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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Recado dos movimentos sociais à presidenta Dilma: que o governo escolha governar com o povo e não contra ele. Manifesto NOS representa!

Na 2ª marcha por transporte público de qualidade em Belém, CUT.Pa nas ruas. Em 20/jun/2013
Movimentos sociais estão nas ruas e fizeram hoje carta aberta à presidenta Dilma. O final do documento resume o norte da reivindicação: Esperamos que o atual governo escolha governar com o povo e não contra ele. 

Asssinam o documento muitos movimentos, como CUT, CTB, UNE, MST, Via Campesina, MAB, dentre outros.

A íntegra, logo a seguir, e também fotos das marchas e a agenda dos dias seguintes.
Bom final de semana!
Artban.Pa

***
Carta aberta dos movimentos sociais para a presidenta Dilma Rousseff

 São Paulo, 19 de junho de 2013

O Brasil presenciou nesta semana mobilizações que ocorreram em 15 capitais e centenas cidades. Concordamos com suas declarações que afirmam a importância para a democracia brasileira dessas mobilizações, cientes que as mudanças necessárias ao país passarão pela mobilização popular.

 Mais que um fenômeno conjuntural as recentes mobilizações demonstram a gradativa retomada da capacidade de luta popular. É essa resistência popular que possibilitou os resultados eleitorais de 2002, 2006 e 2010. Nosso povo insatisfeito com as medidas neoliberais votou a favor de um outro projeto. 

Para sua implementação esse outro projeto enfrentou grande resistência principalmente do capital rentista e setores neoliberais que seguem com muita força na sociedade.

 Mas enfrentou também os limites impostos pelos aliados de última hora, uma burguesia interna que na disputa das políticas de governo impede a realização das reformas estruturais como é o caso da reforma urbana e do transporte público.

 A crise internacional tem bloqueado o crescimento e com ele a continuidade do projeto que permitiu essa grande frente que até o momento sustentou o governo.

 As recentes mobilizações são protagonizadas por um amplo leque da juventude que participa pela primeira vez de mobilizações.

Esse processo educa aos participantes permitindo-lhes perceber a necessidade de enfrentar aos que impedem que o Brasil avance no processo de democratização da riqueza, do acesso a saúde, a educação, a terra, a cultura, a participação política, aos meios de comunicação.

 Setores conservadores da sociedade buscam disputar o sentido dessas manifestações. Os meios de comunicação buscam caracterizar o movimento como anti Dilma, contra a corrupção dos políticos, contra a gastança pública e outras pautas que imponham o retorno do neoliberalismo.

Acreditamos que as pautas são muitas, como também são as opiniões e visões de mundo presentes na sociedade. Trata-se, no entanto,de um grito de indignação de um povo historicamente excluído da vida política nacional e acostumado a enxergar a política como algo danoso à sociedade.

 Diante do exposto nos dirigimos a V. Ex.a para manifestar nosso pleito:

 Em defesa de políticas que garantam a redução das passagens do transporte público com redução dos lucros das grandes empresas. Somos contra a política de desoneração de impostos dessas empresas. O momento é propício para que o governo faça avançar as pautas democráticas e populares, e estimule a participação e a politização da sociedade. Nos comprometemos em promover todo tipo de debates  em torno desses temas e nos colocamos à disposição para debater também com o poder público.

 Propomos a realização com urgência de uma reunião nacional, que  envolva os governos estaduais, os prefeitos das principais capitais,  e os representantes de todos os movimentos sociais De nossa parte estamos abertos ao diálogo, e achamos que essa reunião é a única forma de encontrar saídas  para enfrentar a grave crise urbana que atinge nossas grandes cidades.O momento é favorável. São as maiores manifestações que a atual geração vivenciou e outras maiores virão. Esperamos que o atual governo escolha governar com o povo e não contra ele.

