a contratação de mais empregados, dentre tantas outras reivindicações?<

O clima natalino visualizado pelos empregados do Banco da Amazônia com certeza não é tão fraternal quanto este idealizado pelo presidente Abidias Junior. Até porque, os trabalhadores deste banco não recebem de seu presidente o mesmo tratamento privilegiado que os gestores do banco. Estes têm suas árvores de natal formosas e retumbantes, enquanto que a árvore de natal dos trabalhadores do Banco da Amazônia está se definhando, murchando por falta de incentivo e respeito para continuar florindo e dando bons frutos pra desenvolver a Amazônia e o Brasil.

Presidente Abidias, esse clima natalino que o senhor desenhou está bem difícil de engolir.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Banpará nada, nada... e quer morrer na beira na redação do acordo coletivo

Uma das cinco rodadas de negociação em que se construiu a proposta de acordo que a categoria referendou em assembleia geral. Construído com o princípio da boa fé.

O funcionalismo do Banpará fez uma belíssima, curta e intensa campanha este ano, com 3 dias de greve e um excelente acordo, conquistado com a força da greve e que acrescenta muitos pontos importantes ao contrato de trabalho, à vida de cada bancário.

Fechado o acordo, o banco efetuou os pagamentos devidos do reajuste, tíquete e antecipação da PLR. E ficou de formatar a minuta de acordo coletivo, a ser assinado entre as partes. Houve uma significativa demora até que a redação ficasse pronta. Cabia ao banco formatar a redação do que foi negociado em cinco rodadas de negociação e referendado na assembleia da categoria que aprovou o acordo.

Pois bem. Ontem à noite, o banco enviou a proposta de redação do Acordo Coletivo - que é a lei trabalhista específica do funcionalismo do Banpará - e eis que detectamos problemas graves na minuta de redação e omissões igualmente graves. Hoje à tarde, Sindicato, Afbepa e Fetec-Centro Norte vão alinhavar a síntese dos problemas encontrados e encaminhar ofício à diretoria do Banpará solicitando uma nova e urgente rodada de negociação para afastar os empecilhos do caminho e registrar, no acordo coletivo, o que foi debatido em mesa de negociação e aprovado pela categoria.

Acreditamos que haja espaço para o bom senso em garantir na letra o que se já garantiu na palavra e na boa fé que deve existir entre as partes.

Afinal, quem nadou, nadou em mar revolto não pode agora morrer na beira!

Quais os problemas inicialmente detectados
 Reajuste (art 5º) - O banco propõe reajustar o piso salarial em 12% para os níveis fundamental e médio e no piso de nível superior, quer aplicar 10%, que é o reajuste geral do Banpará conquistado nesta campanha. A proposta exclui mais ou menos 150 bancários e causa uma distorção na tabela de PCS, que integra o contrato de trabalho e foi assinada entre banco e cada trabalhador.


Licença-prêmio (art. 21) - a redação não deixa claro se a empresa vai anualizar a nova modalidade de licença-prêmio, o que já é uma realidade na licença prêmio hoje existente.

Ponto eletrônico (art. 24) - o banco propõe que a implantação do ponto eletrônico fique para o final de junho de 2012, mas o acordo feito é de implantação em janeiro/2012;
Metas PCS (art. 25)- o banco insiste nas metas vinculadas ao PCS, o que foi rebatido o tempo todo pelas entidades na mesa de negociação. Também quer limitar a ação do GT-PCS a 120 dias de atuação e o que foi debatido é ter um GT -PCS para acompanhar o Plano.

Reajuste tesoureiros, comitês - banco não pagou a comissão reajustada dos tesoureiros, item fundamental acolhido e aprovado pela categoria e não aponta esse pagamento retroativo a 1º de setembro de 2011, já que integra o presente acordo coletivo. Igualmente omite a eleição do comitê de Relações Trabalhistas, ao qual foram encaminhados vários itens discutidos em mesa de negociação.

Como apostamos no diálogo, desde que efetivo, vamos solicitar nova mesa de negociação e a categoria fique em alerta sem esquecer que sempre é preciso orar e vigiar!

Enquanto isso, no BASA... 

Nenhuma novidade sobre o julgamento do dissídio que tramita lentamente .
 

Funcionalismo completa hoje 43 dias em greve. Que o próprio TST já afirmou não é abusiva.

