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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Artigo: meio ambiente e saúde do trabalhador. Um mundo sustentável é possível!

O artigo a seguir é uma contribuição do companheiro Manoel Gomes de Sousa, bancário, professor, especialista em Saúde do Trabalhador e diretor não-liberado da FETEC-CN. Integrante da Articulação Bancária Pará (Artban). Aproveitamos para parabenizar o companheiro, que está aniversariando hoje. Parabéns, Manolo!

Meio ambiente e saúde do trabalhador: um mundo sustentável é possível!

Por Manoel Gomes de Sousa. (*)
Manoel Gomes, oManolo e sua companheira, Nazaré.

As vésperas da Conferência Rio+20 teve início em todo Brasil, no último dia 04, a Semana do Meio Ambiente. Trata-se de um momento privilegiado para que órgãos e comunidades se mobilizem para falar, discutir e refletir sobre a relação e conexão de homens e mulheres com as questões socioambientais.

Dentre as comemorações dessa semana está o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado no dia 05 de junho. Esta data foi criada pela Assembleia Geral das nações Unidas no ano de 1972, marcando a abertura da Conferência de Estocolmo sobre Ambiente Humano. A data tem como missão, chamar a atenção e promover a ação política de povos e países no sentido de que cresçam a conscientização e a preservação ambiental, bem como, mostrar o lado humano das questões ambientais, que requerem ações voltadas para educação e capacitação das pessoas para que se tornem, efetivamente, agentes de transformação e promoção da importância que deve ser dada para que todas as nações e povos possam ter um futuro mais seguro e mais próspero.

A NECESSIDADE DE UMA ECONOMIA VERDE

O ano de 2007 marca o início de uma crise financeira mundial. Tal crise, segundo diversos economistas, pode ser considerada como a pior crise financeira desde a Grande Depressão de 1929.

Um dos aprendizados que podemos tirar dessa experiência é que urge a necessidade de uma nova
forma de gestão da economia. A nova Economia Verde é, portanto, uma alternativa apropriada e
uma maneira mais sustentável de fazer negócios.

A Economia Verde pode ser descrita como resultante de uma melhor qualidade de vidahumana e equidade social, o que significa uma efetiva redução de riscos ambientais e escassez ecológica. Simplificando, uma economia verde funciona como uma ferramenta de baixa emissão de carbono, eficiência de recursos e inclusão social.

A Iniciativa Economia Verde, liderada pelo PNUMA, foi lançada no fim de 2008. A partir de análises e apoio político que reforçam a necessidade de investimento em setores verdes e no esverdeamento de setores que não são ambientalmente saudáveis, essa iniciativa utiliza um mecanismo de trabalho prático e abrangente.

As discussões que têm balizado a estruturação de uma “economia verde” requerem um compromisso da sociedade mundial com a preservação do ambiente para as gerações futuras, a partir de uma prática equitativa e inclusiva para todas as pessoas em todos os países. O resultado esperado tem como perspectiva um progresso pautado pela geração de “empregos verdes”, de unidades industriais mais “verdes”, enquanto elementos chaves na persecução de um desenvolvimento econômico e social sustentável do ponto de vista ambiental. Para tanto, a inclusão social, o desenvolvimento social e a proteção ambiental devem estar intimamente ligados a locais de trabalho mais seguros e saudáveis e a um trabalho digno para todos.

MEIO AMBIENTE E SAÚDE DO TRABALHADOR

Trabalhador e meio ambiente pós Revolução Industrial não são mais os mesmos. As transformações tecnológicas trouxeram muitos benefícios, no entanto os danos causados tanto à saúde do trabalhador como ao meio ambiente são extremamente graves. Portanto, a relação Saúde do Trabalhador e a Saúde Ambiental são estreitas e precisam ser tratadas no mesmo campo.

O então sistema de produção em massa, sustentado por uma economia baseada no consumismo, que degrada a saúde do trabalhador e o meio ambiente se depara com um cenário cada vez mais competitivo. O desafio posto exige que as empresas produzam mais e melhor. Paralelo a essa necessidade, surge outro desafio que se sobrepõe a pura necessidade do aumento da produção.