Assinam:

ADERE- Associação dos trabalhadores assalariados rurais  de MG
 Assembleia Popular
Jornalistas do Barão de Itararé
CIMI- conselho indigenista Missionário
CMP- Central de movimentos populares
MMC-Movimento de mulheres camponesas
CMS- coordenação de movimentos sociais
Coletivo Intervozes pela democratização dos meios de comunicação
CONEN- Coordenação Nacional das entidades negras
Consulta Popular
CTB- Central dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil
 CUT- Central Única dos Trabalhadores
Fetraf- Federação dos agricultores familiares
FNDC- Forum Nacional pela democratização da Mídia
FUP- Federação unica dos petroleiros
Juventude Koinonia (das igrejas cristãs tradicionais)
Levante Popular da Juventude
MAB- Movimento dos atingidos por barragens
MAM- Movimento Nacional pela soberania popular frente a Mineração
MCP - Movimento Camponês Popular, de Goiás
MMM- Marcha Mundial de Mulheres
Movimentos da Via Campesina
MPA-Movimento dos pequenos agricultores
MST- Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra 
SENGE/PR- sindicato dos engenheiros do Paraná
Sindipetro – sindicato petroleiros de São Paulo
SINPAF- sindicato dos trabalhadores e pesquisadores da EMBRAPA E Codevasf
UBES- União brasileira de estudantes secundaristas
UBM- Uniao Brasileira da Mulher
UJS-União da Juventude socialista
 UNE-  União Nacional dos Estudantes
 UNEGRO -União nacional do negro

CUT.Rio: na ruas e brigando por comunicação plural!
Em São Paulo, o time da ContrafCUT; contra o PL da Terceirização.

Em Cuiabá, o grito de guerra da categoria bancária em meio á manifestação.

Em Belém, Cuiabá e no Rio a mesma reivindicação: não à terceirização!

CUT.Pa e Sindpd na manifestação.

Manifestante de Belém erguendo seu cartaz exiginfo reforma política.

A denúncia do Sindicato dor Urbanitários do Pará que coordena as greves na CELPA e na Cosanpa: muita terceirização, desrespeito à vida e nenhuma valorização do trabalhador!

A UNE presente nas lutas e manifestações.

Compa urbanitário do Pará na marcha em belém.

A agenda da luta
Hoje, 21  - eleição do valoroso Sindicato dos Bancários do Amapá. Chapa única e reeleito presidente o compa Edson Gomes, da Caixa. Parabéns à nova direção!

Amanhã, sábado 22 - Conferência Estadual dos Bancários e Bancárias do Pará. A partir das 8 horas, no Hotel Regente.

Segunda 24/CAREF - Eleição em 2º turno do Caref, que é o Conselho de Administração do BB. Estamos apoiando o compa Rafael Matos, matrícula  F8369846. A eleição vai de 24 a 28 de junho.

E na próxima semana, intensificar a luta contra a provação do famigerado PL 4330 - Terceirização.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

CUT.Pa e bancários entregam documentos à presidenta Dilma denunciando péssimas condições de trabalho no BB, BASA e Banpará e reivindicando um olhar atento, ágil e efetivo para os problemas do povo do Pará.

A CUT.Pará entregou à presidenta Dilma hoje o documento mais abaixo, em que faz um apanhado de graves problemas porquem passam a classe trabalhadora e a população paraense. Destaca o documento  trabalho escravo, a paralisia no Programa Luz para Todos, o avanço do agronegócio e a urgente necessidade de se ter recursos para efetivar a reforma agrária e o combate à grilagem. E que o governo federal precisa ter um olhar especial para a Amazônia, o Pará e os amazônidas.

A Central destacou ainda que urge realizar uma conferência do Sistema Financeiro Nacional para debater o papel dos bancos para o desenvolvimento do Brasil e do povo brasileiro. E relacionou males que precisam ser atacados como a terceirização, a precarização do trabalho. E denunciou as péssimas condições de trabalho, diálogo com direções dos bancos como o Banco do Brasil, BASA e Banpará.

E enfatizou a situação de insegurança em que vive a população do Pará, com altos índices de violência.

CUT.Pa e delegação do Sindicato dos Bancários do Pará entregaram documentos à secretaria da Presidência da República e conversaram rapidamente  com a presidenta, minutos antes dela embarcar de volta de Castanhal.Pa para Brasília. Em Castanhal, a presidenta Dilma entregou 1.080 casas no residencial Jardim Ipês,  casas que integram o  Programa Minha Casa Minha Vida.

 A carta da CUT.Pa:

Castanhal(Pa, 1º de fevereiro de 2013.


Exma. Sra. Presidenta da República
DD. Dilma Rousseff


Senhora Presidenta,


Acolhendo-a hoje no Pará, temos a honra de cumprimentar V.Exa.  por mais uma leva de casas próprias do acertado Programa Minha casa Minha Vida, desta vez em Castanhal(Pa).  E aproveitamos a oportunidade para apresentar a pauta sindical da CUT em nosso Estado:

Na área dos grandes projetos como Belo Monte, por exemplo, campeia e está generalizada a terceirização, com precarização do trabalho, acidentes, adoecimento de toda natureza, danos à vida e ao meio ambiente  e quase nenhuma atuação/proteção de Estado, ficando os trabalhadores à mercê dos consórcios, quase sem nenhuma regulação, fiscalização e direitos!

