segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Banco da Amazônia completa 35 dias em greve
Hoje a greve no banco da Amazônia completa 35 dias e é a maior greve no banco até aqui. O julgamento do dissídio deve acontecer nesta semana ou no início da próxima, pois o judiciário só retorna ao trabalho no dia 3.
O Sindicato dos Bancários do Pará inaugurou um canal de vídeos no you tube e aqui no Arte Bancária um dos 3 vídeos já postados e que se referem ao 31º dia de greve no BASA. Assista e se mantenha firme na greve até o julgamento do dissídio. Acompanhe o processo clicando aqui.
sábado, 29 de outubro de 2011
Somos todas Lula!!!
A manhã deste sábado ficou nublada quando soubemos da notícia que o presidente Lula está com câncer na laringe. Pegou todo mundo de surpresa, muitas de nós não seguramos o choro e imediatamente a reação em forma de reza, de prece, de corrente de oração pelo amigo, irmão e companheiro que resgatou a esperança, levantou a autoestima do povo brasileiro.
Lula vai começar na próxima segunda o tratamento de quimioterapia e radioterapia. Está descartado cirurgia, o que é uma boa notícia. Médicos que se revezaram em entrevistas o dia todo asseguram que há 90% de chances. Nós acreditams que há 100% de chance de cura.
Lula sempre remou contra a correnteza e venceu. É um guerreiro e vai superar mais esse grande obstáculo.
O sentimento que une o Brasil é que Lula rapidamente fique bom. Carinho, fé e preces se misturam à imensa corrente do bem por Lula, um igual a cada um de nós.
Somos todas Lula!
Leia também:
Força, Lula!
A voz do Brasil que nunca teve voz
Somos todos Lula, dizia a charge do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, em 1980, durante a prisão de Lula e diretores do Sindicato. Hoje, o sentimento é o mesmo.
Nas greves do ABC comandadas pelo então sindicalista Lula, a presença da bandeira brasileira e as mãos da resistência erguidas.(fotos do livro Imagens da Luta 1905-1985, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC)
Lula e seu povo: emoção, carinho e fé, sempre.
Ouça a bela música Lula, o nome da PAZ! Na voz de Gaby Amarantos
No blog pessoal da editora do Arte Bancária, Vera Paoloni, sob o título Lula, em nome da Paz
'Tou muito emocionada, coração gitito e em casa, no prédio em que moro já começou desde manhã uma linda corrente de carinho e oração pelo amado Lula. O sentimento de amor e fé que une o Brasil teimoso. Todo mundo em prece pelo companheiro que ajudou milhões de brasileiros e brasileiras e voltarem a acreditar no país e na esperança. #ForçaLULA
E a letra da bela música
Se você pensa que já vai embora
Nem se avexe, eu não vou deixar
Em Garanhuns, se aprende nessa hora
É na partida que a gente chora
Pela alegria de poder voltar
Você é mais que um bom brasileiro
Pro mundo inteiro você é bem mais
Você é o cara, assim falou o Obama
É a voz que clama por justiça e paz
Para sempre Lula
O Brasil é Lula
Nunca mais a fome em qualquer Nação
Somos todos Lula
No mundo inteiro, Lula
Assim nasce a paz em todo coração.
(Esta bela canção foi cantada por Gaby Amarantos em Belém do Pará, no último comício da campanha Dilma - Ana Júlia, no ano passado, numa noite emocionante, final de setembro de 2010. Homenagem da Link Propaganda. Letra e música Theo. A indicação de Lula ao Nobel da Paz).
Lula vai começar na próxima segunda o tratamento de quimioterapia e radioterapia. Está descartado cirurgia, o que é uma boa notícia. Médicos que se revezaram em entrevistas o dia todo asseguram que há 90% de chances. Nós acreditams que há 100% de chance de cura.
Lula sempre remou contra a correnteza e venceu. É um guerreiro e vai superar mais esse grande obstáculo.