É necessário que se produza a partir de uma ótica permanentemente sustentável, portanto urge que empreendedores e profissionais desenvolvam habilidades voltadas para estruturação de um processo econômico que permita a sua permanência, observe prazos e qualidade adequados, possibilitando àsempresas um desenvolvimento pleno sem passivos ao trabalhador e ao meio ambiente.

Responsabilidade socioambiental é a via a ser seguida rumo a sustentabilidade empresarial,o que exige a observação de uma produção ecologicamente correta, economicamente viável, socialmente justa, e, que respeite a diversidade cultural. Este será o diferencial no mercado naquilo que se refere a produtos e serviços, cuja referência e princípios estão pautados por uma Economia Verde.

(*) Manoel Gomes de Sousa é bancário do Santander, Diretor da FETEC/CN- Federação dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito do Centro Norte; Técnico de Segurança no Trabalho, foi Chefe da Divisão de Saúde do Trabalhador da Secretaria de Saúde do Pará no período de 2007/2010. Tem bacharelado e licenciatura em Ciências Sociais pela Universidade da Amazônia.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Dia 2 é a Conferência Estadual dos Bancários e Bancárias do Pará. Começou a campanha 2012!

É dia 2 de junho, no hotel Regente, em Belém, a  Conferência Estadual dos Bancários e Bancárias do Pará. O 1º passo foi a eleição dos delegados sindicais e dia 26, em Marabá e Santarém, as pré-conferências daqueles municípios. 

No dia 2, a categoria sinaliza sobre quais as prioridades para a campanha nacional. E tudo será fechado em Curitiba-PR, dias 19 e 20 de julho, quando acontece a Conferência Nacional do Ramo Financeiro.

Portanto, vamos participar e construir coletivamente as lutas e vitórias da nossa categoria! Começa pela participação na conferência estadual. Inscreva-se clicando aqui.

Delegadas e delegados eleitos na pré-conferência de Marabá. Ao centro, a  diretora do Seeb-Pa que coordena a região sul/sudeste, Heidiany Katrine Moreno, com os diretores Sandro e Segundo.
A mesa dos trabalhos da pré-conferência de Marabá.
Se ligue nas datas da organização da luta:

  • Dia 2, a Conferência Estadual. Faça a inscrição no site dos Bancários Pará.
  • Dia 3, o encontro dos bancos BB e Caixa, para eleger delegados ao Congressos dos BB e Caixa que ocorrem em SP dias 15, 16 e 17 de junho.
  •  Dia 23 - Encontro do Banpará
  •  Dia 30 - Encontro do BASA.


No ar, a consulta sobre o que quer a categoria nesta campanha 2012
 O Seeb-SP já colocou no ar a consulta sobre as prioridades para a categoria. Clique e opine.

E amanhã, 31 de maio, tem GT-PCS do Banpará

O GT-PCS do Banpará fará a segunda reunião neste 31 de maio. O Grupo de Trabalho é paritário e vai apresentar uma proposta para promoção por mérito.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Eu quero tchu tcha tcha tchu tchu tcha... É muito bom ganhar!!Deu chapa 6 na PREVI, meu povo!!!!!

A orientação da ContrafCUT de voto na chapa 6 foi seguida país afora e deu... chapa 6!

Parabéns, companheiro Marcel e toda a chapa eleita democraticamente. Marcel Barros até abril era o secretário geral da ContrafCUT. Parabéns, Marcel, Zanon, toda a chapa eleita e boa sorte na nova tarefa!!

Valeu, Articulação Bancária!

Ganhamos na FUNCEF, no Seeb-Rio,no Seeb-Pernambuco. É muuuito bom ganhar!

A chapa eleita da PREVI. Posse é dia 1º para um mandato de quatro anos.

E esta vai para a galera que votou na chapa 6, pra quem apoiou, fez marketing de guerrilha e agora pode se esbaldar com esta bela vitória:


A informação no sítio da Anabb:

terça-feira,  29/05/2012 - 18h40m
Chapa 6 vence as Eleições Previ 2012
Com 24.935 votos a Chapa 6 - Unidade na Previ vence as eleições da Previ 2012. Os participantes votaram em candidatos para os cargos de diretor de Seguridade, conselheiros deliberativos, conselheiros fiscais, conselheiros consultivos do Plano de Benefícios 1 e conselheiros consultivos do Plano de Benefícios Previ Futuro.