Nossa solidariedade aos professores da rede pública, que continuam em greve, a despeito da ordem judicial para que retornem ao trabalho. Os professores reivindicam o direito receberem o valor do piso nacional da categoria que é R$ 1.187,97.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Sindicato entra com Ação Civil Pública contra terceirização no Banco da Amazônia. 42 dias em greve


Nesta segunda-feira 7 de novembro, o funcionalismo do banco da Amazônia completa 42 dias em greve, sem que a direção do banco demonstre a menor vontade de abrir canal de negociação. A instransigência levou a campanha salarial para o TST - Tribunal Superior do Trabalho e há expectativa de que seja marcado para esta semana o julgamento do dissídio. Clique aqui para acompanhar a movimentação do processo DC- 7433-50.2011.5.00.0000.

Enquanto a categoria no  Banco da Amazônia aguarda em greve o julgamento do dissídio, a CUT e a CTB fazem intensa e competente movimentação em Brasília, amanhã, para pressionar o deputado federal Sandro Mabel (PMDB-GO) a alterar o projeto de terceirização que vai a votação na Câmara dos Deputados agora em novembro. O projeto estava previsto para ser votado em 19 d eoutubro e ação das duas centrais sindicais impediu a votação. Se tivesse acontecido, a tereceirização seria total, tanto em áreas meio, como em áreas fins, como a que ocorre no Banco da Amazônia (lei mais abaixo).

Em síntese, as duas centrais apresentarão  propostas em que:
  • a terceirização nas atividades-fim permanece proibida; 
  • que a responsabilidade solidária das empresas contratantes seja extensiva às obrigações trabalhistas e mais contratação, fiscalização e execução; 
  • que haja isonomia e igualdade de direitos entre os trabalhadores; 
  • proibição de terceirização das atividades que são tipicamente de responsabilidade do setor público e direito à informação prévia e negociação coletiva e 
  • que os sindicatos sejam informados previamente quando uma empresa decidir terceirizar algum serviço.

O deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP) comprou a briga das duas centrais pela regulamentação da terceirização, e criticou duramente a terceirização proposta pelo deputado Sandro Mabel.

Para Berzoin, "a terceirização é aceitável quando aplicada em atividades especializadas das quais a empresa contratante não detém o domínio técnico. Mas, argumenta, é inaceitável que a terceirização seja aplicada na atividade-fim da empresa contratante – este blog cita como ilustração o exemplo de uma empresa aérea que terceirizasse seus pilotos – e que, mesmo nos demais casos, que a terceirização crie a figura do trabalhador de segunda classe, ou seja, que os terceirizados tenham menos direitos que os contratados diretamente pela mesma empresa onde trabalham".

E como o combate à terceirização é pauta obrigatória desta semana, saiba que o

Sindicato do Pará entra com Ação Civil Pública contra terceirização no BASA
A terceirização na área fim no banco da Amazônia foi denunciada pelo Sindicato dos Bancários do Pará em Ação Civil Pública, no final de setembro 2011.

Na ACP o Sindicato, solicita à justiça, após historiar a terceirização existente no banco,:

  • Decretar a anulação dos contratos de terceirização área de Tecnologia da Informação, estipulando o prazo de dois anos para garantir que não haja senão funcionários concursados dentro do Banco da Amazônia S.A. nas áreas especificadas no plano de cargos e carreiras da instituição;

  • Garantir o provimentos das posições a serem disponibilizadas garantindo ao final do prazo de dois anos o total preenchimento de seus quadros funcionais de acordo com o art. 37, III da Constituição Federal.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Banco da Amazônia completa 35 dias em greve


Hoje a greve no banco da Amazônia completa 35 dias e é a maior greve no banco até aqui. O julgamento do dissídio deve acontecer nesta semana ou no início da próxima, pois o judiciário só retorna ao trabalho no dia 3.

O Sindicato dos Bancários do Pará inaugurou um canal de vídeos no you tube e aqui no Arte Bancária um dos 3 vídeos já postados e que se referem ao 31º dia de greve no BASA.  Assista e se mantenha firme na greve até o julgamento do dissídio. Acompanhe o processo clicando aqui.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Sem conciliação no TST, dissídio do BASA vai a julgamento. Categoria continua firme na greve

Acabou há pouco, em Brasília, a audiência de conciliação do dissídio ajuizado pelo banco da Amazônia entre o Tribunal Superior do Trabalho (TST). Mantendo a mesma intransigência, o BASA não alterou a proposta e acabou sem acordo a audiência.

