Mostrando postagens com marcador CUT. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CUT. Mostrar todas as postagens

domingo, 6 de setembro de 2015

Grito dos Excluídos e primeira rodada de negociação no Banpará: porque exigimos Vida em primeiro lugar!

Após uma pausa bem longa de dois anos, o blog da Artban volta ao ar neste domingão, 6 de setembro de 2015. E já anunciando mais luta, mais resistência e mais unidade pra enfrentar a onda conservadora e direitosa que avança sobre a liberdade, a democracia e os direitos duramente conquistados pela classe trabalhadora.

Amanhã, 7 de Setembro, teremos o GRITO DOS EXCLUÍDOS 2015, com o tema  VIDA EM PRIMEIRO LUGAR. E com uma chamada bem pai dégua:

Que País é este, que mata que a mídia mente e nos consome? 

Em Belém do Pará, a concentração será às 9h,  no CAN - Av Nazaré.

E no dia 8 de setembro pela manhã, a primeira reunião da Executiva da CUT.Pará, sob nova direção, eleita no dia 30 de agosto de 2015 e que tem na presiência a trabalhadora rural negra e quilombola, Euci Ana.

Prosseguindo a caminhada da luta, teremos no dia 9/9/2015 às 14:30, na matriz do Banpará, em Belém, a primeira reunião de negociação da campanha salarial 2015, após a entrega da pauta de reivindicações à diretoria o banco, em 20 de agosto/15.

Estamos no ar e na luta, companheirada! Bom feriado!





sábado, 10 de agosto de 2013

No Dia dos Pais, busão de Belém a Brasília na caravana #contraPL4330. E dia 13, Banpará recebe a pauta de reivindicações. #vem pra luta, bancário!

Pela prévia da primeira rodada de negociação havida dia 8 em São Paulo entre nosso comando e banqueiros, há uma clara indicação da banqueirada em  apostar no confronto com a categoria bancária e do ramo financeiro. Foi muito, mas muito ruim o tom dos banqueiros na primeira reunião de negociação, negando tudo em relação a itens vitais como saúde, condições de trabalho e segurança. E dia 13, será a entrega da pauta de reivindicações dos bancários e bancárias do Banpará. Às 16 h, na Matriz do banco.

No site da Contraf-CUT, maiores detalhes sobre a primeira rodada de negociação. E veja mais abaixo todo o calendário de mobilização.

Saúde
Em 2012, segundo dados dos INSS, 21.144 bancários foram afastados do trabalho por adoecimento, dos quais 25,7% com estresse, depressão, síndrome de pânico, transtornos mentais relacionados diretamente ao trabalho. Outros 27% se afastaram em razão de lesões por esforços repetitivos (LER/Dort).

Na recente consulta feita pela Contraf-CUT e seus sindicatos  para a Campanha Nacional, 18% dos que responderam declararam ter se afastado do trabalho por motivos de doença nos 12 meses anteriores e 19% disseram usar medicação controlada.

E em relação aos problemas de saúde, 66,4% dos bancários responderam na mesma consulta que as metas abusivas são o mais grave problema enfrentado hoje pela categoria. Outros 58,2% pedem o combate ao assédio moral, enquanto 27,4% assinalaram a falta de segurança contra assaltos e sequestros.

Segurança
 Defendemos a abertura das agências e postos de atendimento por empresas de segurança, como sendo feito por vários bancos, como a Caixa Econômica Federal. Também é possível utilizar novas tecnologias, como o controle remoto

Além da prevenção, o Comando defendeu estabilidade no emprego e maior assistência para vítimas de assaltos, sequestros e extorsões. Foi proposta a emissão da CAT, a liberação dos funcionários do trabalho e o fechamento das agências e postos no dia da ocorrência, o custeio de remédios e segurança individual no reconhecimento de suspeitos na delegacia de polícia, dentre outras demandas. Mas nada foi aceito pelos bancos. A Fenaban ainda sugeriu que os trabalhadores busquem a via judicial para discutir os problemas enfrentados em decorrência de assaltos e sequestros.

***
Luta #contraPL4330
A Contraf-CUT, a CUT e seus sindicatos filiados têm travado homérica luta contra PL 4330, que destrói empregos, direitos sociais e trabalhistas e liquida os concursos públicos. O PL 4330 vai ser votado dia 14 e desde o dia 13, a CUT e seus sindicatos estarão em Brasília. De Belém sai um ônibus, caravana de luta #contraPL4330 no dia 11 à tarde, Dia dos Pais. Por sinal, garantir a não-aprovação desse famigerado projeto é o MELHOR presente aos pais e mães integrantes da classe trabalhadora deste país!

Na imagem abaixo, os deputados e deputadas que votarão no PL 4330 dia 14. Acione seu parlamentar!

E não deixe de ler a entrevista do presidente Carlos Cordeiro, Carlão da Contraf-CUT sobre o PL 4330.


Calendário de mobilização

  • 13 e 14 - Mobilização em Brasília contra PL 4330. De Belém sai um ônibus com 40 compas na luta #contraPL4330. Ônibus organizado pela CUT.Pa e com a solidariedade dos sindicatos.
  •   13, às 16 h/Banpará - em Belém, entrega da pauta de reivindicações dos bancários e bancárias do Banpará, na Matriz do banco, quando será definida o calendário de negociações. A do BASA foi entregue no dia 8, às 10 h e a 1ª rodada é dia 19.
  •  14 - Primeira rodada de negociação entre Comando Nacional e Banco do Brasil 
  •  15 e 16 - Segunda rodada de negociação com a Fenaban sobre o tema Emprego 
  •  19 - Primeira rodada de negociação entre o Comando e o Banco da Amazônia 
  •  22 - Dia Nacional de Luta dos empregados da Caixa 
  •  28 - Dia do Bancário, com atos de comemoração e de mobilização 
  •  30 - Paralisação nacional das centrais sindicais pela pauta da classe trabalhadora.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Recado dos movimentos sociais à presidenta Dilma: que o governo escolha governar com o povo e não contra ele. Manifesto NOS representa!

Na 2ª marcha por transporte público de qualidade em Belém, CUT.Pa nas ruas. Em 20/jun/2013
Movimentos sociais estão nas ruas e fizeram hoje carta aberta à presidenta Dilma. O final do documento resume o norte da reivindicação: Esperamos que o atual governo escolha governar com o povo e não contra ele. 

Asssinam o documento muitos movimentos, como CUT, CTB, UNE, MST, Via Campesina, MAB, dentre outros.

A íntegra, logo a seguir, e também fotos das marchas e a agenda dos dias seguintes.
Bom final de semana!
Artban.Pa

***
Carta aberta dos movimentos sociais para a presidenta Dilma Rousseff

 São Paulo, 19 de junho de 2013

O Brasil presenciou nesta semana mobilizações que ocorreram em 15 capitais e centenas cidades. Concordamos com suas declarações que afirmam a importância para a democracia brasileira dessas mobilizações, cientes que as mudanças necessárias ao país passarão pela mobilização popular.

