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domingo, 20 de janeiro de 2013

Terceirização diminui o emprego, precariza o trabalho, aumenta a jornada e é incompatível com desenvolvimento sustentável. Tema em debate dias 22 e 23.

Estamos vivendo uma fase de quase pleno emprego no Brasil, o que é um ótimo indicador. Mas o emprego nem sempre vem acompanhado de proteção social, renda e condições de trabalho decentes, muito especialmente se a origem for a terceirização, tema sobre o qual a CUT.Pará, em conjunto com a AFL-CIO se debruçam nesta semana no seminário "Terceirização: construindo estratégias de luta e enfrentamento no Pará". O evento vai ocorrer nos dias 22 e 23 e será realizado na sede do Sindicato dos Bancários do Pará, tendo como um dos palestrantes o dirigente sindical da ContrafCUT, Miguel Pereira, que integra o Grupo de Trabalho da CUT Nacional. Presente também o secretário nacional de Organização Sindical da CUT, Jacy Afonso


A terceirização é geralmente apontada como um avanço  nas relações de trabalho, mas estudos do Dieese/Ministério do Trabalho e Emprego e CUT mostram várias caras da precarização no trabalho, a partir da terceirização.

Vejamos:
  • Reduz emprego: em 2010, houve 801 vagas a menos;
  • Jornada maior: o terceirizado trabalha em média 43 horas/semana e o empregado direto, 40 horas
  • Remuneração menor: trabalhador terceirizado ganha em média 27% a menos que o empregado direto;
  • Direitos sociais menores: em 72,5% dos casos, os direitos sociais dos terceiros são menors que os existentes nas empresas contratantes;
  • Contrato é temporário e rotativo: o terceiro é geralmente contratado temporariamente e com alta rotatividade. Entre janeiro e agosto/2011 a rotatividade no mercado de trabalho foi de 28%. Já nas empresas tipicamente terceirizadas,a  rotatividade foi de 49%. Ao invés de gerar emprego, gera trabalho precário;
  • Desproteção social e informalidade - 46% não contribuem para a Previdência Social e estão na informalidade;
  • Acidentes, doenças e mortes: a cada 10 acidentes, 8 são registrados em terceirizadas e nos casos em que há morte;
  • No setor elétrico, a taxa de mortalidade entre os terceiros foi de 47,5%. Já a taxa de trabalhadores diretos foi de 14,8%;
  • Aumentar lucros e reduzir preços - através de baixíssimos salários, altas jornadas e pouc invetsimento em melhoria das condições de trabalho, empresas de terceirização têm com estratégia central otimizar lucros e baixar custos. 
  • Cidadãos de segunda classe, o terceirizado tem seus direitos desrespeitados e vira uma espécie de cidadão de segunda classe.
  • Terceirização é incompatível com desenvolvimento sustentável, pois não leva em conta a priorização da vida e o equilíbrio com a natureza, igualdade, distribruição de renda e inclusão social.

Zara e Jirau: dois exemplos de terceirização
A famosa empresa de vestuário Zara teve 3 oficinas autuadas por condições análogas ao trabalho escravo: 52 funcionários trabalhando 14 horas ou mais/dia, recebendo entre R$ 0,12 e R$ 0,20 a peça de roupa, trabalhando em alojamentos irregulares em galpões improvisados, sem ventilação ou iluminação adequadas; ambiente quente, com falta de banheiros. Trabalhadores só podiam sair com autorização da chefia.

Já a hidrelétrica de Jirau (RO), financiamento público do BNDES de 7,2 bilhões de reais, tem 22 mil empregados diretos e 20 mil indiretos. Ali, trabalhadores sofriam violência física do consórcio liderado pela Camargo Corrêa e eram obrigados a comprar produtos a preços estratoféricos no conteiro da obra. Precárias condições de trabalho e saúde, inclusive com trabalhadores morrendo de malária; falta de transporte para sair do local; não concessão das folgas a cada quatro meses de trabalho. No setor da construção, quase 80 mil operários se rebelram contra as condições de trabalho e na maioria eram terceirizados.

No setor financeiro, existe a terceirização nas lotéricas e mesmo dentro dos bancos, como é o caso das áreas de TI - tecnologia da Informação.

No Pará, há enorme avanço da terceirização na área das mineradoras, de Belo Monte e também no meio rural, no setor de biodiesel , além da terceirização nos setores da Celpa e Cosanpa (luz e água). Também no setor público e de supermercados. Portanto, há enormes desafios para este 2013 e vem bem a calhar o seminário da terceirização.