O Banco da Amazônia, na pessoa do diretor Antonio Carlos, apresentou a mesma proposta já antecipada na ação do dissídio e a única novidade seria um estudo para avaliar reembolso no plano de saúde. A COntraf-CUT propôs implementar (ao invés de avaliar) e o banco não aceitou. Mantido o impasse, acaba a conciliação e vai a julgamento, que deve ocorrer na próxima semana. O ministro relator é Fernando Eizo Ono.

 A Contraf-CUT, na pessoa de seu presidente, Carlos Cordeiro, apresentou  propostas, mas o Banco da Amazônia manteve o tom da intransigência, a mesma que levou um processo negocial para dissídio.

Amanhã é o 32º dia de greve no Banco da Amazônia e hoje o Sindicato dos Bancários promoveu um ato público bem diferente, cheio de humor, com distribuição de abacaxis e bananas, além de praticar o tiro ao alvo num banner com o Fora Abidias!

Leia mais detalhes aqui.

Para saber da tramitação do processo, clique aqui.

Heládia, Heidiany, Marco Aurélio, Cristiane e mais atrás, a humorista.



Quem acertasse o alvo, ganhava um abacaxi. E a distribuição de banana foi geral durante o ato público.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Banpará faz 50 anos. Audiência de dissídio do BASA é nesta quinta 16 h. Greve completa 30 dias

A greve do funcionalismo do Banco da Amazônia completa hoje 30 dias e cada dia mais forte. O banco ajuizou dissídio no Tribubal Superior do Trabalho - TST e a audiência é amanhã 27, às 16 horas, em Brasília. A Contraf-CUT e o Sindicato dos Bancários do Pará estarão presentes na audiência.

Banpará - Completa 50 anos o banco do estado do Pará, um dos raroz bancos que sobreviveu à metralhadora giratória de FHC para reduzir o tamanho do Estado, a partir dos bancos públicos. A mesma metralhadora por pouco não liquida ou privatiza o banco da Amazônia e só a luta e a resistência do funcionalismo, entidades sindicais e o povo amazõnico tiraram de rota essa pretensão tucana.

O Arte Bancária parabeniza o funcionalismo do Banpará que tem na genética a luta, a valentia, a generosidade. Lutamos muito, resistimos sempre e continuamos avançando na conquista de nossos direitos.

Parabéns, Banpará! Longa vida a esse patrimônio do povo paraense! E que continuem de mãos dadas a capacidade de luta e unidade dos bancários e bancárias do nosso querido Banpará!

(A foto magistral é de David Alves e foi feita no 1º dia de greve bancária este ano, a 27 de setembro).

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Dissídio do BASA é nesta quinta 27, às 16 horas. Firmes na greve!

O TST - Tribunal Superior do Trabalho marcou a audiência de conciliação de dissídio, este ajuizado pelo banco da Amazônia contra a Contraf-CUT, Contec e Seeb-MA. O nº do processo é DC 7433.50.2011.5.00.000 e a audiência será nesta quinta-feira 27, às 16 horas, em Brasília.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

BASA anuncia que vai a dissídio. Greve continua forte no 28º dia

A direção do banco da Amazônia já anunciou que vai a dissídio no Tribunal Superior do Trabalho -TST e ganhou liminar para a medida autoritária do interdito proibitório que é um mecanismo jurídico para arrefecer a greve. O Sindicato dos Bancários do Pará vai recorrer amanhã contra a sentença que é um ataque ao movimento grevista.

Como a greve no banco da Amazônia é geral, não há a menor possibilidade de reduzir ou enfraquecer o movimento, por conta da decisão judicial de interdito. 

Hoje à tarde, um grupo de grevistas conversou longamente com a  direção do Sindicato dos Bancários e com a assessoria jurídica, verificando quais os caminhos do dissídio.

Continuamos na greve e junto com a decisão da categoria.

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Contraf-CUT assina acordo aditivo com o BB. PLR será paga nesta segunda

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Força da greve arranca negociação com o BASA hoje às 10 h. Assembleia é às 18h

A direção do Banco da Amazônia agendou reunião de negociação para esta quinta-feira, às 10 horas, na Matriz do banco em Belém. A reunião acontece hoje no 24º dia de forte greve e após a ida ontem da Contraf-CUT, Fetec-CN e Sindicato dos Bancários do Pará a Brasília (DEST e Câmara dos Deputados), construindo saídas para o impasse da greve.