 Mais que um fenômeno conjuntural as recentes mobilizações demonstram a gradativa retomada da capacidade de luta popular. É essa resistência popular que possibilitou os resultados eleitorais de 2002, 2006 e 2010. Nosso povo insatisfeito com as medidas neoliberais votou a favor de um outro projeto. 

Para sua implementação esse outro projeto enfrentou grande resistência principalmente do capital rentista e setores neoliberais que seguem com muita força na sociedade.

 Mas enfrentou também os limites impostos pelos aliados de última hora, uma burguesia interna que na disputa das políticas de governo impede a realização das reformas estruturais como é o caso da reforma urbana e do transporte público.

 A crise internacional tem bloqueado o crescimento e com ele a continuidade do projeto que permitiu essa grande frente que até o momento sustentou o governo.

 As recentes mobilizações são protagonizadas por um amplo leque da juventude que participa pela primeira vez de mobilizações.

Esse processo educa aos participantes permitindo-lhes perceber a necessidade de enfrentar aos que impedem que o Brasil avance no processo de democratização da riqueza, do acesso a saúde, a educação, a terra, a cultura, a participação política, aos meios de comunicação.

 Setores conservadores da sociedade buscam disputar o sentido dessas manifestações. Os meios de comunicação buscam caracterizar o movimento como anti Dilma, contra a corrupção dos políticos, contra a gastança pública e outras pautas que imponham o retorno do neoliberalismo.

Acreditamos que as pautas são muitas, como também são as opiniões e visões de mundo presentes na sociedade. Trata-se, no entanto,de um grito de indignação de um povo historicamente excluído da vida política nacional e acostumado a enxergar a política como algo danoso à sociedade.

 Diante do exposto nos dirigimos a V. Ex.a para manifestar nosso pleito:

 Em defesa de políticas que garantam a redução das passagens do transporte público com redução dos lucros das grandes empresas. Somos contra a política de desoneração de impostos dessas empresas. O momento é propício para que o governo faça avançar as pautas democráticas e populares, e estimule a participação e a politização da sociedade. Nos comprometemos em promover todo tipo de debates  em torno desses temas e nos colocamos à disposição para debater também com o poder público.

 Propomos a realização com urgência de uma reunião nacional, que  envolva os governos estaduais, os prefeitos das principais capitais,  e os representantes de todos os movimentos sociais De nossa parte estamos abertos ao diálogo, e achamos que essa reunião é a única forma de encontrar saídas  para enfrentar a grave crise urbana que atinge nossas grandes cidades.O momento é favorável. São as maiores manifestações que a atual geração vivenciou e outras maiores virão. Esperamos que o atual governo escolha governar com o povo e não contra ele.

Assinam:

ADERE- Associação dos trabalhadores assalariados rurais  de MG
 Assembleia Popular
Jornalistas do Barão de Itararé
CIMI- conselho indigenista Missionário
CMP- Central de movimentos populares
MMC-Movimento de mulheres camponesas
CMS- coordenação de movimentos sociais
Coletivo Intervozes pela democratização dos meios de comunicação
CONEN- Coordenação Nacional das entidades negras
Consulta Popular
CTB- Central dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil
 CUT- Central Única dos Trabalhadores
Fetraf- Federação dos agricultores familiares
FNDC- Forum Nacional pela democratização da Mídia
FUP- Federação unica dos petroleiros
Juventude Koinonia (das igrejas cristãs tradicionais)
Levante Popular da Juventude
MAB- Movimento dos atingidos por barragens
MAM- Movimento Nacional pela soberania popular frente a Mineração
MCP - Movimento Camponês Popular, de Goiás
MMM- Marcha Mundial de Mulheres
Movimentos da Via Campesina
MPA-Movimento dos pequenos agricultores
MST- Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra 
SENGE/PR- sindicato dos engenheiros do Paraná
Sindipetro – sindicato petroleiros de São Paulo
SINPAF- sindicato dos trabalhadores e pesquisadores da EMBRAPA E Codevasf
UBES- União brasileira de estudantes secundaristas
UBM- Uniao Brasileira da Mulher
UJS-União da Juventude socialista
 UNE-  União Nacional dos Estudantes
 UNEGRO -União nacional do negro

CUT.Rio: na ruas e brigando por comunicação plural!
Em São Paulo, o time da ContrafCUT; contra o PL da Terceirização.

Em Cuiabá, o grito de guerra da categoria bancária em meio á manifestação.

Em Belém, Cuiabá e no Rio a mesma reivindicação: não à terceirização!

CUT.Pa e Sindpd na manifestação.

Manifestante de Belém erguendo seu cartaz exiginfo reforma política.

A denúncia do Sindicato dor Urbanitários do Pará que coordena as greves na CELPA e na Cosanpa: muita terceirização, desrespeito à vida e nenhuma valorização do trabalhador!

A UNE presente nas lutas e manifestações.

Compa urbanitário do Pará na marcha em belém.

A agenda da luta
Hoje, 21  - eleição do valoroso Sindicato dos Bancários do Amapá. Chapa única e reeleito presidente o compa Edson Gomes, da Caixa. Parabéns à nova direção!

Amanhã, sábado 22 - Conferência Estadual dos Bancários e Bancárias do Pará. A partir das 8 horas, no Hotel Regente.

Segunda 24/CAREF - Eleição em 2º turno do Caref, que é o Conselho de Administração do BB. Estamos apoiando o compa Rafael Matos, matrícula  F8369846. A eleição vai de 24 a 28 de junho.

E na próxima semana, intensificar a luta contra a provação do famigerado PL 4330 - Terceirização.


terça-feira, 14 de maio de 2013

Começa hoje em Belem e vai até dia 16 o Encontro Norte das CUTs da região: construindo rumos e propostas para um desenvolvimento sustentável e solidário!

Encontro Norte - As CUT's do Pará, Amapá, Acre, Rondônia, Roraima, Amazonas, Tocantins, Maranhão e mais CUT Nacional se encontram hoje em Belém para debater os rumos em busca de desenvolvimento sustentável de valorização do mundo do trabalho para a região Norte. O Encontro Norte ocorre no hotel Regente e vai de hoje até o dia 16. Na pauta, Desenvolvimento Regional e a ação da CUT na região: desafios e perspectivas, disputa de Hegemonia na Região: cenários para a disputa política em 2014 e a relação com as demais centrais sindicais. E organização, formação, comunicação, tudo lincado com o planejamento nacional da CUT que está sendo acumulado por macrossetores. (Programação completa mais abaixo)

CUT e governo federal -E hoje às 10 h , em Brasília, o presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas, será recebido pelo ministro da Secretaria da Presidência da República, Gilberto de Carvalho. Vagner e os presidentes da demais centrais iniciarão o processo de negociação da pauta sindical, entregue ao governo Dilma em 6 de março.