Nas Eleições da Previ deste ano, a ANABB promoveu uma série de ações para tornar o processo mais democrático e transparente possível. A associação entrevistou os candidatos ao cargo de diretor de Seguridade e promoveu um debate ao vivo, na sede da entidade, com transmissão ao vivo pelo site da entidade. Os candidatos responderam a perguntas sobre a Previ, Superávit, BET, Planos de benefícios, entre outros assuntos enviados pelos próprios associados.


Tanto as entrevistas quanto o debate foram disponibilizadas no site da ANABB para que os associados pudessem assistir, a qualquer momento, as propostas de cada chapa. Os debates inclusive foram muito elogiados, pelos próprios participantes, que destacaram a importância do espaço para que todos pudessem expor o que pensam sobre os assuntos referentes ao Fundo de Previdência.
Resultados

votantes
aposentados
ativa
Total
chapa 1
7762
16518
24280
chapa 2
8965
6415
15380
chapa 3
882
8589
9471
chapa 4
427
8530
8957
chapa 5
6058
3729
9787
chapa 6
6083
18852
24935
brancos
185
6927
7112
nulos
283
10655
10938
total
30645
80215
110860

A ANABB parabeniza e agradece aos integrantes de todas as chapas que contribuíram para uma disputa democrática e transparente em prol da Previ. A Associação deseja aos eleitos sucesso e que atendam aos anseios dos participantes.

Conheça a composição da chapa vencedora:

Diretor de Seguridade: Marcel Barros
Conselheiro Deliberativo Titular: Rafael Zanon
Conselheiro Deliberativo Titular: Haroldo do Rosário Vieira
Conselheiro Deliberativo Suplentes: José Ulisses de Oliveira
Conselheiro Deliberativo Suplentes: José Souza de Jesus
Conselheiro Fiscal Titular: Odali Dias Cardoso
Conselheiro Fiscal Suplente: Diusa Alves de Almeida
Conselheiro Consultivo Plano de Benefícios 1 – Titular:Waldenor Moreira Borges
Conselheiro Consultivo Plano de Benefícios 1 – Suplente: Luiz Alarcão
Conselheiro Consultivo Previ Futuro – Titular: Deborah Negrão de Campos
Conselheiro Consultivo Previ Futuro – Suplente: Vênica Ângelos de Melo
Fonte: Agência ANABB

sexta-feira, 25 de maio de 2012

11º CECUT Pará aponta a necessidade urgente de uma Conferência Nacional do Sistema Financeiro. Vamos pautar a banqueirada!

No 11º CECUT-Pará, grupo 1 debate outra política econômica e a necessidade de disputar a concepção de desenvolvimento sustentável.

Vera Paoloni, Carmen Foro e Cristiane Aleixo: bancárias e dirigente nacional da CUT unidas na luta para avançar a classe trabalhadora.

Cristiane Aleixo, diretora de Relações Sindicais do Sindicato dos Bancários do Pará e delegada ao 11º CECUT-Pará, numa pose para o Arte Bancária.

Grupo 1 debatendo a consolidação de um Estado democratizado e um novo padrão de desenvolvimento.


Após o almoço, pausa para a música e o tecladista toca e canta "Ex my love", cantada por Gaby Amarantos. Ao lado, Valdir,sindicalista urbanitário e dirigente da CUT-Pará.
No segundo dia do 11º CECUT - Congresso Estadual da CUT-Pará, os debates em grupo forma bem intensos e propositivos no tópico  "Por uma outra política econômica", com a proposta de se encaminar a viabilização de uma Conferência Nacional do Sistema Financeiro que aponte a necessidade urgente de regulamentar o sistema financeiro, com as contrapartidas sociais nos empréstimos públicos e nos fundos sociais.