O sentimento que une o Brasil é que Lula rapidamente fique bom. Carinho, fé e preces se misturam à imensa corrente do bem por Lula, um igual a cada um de nós.
Somos todas Lula!
Leia também:
Força, Lula!
A voz do Brasil que nunca teve voz
Somos todos Lula, dizia a charge do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, em 1980, durante a prisão de Lula e diretores do Sindicato. Hoje, o sentimento é o mesmo.
Nas greves do ABC comandadas pelo então sindicalista Lula, a presença da bandeira brasileira e as mãos da resistência erguidas.(fotos do livro Imagens da Luta 1905-1985, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC)
Lula e seu povo: emoção, carinho e fé, sempre.
Ouça a bela música Lula, o nome da PAZ! Na voz de Gaby Amarantos
No blog pessoal da editora do Arte Bancária, Vera Paoloni, sob o título Lula, em nome da Paz
'Tou muito emocionada, coração gitito e em casa, no prédio em que moro já começou desde manhã uma linda corrente de carinho e oração pelo amado Lula. O sentimento de amor e fé que une o Brasil teimoso. Todo mundo em prece pelo companheiro que ajudou milhões de brasileiros e brasileiras e voltarem a acreditar no país e na esperança. #ForçaLULA
E a letra da bela música
Se você pensa que já vai embora
Nem se avexe, eu não vou deixar
Em Garanhuns, se aprende nessa hora
É na partida que a gente chora
Pela alegria de poder voltar
Você é mais que um bom brasileiro
Pro mundo inteiro você é bem mais
Você é o cara, assim falou o Obama
É a voz que clama por justiça e paz
Para sempre Lula
O Brasil é Lula
Nunca mais a fome em qualquer Nação
Somos todos Lula
No mundo inteiro, Lula
Assim nasce a paz em todo coração.
(Esta bela canção foi cantada por Gaby Amarantos em Belém do Pará, no último comício da campanha Dilma - Ana Júlia, no ano passado, numa noite emocionante, final de setembro de 2010. Homenagem da Link Propaganda. Letra e música Theo. A indicação de Lula ao Nobel da Paz).
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Sem conciliação no TST, dissídio do BASA vai a julgamento. Categoria continua firme na greve
Acabou há pouco, em Brasília, a audiência de conciliação do dissídio ajuizado pelo banco da Amazônia entre o Tribunal Superior do Trabalho (TST). Mantendo a mesma intransigência, o BASA não alterou a proposta e acabou sem acordo a audiência.
O Banco da Amazônia, na pessoa do diretor Antonio Carlos, apresentou a mesma proposta já antecipada na ação do dissídio e a única novidade seria um estudo para avaliar reembolso no plano de saúde. A COntraf-CUT propôs implementar (ao invés de avaliar) e o banco não aceitou. Mantido o impasse, acaba a conciliação e vai a julgamento, que deve ocorrer na próxima semana. O ministro relator é Fernando Eizo Ono.
A Contraf-CUT, na pessoa de seu presidente, Carlos Cordeiro, apresentou propostas, mas o Banco da Amazônia manteve o tom da intransigência, a mesma que levou um processo negocial para dissídio.
Amanhã é o 32º dia de greve no Banco da Amazônia e hoje o Sindicato dos Bancários promoveu um ato público bem diferente, cheio de humor, com distribuição de abacaxis e bananas, além de praticar o tiro ao alvo num banner com o Fora Abidias!
Leia mais detalhes aqui.
Para saber da tramitação do processo, clique aqui.
Heládia, Heidiany, Marco Aurélio, Cristiane e mais atrás, a humorista.
Quem acertasse o alvo, ganhava um abacaxi. E a distribuição de banana foi geral durante o ato público.
O Banco da Amazônia, na pessoa do diretor Antonio Carlos, apresentou a mesma proposta já antecipada na ação do dissídio e a única novidade seria um estudo para avaliar reembolso no plano de saúde. A COntraf-CUT propôs implementar (ao invés de avaliar) e o banco não aceitou. Mantido o impasse, acaba a conciliação e vai a julgamento, que deve ocorrer na próxima semana. O ministro relator é Fernando Eizo Ono.