Pauta sindical - Os itens da pauta que o governo vai negociar com as centrais sindicais na Mesa Nacional de Negociação são:
1 – Terceirização – a ideia é construir uma proposta alternativa ao PL da terceirização;
2 – Rotatividade -  construção de alternativa para combater a alta rotatividade que precariza o trabalho e é usada pelos empresários para reduzir salários – o trabalhador recém contratado ganha sempre menos do que o antigo que foi demitido.
3 – Informalidade – as centrais e o governo vão discutir uma proposta para aumentar os índices de formalização dos trabalhadores.
4 – Fortalecimento do Sistema Nacional de Intermediação de Mão de Obra (SINE) é outro item que a mesa de negociação vai discutir e buscar solução.
5 – Política de apoio a aposentados – benefícios na área de medicamentos, cultura, lazer etc.
6 – Regulamentação do trabalho doméstico. O Congresso Nacional promulgou a Emenda Constitucional 72/2013, uma garantia de que os trabalhadores domésticos terão direitos como pagamento de horas extras, adicional noturno e FGTS como todas as outras categorias profissionais, mas falta regulamentar. O governo garantiu que as centrais sindicais vão participar de toda a discussão de cada um dos itens da regulamentação.  
7 – Participação das centrais sindicais nos conselhos do Pronatec e Pronacampo. Os sindicalistas querem discutir a implementação das políticas. 
8 – Regulamentação do direito de negociação do serviço público (Convenção 151 da OIT).
***

Amanhã, lançamento do livro Latfúndio Midiota, em Belém



PROGRAMAÇÃO DO ENCONTRO NORTE EM BELÉM
Local: Hotel Regente

14 de Maio – Manhã

Abertura

Desenvolvimento Regional e a ação da CUT na região: desafios e perspectivas

Debatedores:

Fátima Cleide – Fundação Perseu Abramo

•Avelino Ganzer - Secretaria Geral da Presidência – Escritório Especial em Altamira

•Mediador: Roberto Senna (DIEESE)


14 de Maio – Tarde

Apresentação do Plano de Ação da SNMA e SRI da CUT, seguido de trabalho em grupo e
debate em plenária.

15 de Maio – Manhã

Disputa de Hegemonia na Região: cenários para a disputa política em 2014 e a relação com
as demais centrais sindicais.

Debatedores:

Elielson Pereira da Silva - Superintendência do INCRA no Pará (a confirmar)

Paulo Roberto Ferreira – Comissão da Verdade

Vagner Freitas – presidente da CUT

Mediador: Sergio Nobre – secretário geral da CUT

15 de Maio – Tarde

Política de Organização Sindical da CUT na Região - Apresentação da Campanha de
Sindicalização, seguido de trabalho em grupo sobre o Plano de Ação das Secretarias Nacionais
da CUT, apresentação e debate em plenária.

às 17 h - Debate e lançamento do livro Latifúndio Midiota

16 de Maio – Manhã

Plano Nacional de Formação – apresentação da PNF e da Escola Sul, seguido de discussão em
plenária sobre estruturação das Escolas.

Organização da CUT, financiamento e gestão do plano de ação – apresentação e debate da
proposta sobre Orçamento participativo, seguido de trabalho em grupo por Estado e debate
em plenária.

16 de Maio – Tarde

Estruturação das Estaduais da CUT: propostas e encaminhamentos

Integração Regional: propostas e encaminhamentos
Encerramento

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Terceirização: país de primeira não combina com emprego de terceira. E dia 14, governo federal abre mesa de negociação com a CUT e demais centrais. Tem que ser pra valer!

A cobrança firme da CUT deu resultado. No dia 14 de maio, a CUT e demais centrais sindicais serão recebidas pelo governo federal para tratar de 8 pontos da pauta de reivindicações da classe trabalhadora. O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas cobrou pessoalmente o governo federal.

Em entrevistas e no feice, o tom de cobrança de  Vagner Freitas deu o tom da cobrança:

"Se o governo não atender nossas reivindicações, vamos pras ruas, vamos fazer greve, manifestações, mobilizações até que nos atendam."

São estes os 8 pontos que o governo vai negociar com as centrais sindicais na Mesa Nacional de Negociação no dia 14:

1 – Terceirização – a ideia é construir uma proposta alternativa ao PL da terceirização;

2 – Rotatividade -  construção de alternativa para combater a alta rotatividade que precariza o trabalho e é usada pelos empresários para reduzir salários – o trabalhador recém contratado ganha sempre menos do que o antigo que foi demitido.

 3 – Informalidade – as centrais e o governo vão discutir uma proposta para aumentar os índices de formalização dos trabalhadores.

 4 – Fortalecimento do Sistema Nacional de Intermediação de Mão de Obra (SINE) é outro item que a mesa de negociação vai discutir e buscar solução.

 5 – Política de apoio a aposentados – benefícios na área de medicamentos, cultura, lazer etc.

 6 – Regulamentação do trabalho doméstico. O Congresso Nacional promulgou a Emenda Constitucional 72/2013, uma garantia de que os trabalhadores domésticos terão direitos como pagamento de horas extras, adicional noturno e FGTS como todas as outras categorias profissionais, mas falta regulamentar. O governo garantiu que as centrais sindicais vão participar de toda a discussão de cada um dos itens da regulamentação.

 7 – Participação das centrais sindicais nos conselhos do Pronatec e Pronacampo. Os sindicalistas querem discutir a implementação das políticas.

  8 – Regulamentação do direito de negociação do serviço público (Convenção 151 da OIT).

Ficaram de fora pontos importantes como o fim do fator previdenciário e redução de jornada para 40 horas semanais. A alegação do ministro Gilberto Carvalho é a de que o governo ainda não tem proposta com relação a esses dois itens.

***

 Passeio - A chapa 1 dos bancários e bancárias do Pará deu um passeio na eleição, ocorrida em 23, 24 e 25 de abril. A chapa 1, apoiada pela Contraf-CUT, Fetec-CN e a amplíssima base sindical combativa do país, já foi proclamada eleita com 631 votos à frente da chapa 2. Foram 2.368 votos pra 1 e 1.737 votos para 2. A festa da vitória será dia 31 de maio.

Agradecimentos a toda  a categoria bancária no Pará, e a todos e todas que lutaram e apoiaram esse trabalho, vindos de todo canto do país. Parabéns à direção do Sindicato dos Bancários do Pará, que teve seu trabalho consagrado nas urnas. Viva a democracia!

Agradecimentos especiais ao compa Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT que coordenou a eleição e sempre acompanha as mesas de negociação do banco da Amazônia.

É do Miguel Pereira o artigo sobre terceirização. Imperdível!!!