Trabalho escravo - A par disso, o Pará que em 2011 havia deixado de ser o campeão permanente do ranking do trabalho escravo, em 2012 voltou ao topo do ranking em todos os critérios: número de casos (50), número de trabalhadores envolvidos (1244) e número de libertados (519). É necessário uma ação firme e contínua  do poder público em relação a essa triste e indigna estatística que fere a dignidade e os direitos humanos .

 Combate à grilagem - Também, urge ter mecanismos permanentes para combater a grilagem e a violência no campo que, ao longo dos últimos 20 anos, ceifou a vida de dezenas de trabalhadores rurais que defendem diretamente o direito de permanecer em sua terras, defender a preservação da Biodiversidade e o controle do clima no planeta.

Agronegócio x agricultura familiar - Ressaltamos que no Pará há um avanço desenfreado do agronegócio, colocando em risco a agricultura familiar, a produção familiar,  o direito à terra, à moradia e à vida  digna.

Reforma agrária - Mais que nunca, senhora presidenta, urge garantir recursos para a reforma agrária para a criação de novos assentamentos e a estruturação dos assentamentos já criados. Houve corte muito grande de recursos nessa política, quase inviabilizando a tímida reforma agrária já realizada.

Propomos ainda a abertura de editais de contratação para entidades de assistência técnica e extensão rural dentro e fora dos assentamentos para viabilizar a prestação desse serviço, possibilitando a qualificação dos agricultores/as familiares e, consequentemente, maior renda no campo. E que sejam ampliados os recursos para o Programa Nacional de Habitação Rural no Pará.

Paralisia no Luz para Todos - Sobre energia elétrica, informamos que o sistema elétrico referente à área de concessão da CELPA (Centrais Elétricas do Pará), recebeu generoso aporte de recursos públicos oriundos de programas do governo federal com a finalidade de universalizar os serviços como o LUZ PARA TODOS.  Todavia, é crítica a qualidade das obras executadas pela Celpa nos municípios dada as distâncias continentais do Pará e as dificuldades de infraestrutura em nossa região, associado à falta de mão de obra própria e qualificada, bem como há inúmeras reclamações do tempo de espera para restabelecimento do sistema, chegando em alguns casos a mais de 3 dias. A coordenação do programa no Pará não funciona e o programa está parado no momento, desde que o Grupo Rede apresentou pedido de recuperação judicial no início de 2012. Apontamos como emergencial a reativação do Programa Luz para Todos no Estado do Pará, buscando universalizar a eletrificação rural.
Na área da Educação, a CUT reafirma que é necessário que os 10% do PIB para educação seja de imediato e que não se espere até 2020 para chegar a esse percentual. E que a política educacional seja para o conjunto de trabalhadores e trabalhadoras em educação.

Conferência do Sistema Financeiro já! – É urgente que se realize uma conferência nacional do Sistema Financeiro para discutir o papel dos bancos no país, o crédito e para que serve o sistema financeiro. E implementar urgente diálogo nos bancos como Banco do Brasil, Banco da Amazônia e Banpará, que têm péssimas condições e relações de trabalho !

Dirigentes do Sindicato dos Bancários, da FETEC-CN, da Contraf-CUT e da CUT.Pa na atividade de entrega de coumento à presidenta Dilma hoje em Castanhal.Pa. Fotos: Ticiane Rodrigues
Na área de segurança pública, o Pará contabiliza hoje um dos maiores e crescentes índices de violência contra jovens, crianças e mulheres, gerando insegurança às famílias e quase nenhuma ação de governo e de Estado no sentido de dar proteção, educação, ressocialização e principalmente recolocação dos reabilitados no mercado de trabalho.  Dos 144 municípios, em 28 não existe delegado de polícia e em 19, sequer existem delegacias. Estas, não têm condições mínimas de prestação de serviço e os profissionais são mal pagos. Há carência extrema de políticas públicas para inclusão de juventude, além de quase nenhum investimento em inteligência e qualificação de pessoal.