A Contraf-CUT, na pessoa de seu presidente, Carlos Cordeiro, apresentou propostas, mas o Banco da Amazônia manteve o tom da intransigência, a mesma que levou um processo negocial para dissídio.
Amanhã é o 32º dia de greve no Banco da Amazônia e hoje o Sindicato dos Bancários promoveu um ato público bem diferente, cheio de humor, com distribuição de abacaxis e bananas, além de praticar o tiro ao alvo num banner com o Fora Abidias!
Leia mais detalhes aqui.
Para saber da tramitação do processo, clique aqui.
Heládia, Heidiany, Marco Aurélio, Cristiane e mais atrás, a humorista.
Quem acertasse o alvo, ganhava um abacaxi. E a distribuição de banana foi geral durante o ato público.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Banpará faz 50 anos. Audiência de dissídio do BASA é nesta quinta 16 h. Greve completa 30 dias
A greve do funcionalismo do Banco da Amazônia completa hoje 30 dias e cada dia mais forte. O banco ajuizou dissídio no Tribubal Superior do Trabalho - TST e a audiência é amanhã 27, às 16 horas, em Brasília. A Contraf-CUT e o Sindicato dos Bancários do Pará estarão presentes na audiência.
Banpará - Completa 50 anos o banco do estado do Pará, um dos raroz bancos que sobreviveu à metralhadora giratória de FHC para reduzir o tamanho do Estado, a partir dos bancos públicos. A mesma metralhadora por pouco não liquida ou privatiza o banco da Amazônia e só a luta e a resistência do funcionalismo, entidades sindicais e o povo amazõnico tiraram de rota essa pretensão tucana.
O Arte Bancária parabeniza o funcionalismo do Banpará que tem na genética a luta, a valentia, a generosidade. Lutamos muito, resistimos sempre e continuamos avançando na conquista de nossos direitos.
Parabéns, Banpará! Longa vida a esse patrimônio do povo paraense! E que continuem de mãos dadas a capacidade de luta e unidade dos bancários e bancárias do nosso querido Banpará!
(A foto magistral é de David Alves e foi feita no 1º dia de greve bancária este ano, a 27 de setembro).
Banpará - Completa 50 anos o banco do estado do Pará, um dos raroz bancos que sobreviveu à metralhadora giratória de FHC para reduzir o tamanho do Estado, a partir dos bancos públicos. A mesma metralhadora por pouco não liquida ou privatiza o banco da Amazônia e só a luta e a resistência do funcionalismo, entidades sindicais e o povo amazõnico tiraram de rota essa pretensão tucana.
O Arte Bancária parabeniza o funcionalismo do Banpará que tem na genética a luta, a valentia, a generosidade. Lutamos muito, resistimos sempre e continuamos avançando na conquista de nossos direitos.
Parabéns, Banpará! Longa vida a esse patrimônio do povo paraense! E que continuem de mãos dadas a capacidade de luta e unidade dos bancários e bancárias do nosso querido Banpará!
(A foto magistral é de David Alves e foi feita no 1º dia de greve bancária este ano, a 27 de setembro).
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Dissídio do BASA é nesta quinta 27, às 16 horas. Firmes na greve!
O TST - Tribunal Superior do Trabalho marcou a audiência de conciliação de dissídio, este ajuizado pelo banco da Amazônia contra a Contraf-CUT, Contec e Seeb-MA. O nº do processo é DC 7433.50.2011.5.00.000 e a audiência será nesta quinta-feira 27, às 16 horas, em Brasília.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
BASA anuncia que vai a dissídio. Greve continua forte no 28º dia
A direção do banco da Amazônia já anunciou que vai a dissídio no Tribunal Superior do Trabalho -TST e ganhou liminar para a medida autoritária do interdito proibitório que é um mecanismo jurídico para arrefecer a greve. O Sindicato dos Bancários do Pará vai recorrer amanhã contra a sentença que é um ataque ao movimento grevista.