O Sindicato dos Bancários convoca assembleia às 18 h para avaliar a proposta a ser apresentada hoje, na reunião das 10 horas.

Vamos lá! E permaneçamos firmes na greve.

Amanhã, a assinatura da Convenção Coletiva Nacional

Contraf-CUT e Fenaban assinam o acordo nacional amanhã, sexta-feira 21, às 14h em São Paulo. A Concenção Coletiva Nacional é o fruto unitário da maior greve da categoria nso últimos 20 anos e da capacidade de coordenação do nosso Comando. Leia mais aqui.

Toda solidariedade aos aeroportuários e aos professores do Pará
Mais de 14 mil trabalhadores aeroportuários cruzam os braços por 48 horas, protestando vigorosamente contra a privatização dos aeroportos. No Pará, professores entram no 25º dia de greve sem solução à vista para o impasse.

Greve, instrumento de transformação social

O artigo é do presidente nacional da CUT, Artur Henrique, em que ele critica autoridades públicas que esqueceram seu passado grevista:

A greve é mais que um direito constitucional e um instrumento legítimo para os trabalhadores cobrarem aumentos salariais, proteção e ampliação de direitos e melhoria das condições de vida em geral.

Um movimento grevista também é um dos principais momentos para elevar a consciência crítica da população. É uma oportunidade de as pessoas se enxergarem como conjunto transformador, e por isso guarda em si potencial de catarse política, de passagem para uma experiência ativa de mudança do mundo social.

Compreendido esse potencial, entende-se porque as greves são tão hostilizadas - embora, e propositalmente, jamais de modo a apontar o verdadeiro temor – pelos patrões em geral e todo o sistema hegemônico de que dispõem.

O que não se pode entender ou mesmo aceitar é que administradores públicos das três esferas de governo, especialmente aqueles que têm origem no movimento sindical e nas lutas sociais, tentem desqualificar a greve ou coloquem-se contra o movimento como se defendessem um princípio.

Acompanhamos em greves recentes e bastante disputadas – como a dos professores em 17 estados brasileiros e a dos Correios – manifestações autoritárias e reacionárias que se prestaram à deseducação política e à desmobilização social.

Nem vamos nos deter mais longamente em reações truculentas como a de alguns governadores e prefeitos que permitiram ou talvez até tenham ordenado a repressão policial sobre os trabalhadores, tamanho o absurdo da conduta.
Artur, durante a 13a Plenária Nacional da CUT
Artur, durante a 13a Plenária Nacional da CUT
Porém, não é preciso chegar a tal manifestação antidemocrática para ser igualmente nocivo à organização dos trabalhadores. A ameaça de não negociar com grevistas ou a intenção de negociar separadamente com aqueles que não aderiram à greve é uma tentativa de premiar o medo, a timidez e, principalmente, o individualismo. Ainda que a escolha de participar ou não de uma greve seja um direito legítimo de cada trabalhador e trabalhadora, quando uma autoridade pública acena positivamente para aqueles que optaram pela via solitária, presta desserviço igual à construção da consciência política coletiva e ao sonho de mudar a sociedade.
Quando atitudes como essa partem de companheiros que já foram sindicalistas e que já fizeram greve, deparamo-nos com uma ameaça séria. Claro que não podemos nos deixar levar pela sensação de desalento que tal situação poderia produzir, mas é inevitável um travo de decepção na garganta – sem falar que a conduta desses companheiros serve como justificativa para políticos tradicionalmente avessos às lutas populares.

Devemos lembrar que no Brasil de hoje há ministros e presidentes de estatais que só chegaram lá porque fizeram greves ao longo de suas trajetórias. Esquecer-se disso é jogar contra a proposta de transformação social que tem nos guiado nas últimas décadas. Se queremos construir um novo modelo de desenvolvimento, com ênfase na distribuição de renda, na superação das desigualdades e na afirmação da liberdade, devemos repudiar tal comportamento demonstrado por algumas autoridades públicas nos últimos dias.

Se nosso desejo é que as pessoas que hoje saem da pobreza e começam a ascender socialmente não reproduzam amanhã o mesmo espírito de competição entre iguais do qual já foram e ainda são vítimas, se queremos a solidariedade como princípio e o coletivo como estratégia, nosso caminho é totalmente outro.