Quanto ao saneamento básico e ambiental, hoje os índices de abastecimento de água no estado estão em torno de 60%,  bem abaixo da média nacional que é 85% a 90. Já o Esgotamento Sanitário praticamente inexiste no Pará, com cobertura de apenas 5% concentrado na capital. Importante ressaltar que  143  municípios do Estado ainda não implementaram a nova lei de tratamento dos resíduos sólidos, correspondente a coleta, destinação e tratamento. Apesar dos vultosos recursos destinados pelo governo federal para o saneamento básico no Estado a população sofre com a falta da prestação do serviço. Há carência de investimentos, de fiscalização, de profissionais concursados e exagero de terceirização, principalmente nas atividades-fim.

Logística -E para que o Pará supere a condição de almoxarife e tenha condições de verticalização do aço com a construção da primeira siderúrgica de grande porte do Pará, a Alpa (Aços Laminados do Pará), é preciso que seja reincluída ao PAC - Programa de Aceleração do Crescimento - uma obra crucial que está parada desde 2011. Trata-se do aprofundamento de um trecho do Rio Tocantins, perto de Itupiranga onde a passagem de grandes navios de carga é impossível atualmente.  Ali há um pedral, o Pedral do Lourenço, que precisa ser derrocado para garantir a navegabilidade do rio e a logística para o transporte hidroviário. Para que flua a navegação e melhore a condição de vida da população do Pará.

 Enfim, Exma. senhora Presidenta, a CUT.Pará e seus 152 sindicatos filiados, reivindicam do governo federal um tratamento  mais inclusivo, mais atento, mais ágil e respeitoso no atendimento aos muitos problemas do povo do Pará e da classe trabalhadora. A CUT.Pa construiu uma Plataforma de Ações de políticas Públicas com base nas necessidades e especificidades de cada região para serem dialogadas e implementadas nos municípios, porém, este diálogo precisa  acontecer e já! É preciso tirar do papel as ações e melhorar  as condições de vida e trabalho da população paraense, amazônida!
  

 Saudações democráticas,


Martinho Souza                                Vera Paoloni                                     Carlos Augusto Silva
Pte. CUT.Pará                                    Dir. Comunicação                           Pte. Fetagri.PA

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A carta-denúncia do Sindicato dos Bancários do Pa. sobre terríveis condições de trabalho no BB

A presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Rosalina Amorim, juntamente com a diretora da Fetec-CN e CUT.Pa, Vera Paoloni e mais o presidente da CUT.Pa, Martinho Souza, entregaram hoje à presidenta Dilma o documento a seguir em que denuncia claramente o horror que tem vivido o funcionalismo do banco do Brasil.

Confira:  

A denúncia firme do Sindicato dos Bancários do Pará: o BB está massacrando seus funcionários.


Belém (PA), 1 de fevereiro de 2013.


A Excelentíssima Senhora
Dilma Rousself
Presidenta da República Federativa do Brasil
Palácio do Planalto
Brasília - DF
               
Assunto: Carta de repúdio à diretoria do Banco do Brasil.           
   
Senhora presidenta,
  
Excelentíssima Senhora Presidenta Dilma Rousseff, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Pará, busca expressar a preocupação com mudanças nas relações de trabalho ocorridas no Banco do Brasil com seus funcionários promovidas pela atual direção da instituição.
Frustra-nos informar-lhe que a atual direção do BB, formada em grande parte por funcionários de carreira, tem se encarregado de desconstruir não só as conquistas da campanha salarial de 2012, mas, principalmente, de ressuscitar práticas da administração pública neoliberal de governos passados.
   
           Reconhecemos a atuação de Vossa Excelência pela redução dos juros e spreads bancários, além do combate aos efeitos da crise financeira mundial com o direcionamento adequado dos bancos públicos para fortalecimento da economia nacional. Em parte, isso foi possível, devido à existência de instituições financeiras públicas, que foram duramente atacadas no processo de privatização dos anos 1990 e mantidas graças à mobilização dos trabalhadores, incluídos aí os funcionários do BB, que resistiram às demissões, ao arrocho e sucateamento, entre outras coisas. 

Em contrapartida, lamentavelmente, constatamos que as iniciativas da atual gestão do BB não são fiéis nem à sua própria campanha presidencial nem à discussão acumulada nos últimos anos, representando, na melhor das hipóteses, uma gestão burocrática que busca resultados de curto prazo de forma desastrosa e pouco sustentável, o que representa um retrocesso deliberado.