Miguel Pereira: país de primeira não combina com trabalho de terceira

Miguel Pereira, sec. Organização Contraf-CUT
 Neste 1º de Maio, a classe trabalhadora no Brasil comemora os 70 de existência da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), criada em 1943 por Getúlio Vargas. Mas, exatamente neste momento, corremos o risco de ver tanto a CLT como a Constituição Federal serem rasgadas pelo Congresso Nacional.

 Trata-se da proposta para a regulamentação da terceirização no Brasil, que se encontra para ser votada de forma terminativa na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.

A proposta de iniciativa dos deputados Sandro Mabel (PMDB-GO), Roberto Santiago (PSD-SP) e Artur Maia (PMDB-BA) prevê entre outros prejuízos à classe trabalhadora e a sua organização:

a) autorização para terceirização total do trabalho, sem limitação de fim ou meio, como hoje está estipulado pelo Enunciado 331 do TST, introduzindo apenas o conceito de empresa especializada como única exigência para autorização da terceirização. Todas as etapas do processo produtivo, no meio rural e urbano, setores público e privado, doravante poderão ser terceirizadas, levando à substituição gradativa dos contratados diretamente pelas empresas por prestadores de serviços terceirizados, substituindo o trabalho permanente pelo temporário e eventual:

b) tratamento diferenciado, com aplicação dos acordos coletivos ou convenções específicas de cada categoria. Isso levará ao pagamento de salários e benefícios financeiros cada vez menores, entre os terceirizados e os contratados diretamente, como já ocorre hoje;

c) pulverização das atuais categorias profissionais, de acordo com o serviço prestado pela empresa contratada, consolidando a divisão entre os trabalhadores, fragmentando suas lutas, reduzindo seu poder de mobilização e, por consequência, empobrecendo a classe trabalhadora e aumentando a concentração da riqueza em nosso país;

 d) substituição da exigência legal do concurso público para contratação dos servidores públicos, ampliando as possibilidades de desvios do dinheiro público e, em contrapartida, piora dos serviços prestados à sociedade;

e) a responsabilidade legal entre tomadores e prestadores de serviços fica estabelecida como subsidiária, o que atualmente já faz com que os trabalhadores terceirizados arquem com todos os tipos de prejuízos financeiros e previdenciários, como falta de pagamento de salários, férias, 13º salário, informalidade, não depósito no FGTS. Nos casos de acidentes de trabalho, isso é um retrocesso, pois a legislação atual já prevê nesses casos a responsabilidade solidária, por exemplo;

f) a implantação de figura dos PJs, empresas de uma única pessoa, como prestadoras de serviços. É volta da chamada Emenda 3 contra a qual lutamos contra a sua implementação no governo de FHC.

Por significar um retrocesso nas relações trabalhistas no Brasil, implodir todos os pilares do direito do trabalho previstos na CLT, justamente no momento que assistimos a ampliação do mercado formal de trabalho e uma gradativa melhora na renda dos trabalhadores é que a Contraf-CUT convoca os bancários a lutarem contra essa proposta que precariza o trabalho, pressionado os deputados que integram a CCJ.

Os trabalhadores e as trabalhadoras terceirizadas hoje no Brasil são vítimas das maiores injustiças. Jornadas de trabalho muito maiores, salários inferiores, péssimas condições de trabalho, todo tipo de discriminações e, pior, são as maiores vítimas de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.

 A cada 10 mortes no trabalho, 8 são trabalhadores terceirizados. Isso por conta dos poucos investimentos em formação e qualificação profissional e alta rotatividade no emprego, o que desmistifica o discurso de que a terceirização é utilizada para aumentar a especialização.

Diante da gravidade do cenário, exigimos que qualquer legislação que venha a regulamentar o trabalho terceirizado no Brasil assegure: valorização do trabalho e dignidade à pessoa do trabalhador. Trabalho igual, salário e benefícios iguais.

 A Contraf-CUT orienta a coleta de assinaturas no abaixo-assinado organizado pelo Fórum Nacional dos Trabalhadores Ameaçados pela Terceirização. Portanto, neste 1º de Maio vamos mostrar toda a nossa indignação diante desse atentado aos direitos dos trabalhadores.

 Trabalho decente para todos e todas é o nosso lema.

 Miguel Pereira Secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT

Clique aqui para assinar o abaixo-assinado
***
Mama África - A compa amazônida, paraense e vice-presidenta nacional da CUT, Carmen Foro, está hoje em Brazzaville, Congo, África. Partcipa do simpósio internacional dos Conselhos Desenvolvimento Econômicos e Sociais de vários países da África. Brasil é convidado e como conselheira do CDES e chefa da delegação brasileira, Carmen Foro vai falar amanha da experiência do Brasil em diálogo social e agricultura familiar como setor estratégico na produção de alimentos e a importância do papel das mulheres.

CUT, CUT.Pa, movimento de mulheres e classe trabalhadora muito bem representadas!!

terça-feira, 30 de abril de 2013

Chapa 1 dos bancários Pa confirma nas urnas o trabalho sério da gestão cutista. E no 1º de Maio, subir o tom para agenda sindical ser ouvida. Prioridade: contra a terceirização e pela redução da jornada de 40 horas!

É 1! - A chapa 1 dos Bancários Pará tem 494 votos na frente da chapa 2, com 70% das urnas apuradas. Como já era esperado, a chapa 1, encabeçada pela companheira Rosalina Amorim, vai confirmando nas urnas o trabalho sério e combativo da gestão cutista. Contagem de votos continua nesta terça-feira às 17 h.
***
Amanhã, 1º de Maio, a CUT.Pa estará nas ruas de Belém juntamente com centrais CGTB, CTB,CSB, NCST, Força Sindical e apoio do DIEESE.

A concentração é às 9 horas, na Praça da Leitura, em São Brás e de lá, haverá uma longa caminhada até a Praça da República. Na República, o tradicional show.

Centrais apresentaram à presidenta Dilma 11 pontos da agenda sindical e são prioridade da agenda a redução da jornada para 40 horas semanais sem redução de salário, o fim do fator previdenciário e o combate ao PL 4330/2004 da privatização são prioridade na agenda.

Para o presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas, o PL 4330/2004, por representar uma reforma trabalhista disfarçada ganha ares de urgência. Caso seja aprovada, a medida rasga a Consolidação das Leis Trabalhista ao liberar a terceirização para atividades fim (a atividade primordial da empresa) e acaba com a responsabilidade solidária.
Vagner Freitas: pte da CUT Nacional

 “A terceirização, que é proibida atualmente para a principal atividade da empresa, pode ser completamente liberada e poderemos ter empresas sem nenhum funcionário, o que precariza completamente as relações trabalhistas e a organização sindical. Além disso, não teremos mais a responsabilidade solidária, ou seja, mesmo que a terceirizada não cumpra com suas obrigações trabalhistas, a tomadora de serviço não precisar arcar com qualquer responsabilidade. Isso é uma forma de empresários desonestos terem lucro fácil”, comenta.
***

Também quero falar! -A CUT.Pa estará nas ruas também coletando assinaturas para a campanha do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), organização da qual a Central faz parte, pela constituição de um marco regulatório para o setor. 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Lançamento da chapa 1 dos bancários e bancárias é hoje a partir das 7 da noite. Ousar e avançar nos ritmos, sons e lutas!