Propostas da CUT:
- A CUT quer construir uma regulamentação que incopore as mudanças já consolidadas no mercado de trabalho e revertam a precarização resultante do processo de terceiração, com as seguintes diretrizes:
- direito à informação prévia;
- proibição da terceirização na atividade-fim;
- a responsabilidade solidária da empresa contratante pelas obrigações trabalhistas;
- a igualdade de direitos e de condições de trabalho e;
- a penalização das empresas infratoras.

Clica e assiste ao vídeo da TV CUT sobre terceirização

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Por que o correspondente bancário é nocivo à sociedade. Queremos bancos e serviços em todos os municípios.


Quem não pode ir à audiência pública ocorrida na Câmara dos Deputados, em Brasília, a 16 de agosto, pode assisti-la aqui. A fala do presidente da ContrafCUT, Carlos Cordeiro/Carlão, está dividida em três partes e é um excelente conteúdo sobre o que pensa a categoria bancária acerca dos correspondentes e do papel do Banco Central que tem agido como um sindicato nacional dos bancos e não como um ente público a serviço do Brasil e dos brasileiros. O Arte Bancário recomenda que se assista aos vídeos.

Na audiência pública, Carlos Cordeiro/Carlão, defendeu o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) nº 214/2011, do bancário e  deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), que suspende as resoluções do Banco Central ao ampliar/escancarar as funções do correspondnete bancário, precarizando o trabalho e concentrando mais lucro aos bancos, sem prestação correta do serviço bancário à população.

Nós bancários e bancárias de todo páis, queremos a universalização dos serviços bancários e que em todos os municípios brasileiros tenham uma agência ou um posto de atendimento bancário, com serviços acessíveis a toda a população, sem discriminação, com juros baixos, número suficiente de bancários e segurança à categoria e à clientela.

Nem a propósito dessa luta para que tenhamos bancos em todos os municípios, hoje, em Bom Jesus do Tocantins, região sul/sudeste do Pará, a população interditou a BR 222, exigindo a reabertura da agência do Banco do Brasil naquele município. Quem conta os detalhes é a diretora do Sindicato dos Bancários do Pará, Heidiany Katrine Moreno, em seu blog.


População de Bom Jesus do Tocantins Bloqueia a Br 222 para reivindicar a reabertura da agência do Banco do Brasil que foi explodido dia 20 de abril deste ano.

Desde as seis horas da manhã de hoje a população de Bom Jesus do Tocantins está interditando a passagem de carros na Br 222, o motivo do protesto e a reabertura do Banco do Brasil que foi explodido dia 20 de Abril deste ano, o prefeito já tomou todas as alternativas possíveis e cabiveis, mas o banco ainda não deu retorno, inclusive a área para funcionar o novo banco já esta reformada a três meses, onde a prefeitura também paga o aluguel.Os moradores alegam que estão tendo que realizar atividades bancarias em Marabá ou Rondon o que fica muito complicado pela distância geográfica entre os municípios, o ato recebe o apoio da associação comercial do município. O sindicato dos bancários também apoia a ação é estará indo em loco pela diretora Heidiany Moreno, " visto que o banco é uma concessão publica ou seja, tem que dar o devido retorno a população que está pagando pelo serviço, é isso não está acontecendo no município".frisa a dirigente sindical.


A luta para exigir a presença de bancos e postos de atendimento bancário em todos os municípios e demonstrar a novicidade dos correspondentes bancários tanto à segurança do cliente, como ao emprego decente, é a grande luta a ser travada este ano, na campanha nacional dos bancários, além do reajuste, PLR, saúde, segurança e condições de trabalho.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Descarrego no Banco Central: para exorcizar a influência dos banqueiros, contramão do Brasil da inclusão

Delegação do Pará se preparando para participar da sessão de descarrego no Banco Central. E a audiência pública do correspondente bancário.
Carlos Cordeiro/Carlão, presidente da ContrafCUT: O Banco Central funciona hoje como um verdadeiro sindicato nacional dos bancos. Em vez de se preocupar com a sociedade e com o desenvolvimento econômico e social do país, age única e exclusivamente a serviço do sistema financeiro.

Lavagem da frente do Banco Central do Brasil, com "descarrego", toada de candomblé, batuque,samba no pé e muita animação. Foi com essa criatividade e bom humor que 700 bancários e bancárias de todo o país criticaram, ontem, os braços dados do Banco Central com os banqueiros, a nova feição do correspondente bancário que não amplia o serviço bancário e só aumenta o lucro do setor financeiro, precarizando o trabalho, sem respeito à vida e à segurança de trabalhadores e clientes.

Criticaram também a alta taxa de juros praticada pelo BC, bem na contramão do Brasil que quer crescer e distribuir renda. A coordenação de todo o evento foi da ContrafCUT, com apoio de todos os sindicatos do país, inclusive do Pará, Fetec-Centro Norte e a recepção calorosa, competente e organizada do Seeb-Brasília.