Como a greve no banco da Amazônia é geral, não há a menor possibilidade de reduzir ou enfraquecer o movimento, por conta da decisão judicial de interdito.
Hoje à tarde, um grupo de grevistas conversou longamente com a direção do Sindicato dos Bancários e com a assessoria jurídica, verificando quais os caminhos do dissídio.
Continuamos na greve e junto com a decisão da categoria.
===
Contraf-CUT assina acordo aditivo com o BB. PLR será paga nesta segunda
Como a greve no banco da Amazônia é geral, não há a menor possibilidade de reduzir ou enfraquecer o movimento, por conta da decisão judicial de interdito.
Hoje à tarde, um grupo de grevistas conversou longamente com a direção do Sindicato dos Bancários e com a assessoria jurídica, verificando quais os caminhos do dissídio.
Continuamos na greve e junto com a decisão da categoria.
===
Contraf-CUT assina acordo aditivo com o BB. PLR será paga nesta segunda
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Força da greve arranca negociação com o BASA hoje às 10 h. Assembleia é às 18h
A direção do Banco da Amazônia agendou reunião de negociação para esta quinta-feira, às 10 horas, na Matriz do banco em Belém. A reunião acontece hoje no 24º dia de forte greve e após a ida ontem da Contraf-CUT, Fetec-CN e Sindicato dos Bancários do Pará a Brasília (DEST e Câmara dos Deputados), construindo saídas para o impasse da greve.
O Sindicato dos Bancários convoca assembleia às 18 h para avaliar a proposta a ser apresentada hoje, na reunião das 10 horas.
Vamos lá! E permaneçamos firmes na greve.
Amanhã, a assinatura da Convenção Coletiva Nacional
Contraf-CUT e Fenaban assinam o acordo nacional amanhã, sexta-feira 21, às 14h em São Paulo. A Concenção Coletiva Nacional é o fruto unitário da maior greve da categoria nso últimos 20 anos e da capacidade de coordenação do nosso Comando. Leia mais aqui.
Toda solidariedade aos aeroportuários e aos professores do Pará
Mais de 14 mil trabalhadores aeroportuários cruzam os braços por 48 horas, protestando vigorosamente contra a privatização dos aeroportos. No Pará, professores entram no 25º dia de greve sem solução à vista para o impasse.
Greve, instrumento de transformação social
O artigo é do presidente nacional da CUT, Artur Henrique, em que ele critica autoridades públicas que esqueceram seu passado grevista:
A greve é mais que um direito constitucional e um instrumento legítimo para os trabalhadores cobrarem aumentos salariais, proteção e ampliação de direitos e melhoria das condições de vida em geral.
Um movimento grevista também é um dos principais momentos para elevar a consciência crítica da população. É uma oportunidade de as pessoas se enxergarem como conjunto transformador, e por isso guarda em si potencial de catarse política, de passagem para uma experiência ativa de mudança do mundo social.
Compreendido esse potencial, entende-se porque as greves são tão hostilizadas - embora, e propositalmente, jamais de modo a apontar o verdadeiro temor – pelos patrões em geral e todo o sistema hegemônico de que dispõem.
O que não se pode entender ou mesmo aceitar é que administradores públicos das três esferas de governo, especialmente aqueles que têm origem no movimento sindical e nas lutas sociais, tentem desqualificar a greve ou coloquem-se contra o movimento como se defendessem um princípio.
Acompanhamos em greves recentes e bastante disputadas – como a dos professores em 17 estados brasileiros e a dos Correios – manifestações autoritárias e reacionárias que se prestaram à deseducação política e à desmobilização social.
Nem vamos nos deter mais longamente em reações truculentas como a de alguns governadores e prefeitos que permitiram ou talvez até tenham ordenado a repressão policial sobre os trabalhadores, tamanho o absurdo da conduta.