É hoje à noite a festa de lançamento da chapa 1, a chapa cutista dos bancários e bancárias do Pará. Será na sede do Sindicato dos Bancários do Pará. Voz e violão com Paulinho Mururé e muita dança com Beatles Forever e Mistura Urbana.
A partir das 7 da noite, é ousar e avançar nos ritmos com a chapa 1!


terça-feira, 2 de abril de 2013

Com unidade e luta, chapa 1 dos bancários/bancárias Pará vai intensificar o combate à rotatividade e terceirização

  • Chapa 1 dos bancários e bancárias/CUT.Pará faz grande lançamento nesta sexta-feira 5 de abril, na sede do Sindicato dos Bancários, em Belém. Eleição será dias 23, 24 e 25 de abril.
    A chapa 1: ousar e avançar!

PROPOSTAS CHAPA 1
Lutar pela isonomia - Esta é uma bandeira para todos os bancos públicos. No Banpará, já conseguimos isonomia parcial na licença-prêmio. Também avançamos parcialmente no Banco do Brasil, Caixa Econômica e Banco da Amazônia;

Pelo fim da rotatividade e da terceirização em todos os bancos;

Garantia dos empregos - Ratificação da Convenção 158 da OIT, que impede demissões imotivadas;

Lutar pela regulamentação do Artigo 192 da Constituição que trata do Sistema Financeiro - Realizar a Conferência Nacional do Sistema Financeiro a fim de debater o papel social que todos os bancos têm para com o desenvolvimento sustentável da Amazônia e do Brasil;

Aumento real de salários e remunerações - Conquistamos com greves e grandes mobilizações, um aumento salarial de 16,22% acima da inflação, com ganho de 35,6%, no piso, de 2004 à 2012. Agora é avançar!

Combate ao Assédio Moral e luta pela igualdade de oportunidades - Ousar e avançar na luta contra o assédio moral, metas e para garantir igualdade de oportunidades;

Por mais e urgente segurança bancária e segurança pública - Lutar pela garantia da vida e saúde de todo trabalhador e trabalhadora;

Que a isenção do IR na PLR seja sem limitador - Com a luta nacional da categoria conquistamos a isenção em valores de até R$ 6.000,00. Agora é avançar para que a isenção da PLR seja sem limitador;

Garantia da jornada de trabalho de 6h para todos e todas, inclusive para comissionados, sem redução salarial - Avançamos na Caixa Econômica e Banco do Brasil;

Mais bancários, mais empregos - Por mais contratações e aumento da rede de agências em todo o Estado. Bancos são concessões públicas e devem garantir empregos e boa prestação de serviços. Queremos mais contratações e melhoria de condições de trabalho.

***
Fetagri em congresso e renova direção
De hoje até dia 4 de abril, a Fetagri - federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura do Pará estão reunidos em congresso, no seminário Pio X/Ananindeua. Debatem estratégias d elutapara conter o avanço do capital sobre a Amazônia e dia 4 elegem a nova direção da combativa entidade, que é filiada à CUT.Pa. São enormes os desafios do movimento sindical rural no Pará e na Amazônia!
 *** 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Bancários da Caixa em Parauapebas atendem ao público até 7 da noite. Tíquete extra do Banpará: recurso está no prazo!

Banpará e tíquete extra - O Sindicato dos Bancários do Pará tem prazo até 25 de fevereiro para entrar com recurso na justiça em relação ao tíquete extra. O Sindicato recorrerá em todas as instâncias para reaver esse direito que foi confiscado unilateralmente pela diretoria do banco no ano passado. A audiência estava prevista para o dia 14, mas a juíza resolveu antecipar a sentença para o dia 7 e só notificou formalmente as partes (banco e sindicato) no dia 14, quando passou a ser contado os prazos para recurso. É indispensável a citação das partes para que corram os prazos. O que passar disso é fofoca com um assunto tão grave e de tanta importância ao funcionalismo do Banpará e ao seu sindicato de classe!

Parauapebas: bancários da Caixa trabalham até 7 da noite - As diretoras do Sindicato dos Bancários do Pará, Heládia Carvalho e Heidiany Katrine e mais o diretor Alan Rodrigues estiveram hoje em Parauapebas fsicalizando as condições de trabalho nos bancos. No BB, excesso de trabalho e uma consulta ao caixa eletrônico demorava 1 hora. Na Caixa, até as 7 da noite havia atendimento ao público e com agência fechada às 3 da tarde! O ar condicionado não dá vencimento e são extensas as filas. Sindicato dos Bancários do Pará e FETEC-CN têm audiência amanhã cedo em marabá com o superintendente da Caixa para exigir providências imediatas para o sufoco diário que passam os colegas no interior do banco.

GT-PCS do Banpará reinicia atividades dia 26/fev - Após a audiência entre banco e Sindicato/FETEC-CN/Contraf-CUT, foi restabelecido o cronograma de atividades dos comitês que ainda não tinham data de funcionamento em 2013. No dia 26, haverá a 1ª reunião deste ano do GT-PCS. Será às 10 horas, na Matriz do banco.

Valmir Rossi tomou posse hoje no BASA. CUT.Pa e Sindicato reivindicaram reunião - Com a saída de Abidias Jr., tomou posse hoje o novo presidente do Banco da Amazônia, Valmir Rossi. A CUT.Pa e o Sindicato dos Bancários estiveram presentes ao vento e protocolaram documentos solicitando reunião, pautando assuntos de interesse do funcionalismo do BASA e da classe trabalhadora no Pará. Clique aqui.
Vera Paoloni (FETEC-CN e CUT.Pa) e Serginho Trindade (Seeb-Pa) na posse do novo presidente do BASA.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Abidias Jr. deixa o BASA. Já vai... Um bom carnaval!!!

* VAI ABIDIAS - Abidias Jr. já não é mais o presidente do BASA. A exoneração foi publicada hoje no DOU - Diário Oficial da União.  Mas vem - de novo! - do Banco do Brasil o novo presidente: Valmir Rossi.  A saída de Abdias deixa o funcionalismo do Banco da Amazônia com o coração mais leve pra pular o carnaval. O "FORA ABDIAS" foi lançado pelo Sindicato dos Bancários do Pará. É que na gestão do agora ex-presidente a truculência foi o tom nas relações com as entidades sindicais. CUT.Pa denunciou para a presidenta Dilma a falta de diálogo do BASA, Banpará e BB.