Nas fotos do Arte Bancária, um aperitivo da imensa unidade e energia com que a categoria bancária parte para a campanha nacional 2011 na defesa do emprego decente, compromisso com o Brasil e aumento de direitos.

À tarde, bancários e bancárias de todo o país participaram de audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação, na Câmara dos Deputados. Leia clicando aqui e aqui.

Rodrigo, pte do Seeb-Brasília: Temos que fazer o enfrentamento dessa realidade na Campanha Nacional dos Bancários 2011 com vistas à valorização da categoria. Não vamos baixar a cabeça. Vamos lutar pelo emprego decente para todos os trabalhadores do ramo financeiro.

Sindicalistas dão recados na faixa. Tombini vai levar em consideração?
Vagner Freitas, sec. de Finanças da CUT Nacional: Taxa de juros é uma barreira ao crescimento do país e do povo brasileiro. Do jeito que atua, o Bbanco Central desrespeita a linha democrática e popular do governo a que pertence.

Rosalina Amorim, presidenta do Seeb-Pará: nossa campanha servirá, dentre outros itens, para combater a figura do correspondente bancário e os males que têm gerado ao emprego decente.
Jacy Afonso, sec. de Organização da CUT Nacional: o Banco Central deveria estar a serviço do povo brasileiro e do desenvolvimento social. Ou o banco Central não faz parte do governo?
A lavagem da calçada do Banco Central: para exorcizar a influência dos banqueiros, com muita reza, rosas brancas, água de cheiro e batucada. Ritmo bem Brasil.
Juvandia, presidenta do Seeb/SP:O Banco Central é um órgão público que tem defendido os interesses privados do setor financeiro. Um dos setores que mais lucra no país e que por isso mesmo deveria dar exemplo criando empregos, mas que está terceirizando e precarizando o trabalho, e faz isso com ajuda do Banco Central.
Após o almoço, sindicalistas fazem uma pausa antes de seguir para a Câmra dos Deputados.
Qualquer beirada de muro servia como assento na hora de comer a galinhada: galinha desfiada com arroz.
Três janelinhas do BC se abriram e,delas, várias cabecinhas olhavam com atenção a sessão do descarrego.
Abelha, à esquerda, diretor de Política Sindical da ContrafCUT: o recado do Seeb-BH

Avelino, pte da FETEC-CN tendo ao lado Miguel Pereira, Carlão e Cleiton, tesoureiro da Fetec-CN: combateremos o bom combate até que o Banco Central respeite o Brasil e seu povo.
Marcel Barros, secretário geral da ContrafCUT: junto com a batucada.
Pai e filhas de santo, sindicalistas em frente ao BC: todas as vozes unidas em favor da classe trabalhadora!
De norte a sul, o recado a Tombini é um só: quem legisla é o legislativo.
Sindicalistas cariocas presentes ao ato de cidadania.
Frazão, à esquerda, diretor do Seeb-Pará, unidoà delegação do Pará.
Jair, da Fenae (à esquerda) num clique para o Arte Bancária, com Rômulo Weyl, Rosalina e Avelino.

O time de Campo Grande, Sindicato da Fetec-CN
Parte da delegação do Pará com Juvândia (ao centro) presidenta do Seeb-SP, na chegada a Brasília.
Marco Aurélio (BASA) chegando ontem de manhã no aeroporto em Brasília e já encontrando a banca da Marcha das Margaridas.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Inclusão bancária. Audiência pública contra o correspondente bancário é nesta terça 16, em Brasília


Nesta terça 16, em Brasília, na Câmara dos Deputados, às 14h30 a audiência pública da Comissão de Finanças e Tributação (CFT), para defender o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 214/2011, do bancário e deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP). O PDC suspende as recentes resoluções do BC que ampliam, escancaram as funções dos correspondentes bancários.

O companheiro Carlos Cordeiro/Carlão (foto), presidente da ContrafCUT, falará na audiência pública em nome da categoria bancária do país. Sindicatos e federações de todo o país estarão presentes, inclusive o Seeb-Pará e a Fetec-Centro Norte.


É um imenso risco do emprego e também à segurança do cliente, a permanência do correspondente bancário do jeito que o Banco Central determinou.

Pelo saite da ContrafCUT, a audiência pública vai ser toda transmitida. É só clicar e acompanhar.

Clique aqui para ler o requerimento de convocação da audiência pública, requerida pelo presidente da CFT, deputado Cláudio Puty (PT-PA) e pelo relator do projeto, Rui Costa (PT-BA).

Clique aqui
para ler a íntegra do PDCnº 214/2011, de Berzoini.

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E nesta terça, Brasília fervilhará também com a Marcha das Margaridas.

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