Em 2003, a esperança venceu o medo. Agora, porém, dirigentes do banco impõem o terror utilizando-se do expediente de perseguir e retaliar militantes sindicais e grevistas. Para isso alteraram normas, estabelecendo o cancelamento de férias, abonos, folgas, cursos para grevistas; obrigam os “administradores” a exigirem a compensação integral de horas, mesmo sem a necessidade da prestação do serviço, com humilhações e coação diária para assinarem “cartinhas”, não respeitando nem a condição de gestantes ou lactantes. Para coroar a obra, editaram um boletim interno, assinado por dois diretores, com a ameaça de instaurar processos administrativos.

Em 2012, o Banco do Brasil editou normas internas para facilitar a demissão por ato de gestão e o descomissionamento sem justificativa plausível, trazendo insegurança jurídica nas relações de trabalho e ampliando os prejuízos com demandas judiciais por danos morais. Chegando ao absurdo de descomissionar sem motivo autor de ação trabalhista e também o preposto do próprio banco.

Também em 2012, a diretoria do Banco do Brasil implementou, na cidade de Belém, um normativo que faz com que os caixas da empresa não saibam onde irão trabalhar no dia seguinte, fazendo com que os mesmos tenham que se deslocar diariamente e de forma urgente, inclusive a locais muito distantes de onde residem, caso não queirão perder sua função. Prejudicando demasiadamente as atividades do cotidiano desses trabalhadores, sobretudo, as atividades como estudos e o convívio familiar.

Assim, o ano de 2012 será lembrado pelos funcionários e militantes sindicais do BB pelo autoritarismo imposto pela direção da empresa, pela perseguição e retaliação pública aos grevistas e aos que cobram judicialmente seus direitos trabalhistas sonegados durante anos pela negligência em resolver o problema com a jornada legal dos bancários, que faz acumular um passivo trabalhista bilionário.

            Entretanto, também lembraremos 2012 pela resistência ao autoritarismo do Banco do Brasil, da luta nacional contra o assédio moral e pelas conquistas acumuladas nos 20 anos de celebração da Convenção Coletiva de Trabalho – CCT. O ano de 2012 também foi importante pela conquista de isenção do imposto de renda sobre a PLR (Participação dos Lucros e Resultados).
        
    Para coroar a péssima e irresponsável gestão da direção do Banco do Brasil no quesito relações de trabalho, no dia 28 de janeiro de 2013, o banco divulgou um novo normativo que permite a redução salarial de mais de 22 mil trabalhadores em todo o Brasil. Trabalhadores esses que foram aprovados em concurso público e sempre dedicaram suas vidas a servir aos interesses da empresa e que deveriam também ser os interesses da nação brasileira.

            Informamos ainda a Vossa Excelência que o funcionalismo do Banco do Brasil no Estado do Pará acumula problemas crônicos como: falta de funcionários, o que implica em imensas filas no Banco; falta de investimento em segurança, levando a seqüestros, assaltos e mortes, tanto de clientes quanto de funcionários; além de assédio moral praticado por gestores locais que são despreparados em lidar com trabalhadores e com pessoas.
           
           
            Nós do Sindicato dos Bancários do Pará, pretendemos, além de denunciar todos esses problemas, que, de fato, a Presidência da República interfira e tome posse no BB, estabelecendo relações de diálogo e respeito à luta e às conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras, que sempre defenderam um banco público a serviço do Brasil e dos brasileiros e brasileiras.

            Atenciosamente,

Rosalina do Socorro Ferreira Amorim
Presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará

segunda-feira, 2 de julho de 2012

248 greves entre 2003 e 2010: a CUT é a pedra no sapato

Este excelente artigo é de Artur Henrique e foi publicado em O Globo, 2/jul/2012. Importante para desmistificar o que parte da imprensa e alguns adversários dizem da CUT em relação aos governos Lula/Dilma. Só greves foram 248 (2003/2010) contra 133 do período FHC.
Artur Henrique, em 06.jul11, em Belém-Pa com sindicalistas bancários.

Uma parte da imprensa teima em dizer que os movimentos sociais teriam sido amestrados durante o governo Lula. O Globo, recentemente, foi além e associou essa pretensa subordinação – e uma hipotética “paz” de que teria desfrutado o ex-presidente – ao repasse de verbas federais para entidades que integram o movimento social.

Vamos analisar alguns dados em relação à CUT. Segundo o Sistema de Acompanhamento de Greves do Dieese, nossa Central realizou durante os oitos anos de Lula quase o dobro do número de greves no serviço público federal do que realizou durante o período FHC.