Aqui, o enterro simbólico do Abidias Jr. feito pelo Sindicato dos Bancários do Pará na campanha salarial/2009. Saca o vídeo!
 

* PLR - Só o Bradesco pagou a PLR nesta sexta-feira. Santander paga dia 20. Banpará não antecipou e Itaú informa que pagará em 1º de março, último

* GOL DE PLACA - Sindicato dos Bancários do Pará fez verdadeiro gol de placa ao obter liminar na justiça no dia 7 cancelando o nefasto plano perpretado pela diretoria do BB contra o novo plano de reestruturação da empresa. Dia 20 tem ato público nacional contra o plano do BB. Detalhes da ação, aqui.

*BASA EM ELEIÇÃO - Dia 13 sai o regulamento do processo eleitoral que vai eleger o novo membro do Conselho de Administração do BASA. O eleito será confirmado em assembleia dia 12 de abril.

* ELEIÇÃO AFBEPA - Até 4 de março, a inscrição para eleger diretoria da Afbepa - Associação dos Funcionários do Banpará. A eleição acontecerá em 13 de março.

* REUNIÃO NO BANPARÁ - Ficou para depois do Carnaval  a reunião entre Sindicato, FETEC-CN e diretoria do Banpará. O Banpará é o único banco que não dialogou com o movimento sindical após a campanha salarial. E para ser agendada essa reunião, foi preciso ato público e intermediação da Assembleia Legislativa do Pará!

 * Conferência do Sistema Financeiro - CUT Nacional foi recebida em audiência pela presidenta Dima no dia 5 de fevereiro. A presidneta acatou a proposta da Contraf-CUT em realizar a Conferência do Sistema Financeiro Nacional, assunto que vem sendo reivindicado pela Confederação há mais de um ano e pedido reafirmado no documento que a CUT.Pará entregou à presidenta Dilma no dia 1º de fevereiro, em Castanhal.Pa.

 Um bom carnaval com muita folia, muita alegria! O blog faz uma pausa até quarta-feira de Cinzas. 

Pra vocês, PLATAFORMA, do e com João Bosco.
 

  
O "FORA ABIDIAS", campanha de 2011 do Sindicato dos Bancários do Pará.
 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Clonagem no tíquete do BASA; Banpará recebe sindicalistas após o carnaval. Mais um assalto: agora, no BB de Uruará. E a luta continua...

* Repudiando o autoritarismo  e falta de diálogo da diretoria do Banpará que não recebe o movimento sindical desde o final da campanha salarial, em outubro/2012 e tem ferido direitos dos trabalhadores, Sindicato dos Bancários do Pará, Contraf-CUT e FETEC-CN fizeram ato público hoje pela manhã defronte da Matriz do banco e, em seguida, lideranças sindicais foram até a Alepa - Assembleia Legislativa do Pará solicitar intermediação dos deputados estaduais para que o presidente do Banpará receba as entidades sindicais e restabeleça a mesa permanente de negociação.

* Sindicalistas foram recebidos na Alepa pela bancada do PT (deputados Alfredo Costa, Carlos Bordalo e Edilson Moura) e entregaram o documento com o histórico dos confiscos que o funcionalismo do Banpará vem sofrendo e solicitaram a intermediação do deputado José Megale PSDB). Antes do término da sessão, Megale informou às sindicalistas que o Sindicato pode agendar a reunião que será recebido pelo presidente do Banpará após o carnaval. Leia mais aqui, no sítio dos Bancários Pa.

* Clonagem no tíquete do BASA - O tíquete-alimentação do funcionaliso do BASA, o Vale Card tem sido clonado e até diretor do banco e altos executivos já forma surrupiados no saldo de alimentos constante do tíquete. Internamente o banco pesquisou o nivel de satisfação do funcionalismo com o Vale Card e a respostas foi uma tijolada: mais 90% dos votantes disseram NÃO  ao Vale Card. 

O problema mais grave é o da clonagem, mas o Vale Card tem outros agravantes: 
- quase nenhum supermercado aceita o tíquete,a rede credenciada é mínima. 

Agora, bancários e bancárias do BASA reivindicam cancelamento imediato do Vale Card e que seja chamado o segundo colocado na licitação, que é o Sodex. Por sinal, o Sodex era o prestador desse serviço antes e com ótima aceitação do funcionalismo. Teme o funcionalismo que a diretoria do BASA não adote nenhuma medida e que os trabalhadores fiquem sem seus alimentos, devido à clonagem.

A relação ruim de trabalho e diálogo com as direções dos bancos da Amazônia, BB e Banpará foi denunciado pela CUT.Pa e Sindicato dos Bancários do Pará em documentos entregues à presidenta Dilma no dia 1º de fevereiro/2013, em Castanhal.Pa.

CUT.Pa (Martinho Souza e Vera Paoloni) e Rosalina Amorim (Seeb-Pa) conversam com a presidenta Dilma em Castanhal.Pa e entergam documentos. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR



Assalto em Uruará. Foto: Valdeci Mecca/G1
Assalto no BB de Uruará - Contrariando as estatísticas  do governo do Pará que diz ter reduzido a criminalidade, hoje aconteceu mais um violento assalto a banco com tiroteio e reféns. Foi na agência do BB em Uruará. O ponto da insegurança foi destacado no documento que a CUT.Pa entregou à presidenta Dilma dia 1º/fev. em Castanhal.


Imagens do ato público no Banpará e visita à ALEPA
Sindicato e FETEC-CN denunciam o confisco dos direitos: promoção por antiguidade, tíquete extra...
.. e exigem que a diretoria do Banco valorize o funcionalismo.

Na Assembleia Legislativa do Pará, com deputado Alfredo Costa (PT.Pa)

...com deputado Edilson Moura (PT.Pa)

... e com o deputado Carlos Bordalo (PT.Pa).


Durante a campanha nacional dos bancários, em 2012, FETEC-CN denunciando as condições de trabalho

... e na greve 2012, a luta por melhoria de condições de trabalho, salários e valorização! (Fotos: Ticiane Rodrigues)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

CUT.Pa e bancários entregam documentos à presidenta Dilma denunciando péssimas condições de trabalho no BB, BASA e Banpará e reivindicando um olhar atento, ágil e efetivo para os problemas do povo do Pará.

A CUT.Pará entregou à presidenta Dilma hoje o documento mais abaixo, em que faz um apanhado de graves problemas porquem passam a classe trabalhadora e a população paraense. Destaca o documento  trabalho escravo, a paralisia no Programa Luz para Todos, o avanço do agronegócio e a urgente necessidade de se ter recursos para efetivar a reforma agrária e o combate à grilagem. E que o governo federal precisa ter um olhar especial para a Amazônia, o Pará e os amazônidas.