O tema tomou boa parte das discussões, com muitos relatos de delegadas e delegados ao CECUT sobre a falta de estrutura dos bancos, a falta de segurança, a terceirização e a ausência de bancos em muitos municípios paraenses, além da burocratização no acesso ao crédito.

O grupo fez uma emenda aditiva ao texto-base indicando a necessidade de bancarização dos municípios que não têm bancos, com segurança, pessoal, estrutura e crédito de fácil acesso. E que seja exigido o mesmo tratamento tanto de bancos públicos, como de bancos privados.

O grupo 1 apontou também que a CUT reafirme ser contrária às PPP's - Parcerias Público-Privadas, concessões, privatizações e terceirizações. Reforma agrária, fim da impunidade, não à violência também entraram nas discussões.

Hoje à tardinha, tem o relato dos grupos e a plenária. Amanhã, incrição de chapas e eleição da nova direção.

Pela Articulação Bancária Pará são delegadas e delegados ao 11º CECUT; Alan Rodrigues, Cris Aleixo, Heládia Carvalho, Sérgio Trindade e Vera Paoloni.

terça-feira, 22 de maio de 2012

A semana é boa: eleições PREVI, PCS Banpará, reunião do Comando, defesa do BASA, CECUT...


Semana boa, com muitas atividades.

  • PCS e CRT no Banpará - Hoje tem reuniões dos comitês do GT-PCS e CRT- Comitê de Relações Trabalhistas. O do PCS é às 14 h e do CRT, às 16 horas. Participam do GT-PCS: Kátia Furtado, Odinéa Gonçalves, Érica Fabíola e Vera Paoloni. E do CRT: Heidiany Katrine Moreno, Odinéa, Érica Fabíola e Salete Gomes. Informes logo depois.
  •  Reunião do Comando hoje e amanhã - Comando nacional está reunido hoje e amanhã em São Paulo, traçando as estratégias desta campanha nacional. Serginho Trindade está lá.
  • CECUT começa dia 24 - Na próxima quinta, a partir das 14 horas, no Sagrada Família, em Ananindeua, abertura do 11º Congresso Estadual da CUT Pará- CECUT. Estaremos lá, para avançar a unidaee da classe trabalhadora!
  • Fortalecer o BASA, debate dia 24 - Deputado Cláudio Puty (PT-Pa) solicitou ao governo federal R$ 4 bi de capitalização ao Banco da Amazônia, para que se adeque aos termos da MP 564. Debate ocorrerá na Faepa dia 24, às 18 h.
  • Chapa 6 na PREVI - Até dia 29, a  eleição na PREVI e a indicação da ContrafCUT, FETEC-CN, Sindicatos e do Arte Bancária é na chapa 6, encabeçada pelo companheiro Marcel Barros.
  • Parabéns ao Seeb-Pernambuco! - Nosso abraço de parabéns aos compas do Sindicato dos Bancários que venceram eleições com 83,5% dos votos, rececendo das urnas a consagração de uma ótima, valente e vitoriosa gestão. Abraço carinhoso e especial às mulheres do Seeb-Pe!
Jaqueline Mello, Suzi Suzineide Medeiros e Sandra Trajano: mulherada boa e de luta do Seeb-PE!

sábado, 21 de abril de 2012

É preciso transparência na divulgação do que efetivamente reduziu de taxas de juros nos bancos

A redução da taxa de juros joga R$ 10 bilhões na economia.

Pra nós, da Articulação Bancária, há três pontos a observar na queda de juros nos bancos:

1º) exigir de todos os bancos, públicos e privados, transparência na divulgação das taxas de juros praticadas antes e depois da redução, em cada linha de crédito, senão o banco diz que baixou a taxa, isso só acontece em algumas faixas e vira só peça de marketing sem ser a realidade;

2º) que haja orientação de que o crédito seja prioritariamente para a produção e não só para o consumo. Por exemplo, investir na economia solidária, em pequenos negócios;

3º) que se aumente a oferta de crédito, que hoje é 49% do PIB e nos países desenvolvidos chega ser o dobro.


Carlos Cordeiro, ContrafCUT
É o que nós, do movimento sindical cutista do ramo financeiro estamos reivindicando e que o presidente da ContrafCUT, Carlos Cordeiro (Carlão) fala no site da nossa Confederação. 