Porém, não é preciso chegar a tal manifestação antidemocrática para ser igualmente nocivo à organização dos trabalhadores. A ameaça de não negociar com grevistas ou a intenção de negociar separadamente com aqueles que não aderiram à greve é uma tentativa de premiar o medo, a timidez e, principalmente, o individualismo. Ainda que a escolha de participar ou não de uma greve seja um direito legítimo de cada trabalhador e trabalhadora, quando uma autoridade pública acena positivamente para aqueles que optaram pela via solitária, presta desserviço igual à construção da consciência política coletiva e ao sonho de mudar a sociedade.
Quando atitudes como essa partem de companheiros que já foram sindicalistas e que já fizeram greve, deparamo-nos com uma ameaça séria. Claro que não podemos nos deixar levar pela sensação de desalento que tal situação poderia produzir, mas é inevitável um travo de decepção na garganta – sem falar que a conduta desses companheiros serve como justificativa para políticos tradicionalmente avessos às lutas populares.
Devemos lembrar que no Brasil de hoje há ministros e presidentes de estatais que só chegaram lá porque fizeram greves ao longo de suas trajetórias. Esquecer-se disso é jogar contra a proposta de transformação social que tem nos guiado nas últimas décadas. Se queremos construir um novo modelo de desenvolvimento, com ênfase na distribuição de renda, na superação das desigualdades e na afirmação da liberdade, devemos repudiar tal comportamento demonstrado por algumas autoridades públicas nos últimos dias.
Se nosso desejo é que as pessoas que hoje saem da pobreza e começam a ascender socialmente não reproduzam amanhã o mesmo espírito de competição entre iguais do qual já foram e ainda são vítimas, se queremos a solidariedade como princípio e o coletivo como estratégia, nosso caminho é totalmente outro.
Greve não é um objetivo em si
Nada disso quer dizer que a greve seja algo que busquemos como recurso primeiro. Ao contrário.
Quando acontece, a greve é resultado de um processo de negociação que fracassou. Em circunstâncias assim, é o último e único recurso de pressão dos trabalhadores, diante da multiplicidade de mecanismos de que dispõem os empregadores – força econômica, domínio dos meios de comunicação e até controle das forças de repressão.
Os mais bem sucedidos processos de negociação, por sua vez, derivam da realização de greves em períodos anteriores que elevaram o grau de consciência política e organizativa de determinados grupos.
Já o fracasso de um processo de negociação não pode ser atribuído a um único ator do processo. Tanto no setor privado quanto no público, os administradores têm entre suas funções básicas a intermediação de conflitos trabalhistas.

Justiça do trabalho
Por isso consideramos inadmissível que a Justiça do Trabalho, como alguns de seus mais destacados representantes fizeram por ocasião da greve nos Correios, atribua aos trabalhadores e seus sindicatos a responsabilidade total pelas paralisações.
Aliás, a chegada de um conflito entre capital e trabalho até a Justiça é o pior cenário de um movimento grevista, pois sinaliza o fracasso completo do processo de diálogo.
Ainda sobre a Justiça do Trabalho, é importante destacar – registre-se que isso não ocorreu no caso dos Correios – a prática cada vez mais recorrente de julgar a conveniência ou o caráter abusivo da greve antes mesmo de considerar a justeza das reivindicações.
Já na Justiça comum, desse modo de avaliar os movimentos grevistas derivam-se os interditos proibitórios, que impedem os trabalhadores de se reunir nas proximidades da empresa em momentos de mobilização. Outro absurdo.
Vivemos no Brasil um momento complicado em relação aos processos de negociação coletiva. Há um vácuo legal para o qual já propusemos, para o setor público, a regulamentação da Convenção 151 do OIT – já ratificada pelo Congresso – e a organização por local de trabalho tanto para o setor privado quanto para o público.
Um dos legados dos anos Lula e Dilma deve ser a ampliação da consciência e participação política do povo, jamais o contrário.