A Central destacou ainda que urge realizar uma conferência do Sistema Financeiro Nacional para debater o papel dos bancos para o desenvolvimento do Brasil e do povo brasileiro. E relacionou males que precisam ser atacados como a terceirização, a precarização do trabalho. E denunciou as péssimas condições de trabalho, diálogo com direções dos bancos como o Banco do Brasil, BASA e Banpará.

E enfatizou a situação de insegurança em que vive a população do Pará, com altos índices de violência.

CUT.Pa e delegação do Sindicato dos Bancários do Pará entregaram documentos à secretaria da Presidência da República e conversaram rapidamente  com a presidenta, minutos antes dela embarcar de volta de Castanhal.Pa para Brasília. Em Castanhal, a presidenta Dilma entregou 1.080 casas no residencial Jardim Ipês,  casas que integram o  Programa Minha Casa Minha Vida.

 A carta da CUT.Pa:

Castanhal(Pa, 1º de fevereiro de 2013.


Exma. Sra. Presidenta da República
DD. Dilma Rousseff


Senhora Presidenta,


Acolhendo-a hoje no Pará, temos a honra de cumprimentar V.Exa.  por mais uma leva de casas próprias do acertado Programa Minha casa Minha Vida, desta vez em Castanhal(Pa).  E aproveitamos a oportunidade para apresentar a pauta sindical da CUT em nosso Estado:

Na área dos grandes projetos como Belo Monte, por exemplo, campeia e está generalizada a terceirização, com precarização do trabalho, acidentes, adoecimento de toda natureza, danos à vida e ao meio ambiente  e quase nenhuma atuação/proteção de Estado, ficando os trabalhadores à mercê dos consórcios, quase sem nenhuma regulação, fiscalização e direitos!

Trabalho escravo - A par disso, o Pará que em 2011 havia deixado de ser o campeão permanente do ranking do trabalho escravo, em 2012 voltou ao topo do ranking em todos os critérios: número de casos (50), número de trabalhadores envolvidos (1244) e número de libertados (519). É necessário uma ação firme e contínua  do poder público em relação a essa triste e indigna estatística que fere a dignidade e os direitos humanos .

 Combate à grilagem - Também, urge ter mecanismos permanentes para combater a grilagem e a violência no campo que, ao longo dos últimos 20 anos, ceifou a vida de dezenas de trabalhadores rurais que defendem diretamente o direito de permanecer em sua terras, defender a preservação da Biodiversidade e o controle do clima no planeta.

Agronegócio x agricultura familiar - Ressaltamos que no Pará há um avanço desenfreado do agronegócio, colocando em risco a agricultura familiar, a produção familiar,  o direito à terra, à moradia e à vida  digna.

Reforma agrária - Mais que nunca, senhora presidenta, urge garantir recursos para a reforma agrária para a criação de novos assentamentos e a estruturação dos assentamentos já criados. Houve corte muito grande de recursos nessa política, quase inviabilizando a tímida reforma agrária já realizada.

Propomos ainda a abertura de editais de contratação para entidades de assistência técnica e extensão rural dentro e fora dos assentamentos para viabilizar a prestação desse serviço, possibilitando a qualificação dos agricultores/as familiares e, consequentemente, maior renda no campo. E que sejam ampliados os recursos para o Programa Nacional de Habitação Rural no Pará.

Paralisia no Luz para Todos - Sobre energia elétrica, informamos que o sistema elétrico referente à área de concessão da CELPA (Centrais Elétricas do Pará), recebeu generoso aporte de recursos públicos oriundos de programas do governo federal com a finalidade de universalizar os serviços como o LUZ PARA TODOS.  Todavia, é crítica a qualidade das obras executadas pela Celpa nos municípios dada as distâncias continentais do Pará e as dificuldades de infraestrutura em nossa região, associado à falta de mão de obra própria e qualificada, bem como há inúmeras reclamações do tempo de espera para restabelecimento do sistema, chegando em alguns casos a mais de 3 dias. A coordenação do programa no Pará não funciona e o programa está parado no momento, desde que o Grupo Rede apresentou pedido de recuperação judicial no início de 2012. Apontamos como emergencial a reativação do Programa Luz para Todos no Estado do Pará, buscando universalizar a eletrificação rural.
Na área da Educação, a CUT reafirma que é necessário que os 10% do PIB para educação seja de imediato e que não se espere até 2020 para chegar a esse percentual. E que a política educacional seja para o conjunto de trabalhadores e trabalhadoras em educação.

Conferência do Sistema Financeiro já! – É urgente que se realize uma conferência nacional do Sistema Financeiro para discutir o papel dos bancos no país, o crédito e para que serve o sistema financeiro. E implementar urgente diálogo nos bancos como Banco do Brasil, Banco da Amazônia e Banpará, que têm péssimas condições e relações de trabalho !

Dirigentes do Sindicato dos Bancários, da FETEC-CN, da Contraf-CUT e da CUT.Pa na atividade de entrega de coumento à presidenta Dilma hoje em Castanhal.Pa. Fotos: Ticiane Rodrigues
Na área de segurança pública, o Pará contabiliza hoje um dos maiores e crescentes índices de violência contra jovens, crianças e mulheres, gerando insegurança às famílias e quase nenhuma ação de governo e de Estado no sentido de dar proteção, educação, ressocialização e principalmente recolocação dos reabilitados no mercado de trabalho Dos 144 municípios, em 28 não existe delegado de polícia e em 19, sequer existem delegacias. Estas, não têm condições mínimas de prestação de serviço e os profissionais são mal pagos. Há carência extrema de políticas públicas para inclusão de juventude, além de quase nenhum investimento em inteligência e qualificação de pessoal.

Quanto ao saneamento básico e ambiental, hoje os índices de abastecimento de água no estado estão em torno de 60%,  bem abaixo da média nacional que é 85% a 90. Já o Esgotamento Sanitário praticamente inexiste no Pará, com cobertura de apenas 5% concentrado na capital. Importante ressaltar que  143  municípios do Estado ainda não implementaram a nova lei de tratamento dos resíduos sólidos, correspondente a coleta, destinação e tratamento. Apesar dos vultosos recursos destinados pelo governo federal para o saneamento básico no Estado a população sofre com a falta da prestação do serviço. Há carência de investimentos, de fiscalização, de profissionais concursados e exagero de terceirização, principalmente nas atividades-fim.

Logística -E para que o Pará supere a condição de almoxarife e tenha condições de verticalização do aço com a construção da primeira siderúrgica de grande porte do Pará, a Alpa (Aços Laminados do Pará), é preciso que seja reincluída ao PAC - Programa de Aceleração do Crescimento - uma obra crucial que está parada desde 2011. Trata-se do aprofundamento de um trecho do Rio Tocantins, perto de Itupiranga onde a passagem de grandes navios de carga é impossível atualmente.  Ali há um pedral, o Pedral do Lourenço, que precisa ser derrocado para garantir a navegabilidade do rio e a logística para o transporte hidroviário. Para que flua a navegação e melhore a condição de vida da população do Pará.