Como diz Carlão, "a estratégia do governo de usar os bancos públicos para forçar o sistema financeiro a baixar os juros e o spread bancário, que era uma reivindicação do movimento sindical, foi acertada e já surtiu os primeiros efeitos. Mas a diminuição feita, sobretudo, pelos bancos privados ainda é muito pequena, nebulosa e restrita, não atingindo todas as modalidades de crédito. A queda nos juros precisa ser ampla, transparente e não pode ser uma jogada de marketing diante da pressão do governo e da sociedade".

Aproveitando o embalo do assunto, o Arte Bancária recomenda a leitura integral da excelente entrevista que o presidente nacional da CUT, Artur Henrique concedeu à revista Teoria e Debate.

Artur Henrique faz uma ótima análise da conjuntura, a quebradeira na Europa, na Grécia e como isso pode nos atingir. Também, por que é fundamental ter uma agenda sindical unificada e atuante para pressionar o governo a avançar na construção do trabalho decente e no combate à terceirização, às privatizações e à intensa rotatividade.

É uma leitura imperdível. Com todos os pingos no iis.

Teoria e Debate - Há uma crítica à política econômica do governo em relação à taxa de juros básica, baixada recentemente a um dígito. Qual é a proposta?
Artur Henrique, CUT Nacional
Artur Henrique  - É fundamental continuar esse processo de redução da Selic, mas isso só não basta. O grande problema é que tanto pessoas jurídicas quanto físicas estão pagando uma taxa de juro bancária altamente prejudicial à produção e ao consumo. Se comprarem um produto e financiá-lo com cheque especial, pagam até 40% de juro ao mês. Se comprarem com cartão de crédito, pagam 240% ao ano. Talvez isso explique os lucros estratosféricos do sistema financeiro.
Queremos discutir o papel dos bancos públicos. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal têm de reduzir a taxa, o chamado spread bancário. Esses bancos não podem atuar para ser lucrativos e comerciais, como o Itaú e o Bradesco. Devem ter a função social de um banco público, que concede empréstimos para programas como o Minha Casa, Minha Vida, ou todo financiamento de políticas públicas e sociais.
Teoria e Debate - Empréstimo consignado, por exemplo.


Artur Henrique - Mesmo o empréstimo consignado chegou a ter juro a 22%. Quando o Marinho era o presidente da CUT, chamamos uma reunião com os bancos justamente para reduzir a taxa de juro do consignado.

Os bancos alegavam que o spread era caro porque havia risco de inadimplência. Nós propusemos fazer empréstimo consignado na folha de pagamentos, limitado a 30% da renda. Não havia risco. Em um primeiro momento, baixou o juro do crédito consignado.
Esse esforço no sentido de reduzir o spread bancário é essencial, e para isso é preciso ter medidas governamentais fortes, como fazer com que o BB e a CEF tenham um papel mais ativo.

O Brasil, diferentemente dos outros países, tem depósito compulsório. O Banco Central retém uma parte dos recursos dos bancos. Por que não ter um instrumento de política monetária em que seja liberado dinheiro para bancos que tenham crédito mais baixo para aplicar na produção? Assim teríamos um juro menor, mais dinheiro no mercado, para bancos que se comprometerem com investimento de longo prazo, em infraestrutura.

A CUT está propondo chamar uma conferência nacional do sistema financeiro, com todos os atores, para debater o papel dos bancos privados e públicos, dos fundos de pensão, dos fundos de investimento, como o FGTS e o FAT. Tem banco que faz campanha dizendo que tem responsabilidade social porque planta meia dúzia de árvores ou constrói uma creche. Queremos discutir se o Brasil quer ser a sexta potência do mundo, como se desenvolve do ponto de vista sustentável, com melhor distribuição de renda, com valorização do trabalho, inclusão social.

O banco tem de ter um papel na sociedade. O único que empresta a longo prazo hoje é o BNDES. E faz isso, na minha opinião, com uma visão que também precisa ser rediscutida, porque empresta para grandes empresas brasileiras se tornarem internacionais. Queremos debater com o governo o papel de micro e pequenas empresas, economia solidária, que têm enorme importância do ponto de vista da economia real. O Banco do Nordeste Brasileiro fez no último ano cerca de R$ 11 bilhões de empréstimos para a economia solidária; 80% para mulheres donas do próprio negócio.