Incluindo funcionalismo federal e as estatais, os trabalhadores públicos da União, entre 2003 e 2010, realizaram 248 greves para pressionar o governo Lula a abrir negociações, aumentar salários e iniciar a reestruturação dos planos de cargos e carreiras. Já entre 1995 e 2002, foram 133 greves. A CUT representa 90% de todos os sindicatos do setor. 

Esses dados desmentem de uma vez por todas o mito de que a CUT teria aliviado a pressão sobre Lula. Sabemos dividir o papel de uma central, de um partido, de um governo. O nosso é de defender os direitos e anseios dos trabalhadores e trabalhadoras – o que inclui saber construir propostas, dialogar e, também, mobilizar e fazer greve quando preciso.

A diferença fundamental entre FHC e Lula, e que explica inclusive a diferença do número de greves num período e noutro, é que Lula, ex-sindicalista, fundador da CUT, sempre soube que para obter crescimento econômico e iniciar um processo de redistribuição de renda seria preciso dialogar com o movimento social.

Seu governo não foi exemplar nesse quesito, tanto que muitas vezes, por exemplo, foi preciso recorrer à greve no serviço federal para que as negociações fossem realizadas.

Porém, ao considerar reivindicações como a valorização do salário mínimo e o papel do Estado como indutor do crescimento – algo que FHC desprezou – o período Lula ativou o crescimento da economia, gerando um cenário mais favorável a novas reivindicações.

Também não houve repressões ao movimento sindical como no período anterior, cujo caso mais emblemático foi a batalha contra os grevistas da Petrobrás, em 1995 – greve que ajudou a impedir a privatização da estatal.

Dizer que os movimentos sociais propiciaram paz para Lula é uma piada de mau gosto. Pressionamos através de greves, mobilizações e ocupações de terra (quando não ignoradas, deturpadas por grande parte da mídia). E o fizemos por acreditar que a pressão serve para avançar nas conquistas sociais.

Por fim, lembro que os repasses de verbas do governo Lula para o movimento sindical foi muito menor do que no período FHC. Este, ávido por terceirizar o serviço público, transferia verbas do FAT para que as centrais cuidassem da tarefa de recolocação profissional – o que gerou os famosos (e enganosos) balcões de emprego. Por pressão da CUT, essa conexão foi desfeita no início do governo Lula, e a recolocação e qualificação profissional voltaram à esfera do poder público.  

Artur Henrique, presidente nacional da CUT.

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Na disputa do SEEB-Ceará, o Arte Bancária é chapa 1! Eleição começa dia 3 de julho. Boralá, avançar na luta!
 

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Contraf-CUT vai até Dilma. TST diz que greve nos Correios não é abusiva

15 dias de greve hoje e Sindicato dos Bancários faz ato público defronte do Santander, na av. Nazaré, em Belém: a greve é culpa é dos bancos, diz diretora do Sindicato Cristiane Aleixo, que é funcionária do Santander.



TST diz que a greve dos Correios não é abusiva e confirma reajuste de 6,87% com aumento real de R$ 80. Leia mais clicando aqui.



O Comando Nacional dos Bancários decidiu hoje pela manhã, em reunião em São Paulo: sob a coordenação da Contraf-CUT vai até a presidenta Dilma para cobrar empenho do governo federal na solução para a greve que chegou hoje ao 15º dia e bem forte, com mais de 9 mil agências paralisadas em todo o Brasil.


A informação completa está no site da Contraf-CUT:

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), decidiu orientar os sindicatos de todo o país a fortalecer e ampliar ainda mais a greve nacional da categoria, durante reunião ocorrida nesta terça-feira (11), em São Paulo. A paralisação, que completa 15 dias e é a maior dos últimos 20 anos, já ultrapassou o total de 9 mil agências e vários centros administrativos fechados de bancos públicos e privados em todo o país.

A Contraf-CUT solicitará audiência com a presidenta Dilma Rousseff para cobrar empenho do governo federal na construção de uma solução para a greve. Outra solicitação de audiência será encaminhada ao presidente da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Murilo Portugal. "Vamos cobrar a retomada imediata das negociações com a apresentação de uma proposta decente para a categoria", salienta o dirigente sindical. 