Greve não é um objetivo em si
Nada disso quer dizer que a greve seja algo que busquemos como recurso primeiro. Ao contrário.

Quando acontece, a greve é resultado de um processo de negociação que fracassou. Em circunstâncias assim, é o último e único recurso de pressão dos trabalhadores, diante da multiplicidade de mecanismos de que dispõem os empregadores – força econômica, domínio dos meios de comunicação e até controle das forças de repressão.

Os mais bem sucedidos processos de negociação, por sua vez, derivam da realização de greves em períodos anteriores que elevaram o grau de consciência política e organizativa de determinados grupos.

Já o fracasso de um processo de negociação não pode ser atribuído a um único ator do processo. Tanto no setor privado quanto no público, os administradores têm entre suas funções básicas a intermediação de conflitos trabalhistas.
Assembleia dos trabalhadores dos Correios em greve
Assembleia dos trabalhadores dos Correios em greve

Justiça do trabalho

Por isso consideramos inadmissível que a Justiça do Trabalho, como alguns de seus mais destacados representantes fizeram por ocasião da greve nos Correios, atribua aos trabalhadores e seus sindicatos a responsabilidade total pelas paralisações.
Aliás, a chegada de um conflito entre capital e trabalho até a Justiça é o pior cenário de um movimento grevista, pois sinaliza o fracasso completo do processo de diálogo.

Ainda sobre a Justiça do Trabalho, é importante destacar – registre-se que isso não ocorreu no caso dos Correios – a prática cada vez mais recorrente de julgar a conveniência ou o caráter abusivo da greve antes mesmo de considerar a justeza das reivindicações.

Já na Justiça comum, desse modo de avaliar os movimentos grevistas derivam-se os interditos proibitórios, que impedem os trabalhadores de se reunir nas proximidades da empresa em momentos de mobilização. Outro absurdo.

Vivemos no Brasil um momento complicado em relação aos processos de negociação coletiva. Há um vácuo legal para o qual já propusemos, para o setor público, a regulamentação da Convenção 151 do OIT – já ratificada pelo Congresso – e a organização por local de trabalho tanto para o setor privado quanto para o público.

Um dos legados dos anos Lula e Dilma deve ser a ampliação da consciência e participação política do povo, jamais o contrário.

No mundo inteiro

Enquanto isso, os indignados de todo o mundo vão às ruas protestar contra o capitalismo, ainda que de forma fragmentada, com bandeiras múltiplas, reivindicando uma nova forma de gerir o planeta. Todos que acampam, levantam bandeiras e batem bumbo querem dizer, se me permitem o uso de uma frase que os estadunidenses criaram, com sua capacidade toda própria adquirida graças ao cinema e à publicidade: “Você não me deixa sonhar, então eu não deixo você dormir”.

O Brasil, que pleiteia, com justiça, uma posição de comando na diplomacia internacional, bem que poderia dizer ao mundo, durante as cerimônias públicas e nas coletivas de imprensa de fóruns mundiais como o próximo G-20, que não há nada comprovadamente mais eficaz contra a crise do que a organização da classe trabalhadora, ao mesmo tempo responsável pela produção e pelo consumo.
Arrisco-me a dizer ainda que a América Latina, a partir de suas experiências contra-hegemônicas, tem todo o direito de propor aos povos do Hemisfério Norte a desobediência ao sistema financeiro, esse que rouba nossos sonhos.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Como foi a reunião em Brasília na busca de solucionar o impasse da greve no BASA

As entidades sindicais Contraf-CUT, Fetec-CUT/CN e Sindicato dos Bancários do Pará foram recebidas em audiência hoje pela manhã no DEST, em Brasília e em seguida na Câmara dos Deputados, com o deputado federal Cláudio Puty (PT-PA).

Com o DEST primeiro e depois com o deputado Cláudio Puty, as entidades sindicais mostraram claramente os pontos de impasse:

  • valorização do piso salarial,
  • antecipação de PLR, 
  • andamento do PCCS, 
  • isenção de tarifas, 
  • maior acesso do Quadro de Apoio às funções comissionadas,
  • valorização salarial dos TC’s, 
  • fim das terceirizações, 
  • maior participação do Banco da Amazônia no custeio do Plano de Saúde da CASF, 
  • efetivar a mesa permanente de negociação,
  • a regulamentação do pagamento do sobreaviso, 
  • a implantação do Ponto Eletrônico na vigência do novo acordo e 
  • o abono dos dias parados.