Um micro e pequeno empresário,  para investir, se implantar no Brasil ou ampliar seus negócios, enfrenta as regras de empréstimo draconianas.


Clique aqui e leia toda a entrevista de Artur Henrique à Teoria e Debate.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Articulação Bancária traça estratégia de disputa dos rumos do Brasil. Banpará:eleição dia 10. BASA descumpre lei.

Toques Artban:
* Eleições Banpará Amanhã, dia 10, acontece a eleição aos Comitês do Banpará: Comitê do PCS, Comitê de Relações Trabalhistas (CRT) e Comitê de Segurança. A eleição deveria ter sido dia 3, mas problemas técnicos foi adiada para amanhã, dia 10.  O bancário vota pela intranet d banco e em cada comitê, a votação é em 3 candidatos. As companheiras funcionárias do Banpará e integrantes da Articulação Bancária Pará (Artban Pa), Vera Paoloni e Heidiany Katrine Moreno concorrem a vagas nos comitês. Vera concorre aos comitês de PCS e Segurança e Heidiany concorre aos comitês CRT e Segurança. Saiba quem são todos os candidatos clicando aqui. A posse é dia 14.
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* BASA descumpre a lei - Por força da lei 12.353 sancionada pelo então presidente Lula em 28.dez.2010, haverá eleição direta nos conselhos de administração das empresas p´publicas, aí incluso o banco da Amazônia. O parágrafo 1º do art 2º da lei é claríssimo: § 1o  O representante dos trabalhadores será escolhido dentre os empregados ativos da empresa pública ou sociedade de economia mista, pelo voto direto de seus pares, em eleição organizada pela empresa em conjunto com as entidades sindicais que os representem.


Pois bem: o Banco da Amazônia apresentou uma proposta de regulamento que não foi construída em conjunto com as entidades sindicais e que exclui os cedidos, empregados que estão na ativa, mas à disposição de outras entidades. Portanto, a proposta é excludente, fere a lei e não ter construção conjunta mostra o viés antidmeocrático. O companheiro Romulo Weyl, que integra a Comissão Eleitoral indicado pela ContrafCUT vai registrar o protesto pelas medidas antidemocráticas e que ferem a lei.
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* Articulação bancária debate rumos do movimento sindical  - Dia 6, houve em São Paulo o I Encontro Nacional de Mulheres da Articulaçãa Bancária, com excelentes debates sobre quotas e também a necessidade de se estimular a visibilidade das mulheres nos cargos de direção do movimento sindical bancário, com o recorte de gênero, raça, cor e cultura. E sempre com debates solidários e generosos, inclusivos. Além de Cristiane Aleixo, Vera Paoloni e Heidiany Katrine Moreno, compareceram aos debates sobre mulheres os companheiros Serginho Trindade e Marco Aurélio. Parabéns à ContrafCUT e à companheira Deise Recoaro pela coordenação do evento.
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Já dias 7 e 8, houve a Conferência Nacional da Articulação Bancária com ótimas contribuições acerca da disputa da sociedade nos rumos do país. O ambiente é favorável mas precisa ser fortemente disputado pela classe trabalhadora, a partir de grandes temas  como trabalho decente,reforma tributária, comunicação, qual o modelo de sistema financeiro que queremos, sustentabilidade, meio ambiente. A Conferência é preparatória ao Congresso da ContrafCUT e no dia 15 de março, em Belém do Pará, acontece o pré-congresso da ContrafCUT para toda a base da Fetec- CN. Antecedendo esse encontro, nos dias 13 e 14 haverá assembleia da FETEC-CN em Belém do Pará.

Não deixe de ler mais abaixo texto publicado no site da ContrafCUT sobre a necessidade do movimento sindical ter estratégia para disputar os rumos do Brasil.Trecho do texto: O momento no Brasil é favorável para se colocar  valores como cooperação, igualdade e solidariedade para estruturar as transformações sociais. 