"Os bancos públicos federais fazem parte da Fenaban e podem assumir um papel fundamental para construir uma proposta decente, que atenda às reivindicações dos bancários", ressalta Carlos Cordeiro. "O governo federal precisa estar ao lado dos trabalhadores e da sociedade brasileira e cobrar dos bancos uma solução para a greve que fortaleça a política de distribuição de renda e de redução das desigualdades sociais que iniciou no governo Lula", enfatiza. Cordeiro afirma que os bancários também querem discutir com Dilma o papel dos bancos no Brasil e propor a realização de uma Conferência Nacional sobre o Sistema Financeiro. 

"Os bancos brasileiros são os que mais lucram na América Latina, mas pagam um piso salarial menor do que o recebido por argentinos e uruguaios, porém pagam bônus muito maiores para seus altos executivos", afirma Cordeiro, lembrando pesquisa do Dieese e da Contraf-CUT. O salário de ingresso nos bancos no Brasil em agosto de 2010 era equivalente a US$ 735, mais baixo o dos uruguaios (US$ 1.039) e quase metade do recebido pelos argentinos (US$ 1.432).

"Um país em que os altos executivos dos bancos chegam a ganhar 400 vezes mais que o piso salarial da categoria não pode ser chamado de justo", sustenta o dirigente sindical. "Além disso, os bancos utilizam a alta rotatividade do mercado de trabalho brasileiro, muito maior que em outros países, para reduzir a massa salarial dos bancários", denuncia.

A Contraf-CUT remeterá também cartas aos presidentes dos seis maiores bancos do país e que participam da mesa de negociações da Fenaban (Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, HSBC, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal), além do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e Banco da Amazônia, cobrando a responsabilidade de cada instituição na retomada do diálogo para construir uma proposta para as questões gerais dos bancários, bem como para as mesas específicas.

Protestos nesta sexta contra a ganância dos bancos

O Comando Nacional definiu ainda a realização, nesta sexta-feira (14), de protestos em todo país contra a ganância dos bancos, por emprego decente e por um sistema financeiro cidadão. Os sindicatos irão organizar manifestações, com a participação de movimentos sociais, denunciando a falta de responsabilidade social dos bancos, que acumulam lucros estrondosos e não garantem contrapartidas aos trabalhadores e à sociedade brasileira.

"O papel do sistema financeiro é oferecer crédito barato e acessível para financiar o desenvolvimento econômico e social do país. No entanto, não é isso que acontece no Brasil. Basta ver que o spread bancário aumentou novamente após a queda da taxa Selic, atingindo o maior nível desde 2009", aponta Carlos Cordeiro. "Convidamos todas as entidades da sociedade civil organizada a participar dos protestos, cobrando a contribuição dos bancos no processo de desenvolvimento com distribuição de renda", completa.

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Parabéns e seja bem vinda, Clarice!
Nasceu a pequena Clarice, filhota da companheira Andréa Vasconcelos, que é a secretária geral da FETEC-CUT-Centro Norte. O Arte Bancária parabeniza a companheira Andréa pela defesa do mestrado (pouco antes do parto) e pelo nascimento da pequenina e já muito amada Clarice! Parabéns!!!!

(A foto da pequenita está no facebook do pai de Clarice, Márcio Cahves Lavôr).

Pra quem curte animação. Bom feriado!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Centrais sindicais: mínimo de R$ 580,00

Muito debate na tarde de hoje na Câmara Federal, durante a sessão da comissão mista do salário mínimo, em Brasília. As 6 centrais sindicais unificadas pelo salário mínimo de R$ 580,00, em contraponto aos R$ 545,00 determinados pelo governo.

Cada central sindical teve 3 minutos para falar na Câmara. Ao usar seu tempo, o presidente da da CUT, Arthur Henrique, criticou a abissal diferença existente entre os lucros dos bancos e das grandes empresas instaladas no país, que crescem velozmente, e o lento processo de recuperação da massa salarial no país.

Artur demonstrou, com alguns exemplos, o “que está realmente por trás do parte do debate do salário mínimo” :

  • “O Bradesco teve lucro de 10 bilhões de reais em 2010.

  • O Santander, de 7 bilhões.

  • A Caixa Econômica Federal, de 3,8 bilhões.

  • As 327 empresas brasileiras com ações na bolsa de valores tiveram aumento de seus lucros na casa de 48, 5% em relação ao ano retrasado.

  • Enquanto isso, a participação dos salários na renda nacional saiu de 40,5% no ano 2000 para 41,9%. Absolutamente um pequenino aumento.