Todos os detalhes da viagem das entidades à Brasília na busca de caminhos para sair do impasse, aqui no site do Sindicato dos Bancários do Pará:

Dirigentes do Sindicato dos Bancários do Pará, da Contraf-CUT e da Fetec-CUT Centro Norte estiveram na manhã desta quarta-feira, 19 de outubro, em Brasília, para uma reunião com o DEST em busca de uma alternativa para solucionar o impasse em torno das negociações com o Banco da Amazônia, que hoje completou 23 dias em greve.

A comitiva sindical foi composta pela presidenta do Sindicato Rosalina Amorim; o vice-presidente da entidade e da Fetec-CUT/CN Sérgio Trindade e o diretor do Sindicato Marco Aurélio Vaz (estes também empregados do Banco da Amazônia); o vice-presidente da Contraf-CUT Neemias Rodrigues e o presidente da Fetec-CUT/CN José Avelino.

Os sindicalistas foram recebidos pelos representantes do DEST e expuseram as questões que estão dificultando o fechamento do acordo com o Banco da Amazônia, dentre elas a valorização do piso salarial, antecipação de PLR, andamento do PCCS, isenção de tarifas, maior acesso do quadro de apoio às funções comissionadas, valorização salarial dos TC’s, fim das terceirizações, maior participação do Banco da Amazônia no custeio do Plano de Saúde da CASF, efetivar a mesa permanente de negociação, a regulamentação do pagamento do sobreaviso, a implantação do Ponto Eletrônico na vigência do novo acordo e o abono dos dias parados.

Os representantes do DEST foram enfáticos ao afirmar que a reunião não tinha caráter de negociação, mas que estavam recebendo as entidades para ouvir as demandas que mantém o impasse nas negociações com o Banco da Amazônia.

Também afirmaram que não havia condições de fazer qualquer alteração na tabela do PCCS neste momento, enquanto a situação da CAPAF não for solucionada.

“Muitas dessas demandas que procuramos ponderar junto ao DEST não causam impacto econômico ao Banco da Amazônia, pois se tratam apenas de normatizações administrativas que podem muito bem ser pactuadas pelo Banco da Amazônia com as entidades sindicais em mesa de negociação”, afirma a presidenta do Sindicato, Rosalina Amorim.

“Entendemos que as reivindicações que apresentamos para o DEST dependem, tão somente, de vontade política da direção do Banco da Amazônia, já que a maioria das reivindicações não representam maior impacto econômico, muitas são de caráter administrativo, mas todas fundamentais para a valorização do funcionalismo do Banco como, por exemplo, o quadro de apoio concorrer aos processos seletivos”, complementa o vice-presidente do Sindicato e empregado do Banco da Amazônia, Sérgio Trindade.

Paralelo a esta reunião com o DEST, as entidades sindicais continuam trabalhando na busca de uma nova proposta a ser apresentada pelo Banco da Amazônia em mesa de negociação.

Dirigentes Sindicais reuniram com o deputado federal Claudio Puty (PT/PA) em busca de apoio no Congresso para a luta dos empregados do Banco da AmazôniaApoio no Congresso

Além da reunião com o DEST para uma solução nas negociações com o Banco da Amazônia, os dirigentes sindicais também procuraram apoio para a luta da categoria junto a parlamentares aliados dos trabalhadores no Congresso Nacional.

Nesse sentido, os representantes da categoria reuniram com o deputado federal Claudio Puty (PT/PA), atual presidente da Comissão de Tributação e Finanças da Câmara, o qual se comprometeu em dialogar diretamente com o presidente do Banco sobre as reivindicações dos trabalhadores apresentadas ao DEST.

Outra parlamentar que também deve fortalecer o coro da categoria bancária junto à direção do Banco da Amazônia é a deputada, ex-presidenta do Sindicato dos Bancários de Brasília, Érika Kokay (PT/DF). Ela reunirá com o presidente da Fetec-CUT/CN, José Avelino, no início da tarde de hoje, quando irá se inteirar sobre os impasses que impedem o fechamento do acordo com o Banco da Amazônia.

Greve continua

A orientação das entidades sindicais é a manutenção da greve no Banco da Amazônia nesta quinta-feira (20), com fortalecimento das mobilizações em todo o Estado, até que o banco apresente uma proposta que atenda de fato às reivindicações dos empregados e empregadas da instituição.