 Enfim, Exma. senhora Presidenta, a CUT.Pará e seus 152 sindicatos filiados, reivindicam do governo federal um tratamento  mais inclusivo, mais atento, mais ágil e respeitoso no atendimento aos muitos problemas do povo do Pará e da classe trabalhadora. A CUT.Pa construiu uma Plataforma de Ações de políticas Públicas com base nas necessidades e especificidades de cada região para serem dialogadas e implementadas nos municípios, porém, este diálogo precisa  acontecer e já! É preciso tirar do papel as ações e melhorar  as condições de vida e trabalho da população paraense, amazônida!
  

 Saudações democráticas,


Martinho Souza                                Vera Paoloni                                     Carlos Augusto Silva
Pte. CUT.Pará                                    Dir. Comunicação                           Pte. Fetagri.PA

===

A carta-denúncia do Sindicato dos Bancários do Pa. sobre terríveis condições de trabalho no BB

A presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Rosalina Amorim, juntamente com a diretora da Fetec-CN e CUT.Pa, Vera Paoloni e mais o presidente da CUT.Pa, Martinho Souza, entregaram hoje à presidenta Dilma o documento a seguir em que denuncia claramente o horror que tem vivido o funcionalismo do banco do Brasil.

Confira:  

A denúncia firme do Sindicato dos Bancários do Pará: o BB está massacrando seus funcionários.


Belém (PA), 1 de fevereiro de 2013.


A Excelentíssima Senhora
Dilma Rousself
Presidenta da República Federativa do Brasil
Palácio do Planalto
Brasília - DF
               
Assunto: Carta de repúdio à diretoria do Banco do Brasil.           
   
Senhora presidenta,
  
Excelentíssima Senhora Presidenta Dilma Rousseff, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Pará, busca expressar a preocupação com mudanças nas relações de trabalho ocorridas no Banco do Brasil com seus funcionários promovidas pela atual direção da instituição.
Frustra-nos informar-lhe que a atual direção do BB, formada em grande parte por funcionários de carreira, tem se encarregado de desconstruir não só as conquistas da campanha salarial de 2012, mas, principalmente, de ressuscitar práticas da administração pública neoliberal de governos passados.
   
           Reconhecemos a atuação de Vossa Excelência pela redução dos juros e spreads bancários, além do combate aos efeitos da crise financeira mundial com o direcionamento adequado dos bancos públicos para fortalecimento da economia nacional. Em parte, isso foi possível, devido à existência de instituições financeiras públicas, que foram duramente atacadas no processo de privatização dos anos 1990 e mantidas graças à mobilização dos trabalhadores, incluídos aí os funcionários do BB, que resistiram às demissões, ao arrocho e sucateamento, entre outras coisas. 

Em contrapartida, lamentavelmente, constatamos que as iniciativas da atual gestão do BB não são fiéis nem à sua própria campanha presidencial nem à discussão acumulada nos últimos anos, representando, na melhor das hipóteses, uma gestão burocrática que busca resultados de curto prazo de forma desastrosa e pouco sustentável, o que representa um retrocesso deliberado.

Em 2003, a esperança venceu o medo. Agora, porém, dirigentes do banco impõem o terror utilizando-se do expediente de perseguir e retaliar militantes sindicais e grevistas. Para isso alteraram normas, estabelecendo o cancelamento de férias, abonos, folgas, cursos para grevistas; obrigam os “administradores” a exigirem a compensação integral de horas, mesmo sem a necessidade da prestação do serviço, com humilhações e coação diária para assinarem “cartinhas”, não respeitando nem a condição de gestantes ou lactantes. Para coroar a obra, editaram um boletim interno, assinado por dois diretores, com a ameaça de instaurar processos administrativos.

Em 2012, o Banco do Brasil editou normas internas para facilitar a demissão por ato de gestão e o descomissionamento sem justificativa plausível, trazendo insegurança jurídica nas relações de trabalho e ampliando os prejuízos com demandas judiciais por danos morais. Chegando ao absurdo de descomissionar sem motivo autor de ação trabalhista e também o preposto do próprio banco.

Também em 2012, a diretoria do Banco do Brasil implementou, na cidade de Belém, um normativo que faz com que os caixas da empresa não saibam onde irão trabalhar no dia seguinte, fazendo com que os mesmos tenham que se deslocar diariamente e de forma urgente, inclusive a locais muito distantes de onde residem, caso não queirão perder sua função. Prejudicando demasiadamente as atividades do cotidiano desses trabalhadores, sobretudo, as atividades como estudos e o convívio familiar.

Assim, o ano de 2012 será lembrado pelos funcionários e militantes sindicais do BB pelo autoritarismo imposto pela direção da empresa, pela perseguição e retaliação pública aos grevistas e aos que cobram judicialmente seus direitos trabalhistas sonegados durante anos pela negligência em resolver o problema com a jornada legal dos bancários, que faz acumular um passivo trabalhista bilionário.

            Entretanto, também lembraremos 2012 pela resistência ao autoritarismo do Banco do Brasil, da luta nacional contra o assédio moral e pelas conquistas acumuladas nos 20 anos de celebração da Convenção Coletiva de Trabalho – CCT. O ano de 2012 também foi importante pela conquista de isenção do imposto de renda sobre a PLR (Participação dos Lucros e Resultados).
        
    Para coroar a péssima e irresponsável gestão da direção do Banco do Brasil no quesito relações de trabalho, no dia 28 de janeiro de 2013, o banco divulgou um novo normativo que permite a redução salarial de mais de 22 mil trabalhadores em todo o Brasil. Trabalhadores esses que foram aprovados em concurso público e sempre dedicaram suas vidas a servir aos interesses da empresa e que deveriam também ser os interesses da nação brasileira.

            Informamos ainda a Vossa Excelência que o funcionalismo do Banco do Brasil no Estado do Pará acumula problemas crônicos como: falta de funcionários, o que implica em imensas filas no Banco; falta de investimento em segurança, levando a seqüestros, assaltos e mortes, tanto de clientes quanto de funcionários; além de assédio moral praticado por gestores locais que são despreparados em lidar com trabalhadores e com pessoas.
           
           
            Nós do Sindicato dos Bancários do Pará, pretendemos, além de denunciar todos esses problemas, que, de fato, a Presidência da República interfira e tome posse no BB, estabelecendo relações de diálogo e respeito à luta e às conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras, que sempre defenderam um banco público a serviço do Brasil e dos brasileiros e brasileiras.

            Atenciosamente,

Rosalina do Socorro Ferreira Amorim
Presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...