No mundo inteiro
Enquanto isso, os indignados de todo o mundo vão às ruas protestar contra o capitalismo, ainda que de forma fragmentada, com bandeiras múltiplas, reivindicando uma nova forma de gerir o planeta. Todos que acampam, levantam bandeiras e batem bumbo querem dizer, se me permitem o uso de uma frase que os estadunidenses criaram, com sua capacidade toda própria adquirida graças ao cinema e à publicidade: “Você não me deixa sonhar, então eu não deixo você dormir”.
O Brasil, que pleiteia, com justiça, uma posição de comando na diplomacia internacional, bem que poderia dizer ao mundo, durante as cerimônias públicas e nas coletivas de imprensa de fóruns mundiais como o próximo G-20, que não há nada comprovadamente mais eficaz contra a crise do que a organização da classe trabalhadora, ao mesmo tempo responsável pela produção e pelo consumo.
Arrisco-me a dizer ainda que a América Latina, a partir de suas experiências contra-hegemônicas, tem todo o direito de propor aos povos do Hemisfério Norte a desobediência ao sistema financeiro, esse que rouba nossos sonhos.
O Sindicato dos Bancários convoca assembleia às 18 h para avaliar a proposta a ser apresentada hoje, na reunião das 10 horas.
Vamos lá! E permaneçamos firmes na greve.
Amanhã, a assinatura da Convenção Coletiva Nacional
Contraf-CUT e Fenaban assinam o acordo nacional amanhã, sexta-feira 21, às 14h em São Paulo. A Concenção Coletiva Nacional é o fruto unitário da maior greve da categoria nso últimos 20 anos e da capacidade de coordenação do nosso Comando. Leia mais aqui.
Toda solidariedade aos aeroportuários e aos professores do Pará
Mais de 14 mil trabalhadores aeroportuários cruzam os braços por 48 horas, protestando vigorosamente contra a privatização dos aeroportos. No Pará, professores entram no 25º dia de greve sem solução à vista para o impasse.
Greve, instrumento de transformação social
O artigo é do presidente nacional da CUT, Artur Henrique, em que ele critica autoridades públicas que esqueceram seu passado grevista:
A greve é mais que um direito constitucional e um instrumento legítimo para os trabalhadores cobrarem aumentos salariais, proteção e ampliação de direitos e melhoria das condições de vida em geral.
Um movimento grevista também é um dos principais momentos para elevar a consciência crítica da população. É uma oportunidade de as pessoas se enxergarem como conjunto transformador, e por isso guarda em si potencial de catarse política, de passagem para uma experiência ativa de mudança do mundo social.
Compreendido esse potencial, entende-se porque as greves são tão hostilizadas - embora, e propositalmente, jamais de modo a apontar o verdadeiro temor – pelos patrões em geral e todo o sistema hegemônico de que dispõem.
O que não se pode entender ou mesmo aceitar é que administradores públicos das três esferas de governo, especialmente aqueles que têm origem no movimento sindical e nas lutas sociais, tentem desqualificar a greve ou coloquem-se contra o movimento como se defendessem um princípio.
Acompanhamos em greves recentes e bastante disputadas – como a dos professores em 17 estados brasileiros e a dos Correios – manifestações autoritárias e reacionárias que se prestaram à deseducação política e à desmobilização social.
Nem vamos nos deter mais longamente em reações truculentas como a de alguns governadores e prefeitos que permitiram ou talvez até tenham ordenado a repressão policial sobre os trabalhadores, tamanho o absurdo da conduta.
Artur, durante a 13a Plenária Nacional da CUT
Quando atitudes como essa partem de companheiros que já foram sindicalistas e que já fizeram greve, deparamo-nos com uma ameaça séria. Claro que não podemos nos deixar levar pela sensação de desalento que tal situação poderia produzir, mas é inevitável um travo de decepção na garganta – sem falar que a conduta desses companheiros serve como justificativa para políticos tradicionalmente avessos às lutas populares.