Fonte: Bancários PA

terça-feira, 18 de outubro de 2011

DEST recebe entidades sindicais do BASA nesta 4a-feira,19: em busca da solução para a greve

"Momento ímpar na agência Marabá, visto que aderiram à greve os novos e os antigos funcionários. Outras agências como Dom Eliseu,Redenção e Parauapebas utilização o mesmo modelo a partir de amanhã. Iremos permanecer firmes até que  o banco reconheça a importância do funcionário do BASA que está buscando valorização e emprego decentes". (Da diretora sindical Heidiany Katrine Moreno).

O diretor Murilo Barella, do  DEST - Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais receberá representantes da Contraf-CUT, Fetec-CUT-CN e Sindicato dos Bancários do Pará nesta quarta 19, pela manhã, em Brasília. O DEST é o órgão do governo federal responsável pelas estatais em que a União tenha maioria do capital social, como o BASA, por exemplo.

A reunião foi buscada pela Contraf-CUT, através de seu presidente, Carlos Cordeiro (foto). Pela Contraf-CUT estará na reunião o vice-presidente da Confederação, Neemias Rodrigues; pela Fetec-CN, o presidente e o vice da Federação: Avelino Neto e Sérgio Trindade e pelo Sindicato, a presidenta, Rosalina Amorim e o diretor Marco Aurélio Remédios, que é carinhosamente chamado pelos colegas do  Banco da Amazônia de Barroquinho. O objetivo das entidades é argumentar e demonstrar ao DEST que há margem suficiente de melhorar a proposta apresentada pelo banco ontem e rejeitada em mesa pelas entidades, rejeição confirmada pela assembleia ontem à noite. Além da força da greve, entidades sindicais levam números e argumentos na bagagem.


22 dias em greve - O Banco da Amazônia entrou hoje no 22º dia de greve e ainda sem solução para o impasse. Hoje à tarde, a diretoria do Banco da Amazônia marcou reunião para as 16 horas e desmarcou em seguida, sem maiores explicações.

A assembleia organizativa da greve hoje à tarde na sede do Sindicato decidiu ampliar até chegar a 100% a paralisação no BASA. Hoje, já tem 85% de agências e Matriz paralisadas. Na foto, o time de Marabá, com a diretora do Sindicato Heidiany Katrine Moreno (em pé na ponta à esquerda).

Caixa aprovou - Como conta o site do Sindicato dos Bancários do Pará, a Caixa Econômica Federal, que ainda permanecia em greve, aprovou o acordo em assmebleia hoje à tarde e volta amanhã ao trabalho.

Clica aqui e lê como ficou a proposta aprovada na Caixa.

SOLIDARIEDADE AOS PROFESSORES EM GREVE
Bancários e bancárias ligados à Articulação Bancária se solidarizam aos professores do Pará que estão em greve e com ameaça de corte e desconto financeiro na folha de pagamento pelos dias parados.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Comando rejeita em mesa a proposta do Banco da Amazônia, por ser insuficiente

A mesa de negociação reunida hoje pela manhã: Contraf-CUT, Bancários Pará e Fetec-CUT-Centro Norte dizem NÃO à proposta do banco da Amazônia. É insuficiente!!!

Durou mais de três a rodada de negociação entre Contraf-CUT, FETEC-CN e Sindicato dos Bancários do Pará coma  Comissão de Negociação do banco da Amazônia.

Esta foi a proposta apresentada pelo banco e REJEITADA em mesa pelas entidades, que a consideraram bem insuficiente para tirar a categeoria da greve. Na assembleia, logo mais á noite, a proposta do Comando é manutenção da greve até que o banco da Amazônia apresente uma proposta efetivamente decente.

Esta é a proposta do banco:

1 – Reajuste de 9% sobre todas as verbas salariais;
2 – Piso salarial de R$ 1.403,18;
3 – Combate ao assédio moral/sexual na empresa;
4 – Garantia de 1h da jornada para mulheres em período de amamentação;
5 – Implantação do Ponto Eletrônico até o final de 2012;
6 – PLR seguindo a mesma fórmula do ano passado (6,25% do lucro líquido + 3% de PLR Social). Do total do montante da PLR, 40% seriam distribuídos linearmente e 60% proporcional à remuneração;
7 - Dias parados: compensação até 15 de dezembro 2012.

Clique aqui para ler a proposta na íntegra
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