 Carlão e Deise Recoaro, pte e diretora da ContrafCUT no I Encontro Nacional de Mulheres da Articulação Bancária, ocorrido em SP, auditório da Contraf, a 6 de fevereiro.
 Serginho Trindade, do Seeb-Pa e Artban Pará faz sua saudação na plenária das mulheres.
 Cris Aleixo (Seeb-Pa e Artban PA), Iaci Torres (presidenta Seb Campo Grande) e Mazé, sec. Educação Osasco, na mesa que coordenou o debate sobre PARIDADE na plenária nac das mulheres da Artban.
 Plenária nacional da Articulação Bancária Nacional: debatendo rumos do movimento para disputar a sociedade com propostas que contemplem o interesse da clase trabalhadora. Baita e bom desafio para nós do ramo financeiro.
 Durante a plenária nacional da Articulação Bancária, em Sampa, Heidiany Katrine Moreno (Seeb-Pa e Artban PA) convoca o movimento sindical bancário a fazer a defesa do Banpará da ameaça patente de privatização.
 Também participante da plenária nacional da articulação Bancária, Marco Aurélio Vaz dos Remédios (Seeb-Pa e Artban PA) fala sobre a brutal terceirização no Banco da Amazônia e a necessidade urgente de se resgatar o papel do banco e também os direitos dos trabalhadores.
 Parte da plenária nacional da articulação bancária, em Sampa.
 Juvandia, presidenta do Seeb-SP (Artban SP) durante a plenária.
Cristiane Aleixo (Seeb-Pa e Artban PA) faz defesa veemente da necessidade de se deslanchar uma política para a juventude bancária, visando atração e inclusão da mulher bancária jovem ao movimento sindical do ramo financeiro.
Cris Aleixo, Vera Paoloni, Marco Aurélio e Heidiany Katrine durante a plenária nacional da Articulação Bancária, em Sampa. Compa Vera Paoloni pautou na conferência a necessidade de se aprofundar o debate sobre sustentabilidade, meio ambiente e papel dos bancos na concessão,quantidade e qualidade do crédito. Também fortalecimento do Banpará e Banco da Amazônia como efetivos instrumentos de crédito e desenvolvimento do Pará e da Amazônia.



O texto da ContrafCUT:
Movimento sindical precisa ter estratégia para disputar os rumos do Brasil
Ao contrário da maioria dos países desenvolvidos, que estão sendo trucidados pela segunda maior crise na história do capitalismo, o Brasil vive um momento privilegiado inédito e passa por um grande processo de transformação, cujo desfecho está em aberto. Esse processo, no entanto, não vai durar muito tempo, o que torna imperativo que os movimentos sociais, principalmente os sindicatos, compreendam o que está acontecendo e desenvolvam uma estratégia para atuar incisivamente nessa conjuntura favorável e disputar os rumos do país. Caso contrário, as transformações serão conduzidas e beneficiarão apenas o capital.

Essa é a análise de conjuntura do economista Clemente Ganz Lúcio, diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), feita em palestra que proferiu nesta quinta-feira (2), durante reunião da Direção Nacional da Contraf-CUT, realizada no auditório da entidade, em São Paulo.

"Vivemos momento absolutamente favorável"


"Estamos vivendo um momento inesperado, absolutamente favorável, que não era para estar acontecendo", brincou o economista ao fazer uma comparação entre o Brasil da década de 1990 e o do início do século 21. "Naquela época, quando o capital comemorava a vitória derradeira do neoliberalismo, nosso time jogava inteiro na retranca. Os trabalhadores vinham num processo de perdas e resistiam para não serem aniquilados. O desemprego chegou a 22% em São Paulo, 30% em Salvador, o salário mínimo equivalia a 50 dólares. Chegamos a fazer campanha para elevar o mínimo a 100 dólares", lembrou Clemente. 

A ideia dominante era de que aumentar o salário mínimo levaria à explosão da inflação, do desemprego e da informalidade. "Essa crença dos neoliberais dominou o ambiente econômico e político do país por 15 anos."