Devemos lembrar que no Brasil de hoje há ministros e presidentes de estatais que só chegaram lá porque fizeram greves ao longo de suas trajetórias. Esquecer-se disso é jogar contra a proposta de transformação social que tem nos guiado nas últimas décadas. Se queremos construir um novo modelo de desenvolvimento, com ênfase na distribuição de renda, na superação das desigualdades e na afirmação da liberdade, devemos repudiar tal comportamento demonstrado por algumas autoridades públicas nos últimos dias.
Se nosso desejo é que as pessoas que hoje saem da pobreza e começam a ascender socialmente não reproduzam amanhã o mesmo espírito de competição entre iguais do qual já foram e ainda são vítimas, se queremos a solidariedade como princípio e o coletivo como estratégia, nosso caminho é totalmente outro.
Greve não é um objetivo em si
Nada disso quer dizer que a greve seja algo que busquemos como recurso primeiro. Ao contrário.
Quando acontece, a greve é resultado de um processo de negociação que fracassou. Em circunstâncias assim, é o último e único recurso de pressão dos trabalhadores, diante da multiplicidade de mecanismos de que dispõem os empregadores – força econômica, domínio dos meios de comunicação e até controle das forças de repressão.
Os mais bem sucedidos processos de negociação, por sua vez, derivam da realização de greves em períodos anteriores que elevaram o grau de consciência política e organizativa de determinados grupos.
Já o fracasso de um processo de negociação não pode ser atribuído a um único ator do processo. Tanto no setor privado quanto no público, os administradores têm entre suas funções básicas a intermediação de conflitos trabalhistas.
Assembleia dos trabalhadores dos Correios em greve
Justiça do trabalho
Por isso consideramos inadmissível que a Justiça do Trabalho, como alguns de seus mais destacados representantes fizeram por ocasião da greve nos Correios, atribua aos trabalhadores e seus sindicatos a responsabilidade total pelas paralisações.
Aliás, a chegada de um conflito entre capital e trabalho até a Justiça é o pior cenário de um movimento grevista, pois sinaliza o fracasso completo do processo de diálogo.
Ainda sobre a Justiça do Trabalho, é importante destacar – registre-se que isso não ocorreu no caso dos Correios – a prática cada vez mais recorrente de julgar a conveniência ou o caráter abusivo da greve antes mesmo de considerar a justeza das reivindicações.
Já na Justiça comum, desse modo de avaliar os movimentos grevistas derivam-se os interditos proibitórios, que impedem os trabalhadores de se reunir nas proximidades da empresa em momentos de mobilização. Outro absurdo.
Vivemos no Brasil um momento complicado em relação aos processos de negociação coletiva. Há um vácuo legal para o qual já propusemos, para o setor público, a regulamentação da Convenção 151 do OIT – já ratificada pelo Congresso – e a organização por local de trabalho tanto para o setor privado quanto para o público.
Um dos legados dos anos Lula e Dilma deve ser a ampliação da consciência e participação política do povo, jamais o contrário.
No mundo inteiro
Enquanto isso, os indignados de todo o mundo vão às ruas protestar contra o capitalismo, ainda que de forma fragmentada, com bandeiras múltiplas, reivindicando uma nova forma de gerir o planeta. Todos que acampam, levantam bandeiras e batem bumbo querem dizer, se me permitem o uso de uma frase que os estadunidenses criaram, com sua capacidade toda própria adquirida graças ao cinema e à publicidade: “Você não me deixa sonhar, então eu não deixo você dormir”.
O Brasil, que pleiteia, com justiça, uma posição de comando na diplomacia internacional, bem que poderia dizer ao mundo, durante as cerimônias públicas e nas coletivas de imprensa de fóruns mundiais como o próximo G-20, que não há nada comprovadamente mais eficaz contra a crise do que a organização da classe trabalhadora, ao mesmo tempo responsável pela produção e pelo consumo.
Arrisco-me a dizer ainda que a América Latina, a partir de suas experiências contra-hegemônicas, tem todo o direito de propor aos povos do Hemisfério Norte a desobediência ao sistema financeiro, esse que rouba nossos sonhos.
Assinar:
Postagens (Atom)