  • Só para comparar: em países como os Estados Unidos, a Suécia, a Itália e Portugal, a participação do trabalho varia de 67% a 72% da renda nacional”.

E continuou: “O que está em jogo aqui é que nós estamos discutindo uma política de distribuição de renda, de combate à miséria, um projeto de desenvolvimento sustentável que muito depende de aumentos reais sucessivos para o conjunto dos salários”.

Artur Henrique fala na comissão mista
Artur Henrique fala na comissão mista

O argumento, muito utilizado pelo governo Dilma nos últimos dias, de que o salário mínimo deve ser contido para não alimentar a inflação, também foi criticado pelo presidente da CUT. “Ora, não estamos vivendo uma inflação de demanda no Brasil.

O que estamos vivendo neste começo de ano, como acontece em todos os anos, é o aumento do transporte público, das mensalidades escolares, e a especulação internacional sobre as mercadorias, em função do consumo puxado especialmente pela China” disse, para em seguida ironizar a inutilidade da alta taxa de juros básicos adotada pelo Banco Central para o controle de inflação: “Nossa Selic não vai combater o consumo de outros países”.

Artur encerrou a fala recorrendo ao novo slogan do governo federal, como forma de lembrar o descompasso entre as promessas e a postura adotada diante do salário mínimo pelo mesmo governo: “País rico é país sem pobreza. R$ 580 reais já. Correção da tabela do imposto de renda e política de valorização das aposentadorias”.

(Fonte: CUT)
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Atualizado às 15:30 de 16/fev/2011, enquanto acontece, na Câmara dos Deputados, o debate sobre salário mínimo:

  • Um total de 47 milhões de aposentados e trabalhadores da ativa recebem salário mínimo.
  • Os aposentados e pensionistas abrigados na Previdência Social que recebem omínimo totalizam 18,7 milhões. Em valores, esse total significou um desembolso de R$ 10 bilhões em dezembro, com base no mínimo vigente naquele mês, de R$ 510.
  • Acordo assinado entre sindicalistas e o governo do presidente Luiz Inácio Lula daSilva em 2006 criou uma política de valorização do mínimo que foi aplicada, mas não chegou a ser aprovada em lei pelo Congresso.
  • A regra estipulada no acordo prevê correção pela inflação do ano anterior (peloINPC) e pela variação do crescimento de economia (desempenho do Produto Interno Bruto) - índice que corresponde ao ganho real.
  • Para o cálculo de 2011, a regra foi desfavorável aos trabalhadores porque o PIB de 2009 teve variação negativa, como resultado da crise financeira internacional.
  • Pelo mesmo acordo, em 2012, a previsão é favorável. O aumento deverá serpróximo a 13%, com crescimento do PIB em 2010 estimado em 7,5% e inflação ao redor de 5% em 2011. Deve atingir R$ 616.
  • A equipe econômica do governo Dilma Rousseff se concentrou neste ano no cumprimento do acordo para fixar o mínimo em R$ 545, que incorpora o INPC de 6,47% sem ganho real e com arredondamentos. Também argumenta com a defesa da austeridade nas contas públicas e a necessidade de cortes de gastos.
  • Dados do Ministério da Fazenda mostram que para cada R$ 1 de aumento dosalário mínimo, o impacto no Orçamento é de R$ 300 milhões -- cálculo que o governo se utiliza para defender sua posição.
  • O valor do salário mínimo decidido nas negociações ou mesmo arbitrado peloExecutivo tem que necessariamente passar pelo crivo do Congresso Nacional.
  • Desde 2003, início do governo Lula, o mínimo teve aumento real (acima da inflação) de 57,3%, segundo a Fazenda. Valia R$ 200 no início de 2003 e fechou 2010 em R$ 510.
  • Na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não havia uma política de valorização do mínimo. Em valores nominais, segundo o Dieese, o mínimo valia R$ 70,00 em 1995, terminando o mandato com R$ 200,00. Dados do atual governo indicam que na gestão FHC o mínimo teve aumento real de 44,7%.
  • Tradicionalmente, o salário mínimo era reajustado em maio, para coincidir com Dia do Trabalho. No governo Lula o pagamento do reajuste foi sendo adiantado paulatinamente até que em 2010 chegou a janeiro.
  • O salário mínimo foi criado em 1936 pelo presidente Getúlio Vargas (1930-1945 e 1951-1954) e passou a vigorar em 1940. (Fonte: Reuters)
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