Na década de 90, ironizou o economista do Dieese, "uma unha encravada na Rússia infeccionava a perna toda do Brasil e lá vinha o FMI emprestar dinheiro e dizer o que tínhamos de fazer. Exatamente o que está fazendo agora com a Europa".
"Estamos reduzindo a desigualdade" 
Hoje, enquanto os EUA, a Europa e o Japão são duramente atingidos pela crise econômica, que já completa quatro anos e meio, em que os trabalhadores perdem direitos e a desigualdade aumenta, o Brasil vive um momento oposto. 

"Mudamos o jogo. Estamos reduzindo a desigualdade a uma grande velocidade. Fizemos em cinco anos agora o que no passado demorava duas décadas. O país criou quase dois milhões de emprego em 2011. O salário mínimo hoje é de 300 dólares. E essa inclusão está se dando pelo trabalho, o que era impensável há pouco tempo atrás", declarou Clemente. 

Para o diretor-técnico do Dieese, esse "processo de transformação intensa, que dá ao Brasil uma situação privilegiada", se deve à conjunção de três fatores: 


1. Uma situação demográfica favorável, formada por uma população com grande maioria de jovens com capacidade produtiva.


2. As mudanças na estratégia do governo federal, que recolocou o desenvolvimentismo na agenda econômica e política do país.


3. Um desenvolvimento orientado pela ação do Estado. "Recuperamos a ideia de que o Estado tem papel relevante a desempenhar. Esse debate já estava perdido para os neoliberais e hoje até o Fukuyama reconhece esse fato", lembrou Clemente.

"Se caminharmos mais 20 anos assim, teremos uma extraordinária possibilidade de fazer uma grande transformação econômica, social e política no Brasil, dentro da democracia, equivalente ao que a Europa fez com o Estado de bem-estar social", acredita o economista do Dieese. 

"Estamos preparados para conduzir essas transformações?"

Ele considera que é única a oportunidade que o país reúne atualmente para se desenvolver com inclusão social e distribuição de renda. Dentro de duas décadas, na avaliação do economista, o Brasil perderá a força demográfica favorável, com o progressivo envelhecimento da população. E as outras transformações dependerão da capacidade de intervenção dos movimentos sociais, particularmente do movimento sindical. 

"Mas os movimentos sociais estão preparados e têm estratégia para intervir nessas transformações?", questionou Clemente. Ele demonstrou ceticismo sobre a capacidade de o movimento sindical cumprir esse papel imprescindível, sobretudo se não mudar sua visão e atuação estreitamente corporativa.


"A classe trabalhadora é mais que a soma das categorias"

"A mudança em curso exige que pensemos como classe trabalhadora. Mas classe trabalhadora não é a soma das categorias profissionais. É muito mais que isso. É o momento de a classe trabalhadora conduzir esse processo de transformação. Mas para isso ela precisa sair da defesa e desenvolver uma estratégia de transformação, com propostas concretas para as mudanças em andamento", provocou o diretor-técnico do Dieese. 

Na sua opinião, isso significa disputar com propostas que contemplem a visão e os interesses dos trabalhadores todos os debates relevantes que definirão o Brasil do futuro, das questões trabalhistas ao modelo de desenvolvimento, passando pela educação, saúde, meio ambiente, reforma tributária, reforma política, regulamentação do sistema financeiro etc..

"Essa disputa que temos hoje, com tantas variáveis a nosso favor, não tínhamos há dez anos. Mas precisamos de dirigentes capazes de conduzir esse processo de transformações. Esse é o nosso desafio", alertou Clemente.

"Mudança na democracia exige acordos sociais"

Para ele, "o movimento sindical precisa sair da retranca, onde muitos ainda se encontram, e mudar a estratégia para avançar. A mudança na democracia exige pactuação de acordos sociais. O conflito entre capital e trabalho não vai acabar, mas podemos colocá-lo num outro patamar", apontou.

"O ambiente é favorável, não podemos perder essa oportunidade inédita e precisamos colocar valores como cooperação, igualdade e solidariedade para estruturar as transformações sociais", concluiu o diretor-técnico do Dieese.

Fonte: Contraf-CUT, com base na palestra feita por  Clemente Ganz Lúcio, diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
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