quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Queda de 0,5% na taxa Selic é pequena e mostra falta de ousadia, diz Contraf

Para Carlos Cordeiro, Carlão, presidente da Contraf-CUT, "O corte de 0.5% na Selic traz uma economia de cerca de R$ 8,5 bilhões na dívida pública, o que é positivo, mas o ganho podia ter sido maior".

E continua: "O Copom acertou no remédio, mas continua errando na dosagem. É preciso ter ousadia e acelerar o ritmo de queda da Selic. O Brasil é ainda campeão mundial dos juros altos, o que emperra a geração de empregos, o incremento da produção e o desenvolvimento econômico".

Segundo Carlão, " Brasil precisa de condições que garantam a continuidade do ciclo de desenvolvimento econômico, inclusive como antídoto para proteger a economia de qualquer problema que possa advir da crise europeia".

Para ele, "é preciso acabar com esse programa de transferência de renda aos donos de títulos públicos, a chamada bolsa-banqueiro, cujo orçamento da União prevê o repasse da ordem de R$ 240 bilhões em 2011. Isso representa 18 vezes mais do que o orçamento previsto de R$ 13,4 bilhões para o Bolsa Família".

E conclui, tecendo críticas ao Banco Central: "Está mais do que na hora de discutir o papel do BC e dos bancos na sociedade brasileira", reforça Cordeiro que propõe a realização da 1ª Conferência Nacional sobre o Sistema Financeiro, a exemplo de outras já promovidas, como a da Saúde, Segurança Pública e Comunicação. "Queremos que todos os agentes sociais possam debater o papel e a atuação das instituições financeiras, assim como o acesso ao crédito, a política de juros e a inclusão bancária para todos os cidadãos brasileiros".

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Compromisso do 1º Fórum de Invisibilidade Negra: combater o racismo

 Heidiany Katrine (Sind. Pará), Deise Recoaro (Contraf-CUT) e Elmira Farias (Sind.Acre): mulheres na luta!
A mesa final de coordenação do 1º Fórum de Invisibilidade Negra no Sistema Financeiro, coordenada por Deise Recoaro, da ContrafCUT.
 A carta compromisso do 1º Fórum de Invisibilidade Negra no Sistema Financeiro

  • Promover formação sindical sobre a questão racial;

  • Realizar atos e manifestações com material específico sobre a temática em datas comemorativas;

  • Criar coletivos temáticos nas entidades e assim fortalecer a Comissão de Gênero, Raça e Orientação Sexual (CGROS) através das representações;
  • Ampliar parcerias com os movimentos sociais;

  • Fazer a verificação da inserção da população negra nos locais de trabalho, tanto na admissão como na carreira, através de pesquisa ou outras formas de verificação;

  • Dar também visibilidade aos/as dirigentes afrodescentes nos materiais sindicais, a fim de criar uma identificação com os bancários na base;

  • Pautar na mesa temática de igualdade de oportunidades as ações afirmativas que visem ampliar a contratação de negros, negras e indígenas;

  • Propor audiências públicas junto aos parlamentares sobre a temática e as situações que perpassam a questão da discriminação;

  • Fazer uma articulação com a agenda das centrais

  • Promover qualificação profissional nos termos das certificações focada na população negra;

  • Participar ativamente das ações governamentais através dos protocolos de intenções com a SEPPIR, SPM e MEC;

  • Garantir a transversalidade de gênero, raça, orientação sexual e pessoa com deficiência na elaboração da minuta e na mesa de negociação;

  • Desenvolver campanhas pela efetivação das Convenções 100 e 111 da OIT;

  • Manifestamos nossa posição contrária à fusão da SEPPIR, SPM e Secretaria Nacional da Juventude em um único Ministério porque isso retira o protagonismo e a visibilidade para as mulheres, os negros e os jovens;

  • Defendemos a regulamentação do Estatuto da Igualdade Racial para dar sequência ao processo virtuoso de promoção de igualdade de oportunidades iniciado nos últimos anos.

Salvador (Bahia), 29 de novembro de 2011.

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E leia também, no blog lapaoloni:

Mãos femininas costuram um ótimo acordo coletivo aos bancários do Banpará

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Banco da Amazônia não apresenta contratos da terceirização na primeira audiência na justiça

Na audiência inaugural ocorrida na 15ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho, em Belém, o Banco da Amazônia não apresentou os contratos da terceirização, que foram requeridos formalmente pelo Sindicato dos Bancários do Pará. Os contratos terão que se apresentados em juízo na próxima audiência, marcada para o dia 19 de janeiro, às 8:40.

Participaram pelo Sindicato dos Bancários do Pará, os diretores Sérgio Trindade e Marco Aurélio Vaz dos Remédios e a assessora jurídica, dra. Mary Cohen.

O processo da Ação Civil Pública que o Sindicato dos Bancários do Pará move contra o Banco da Amazônia é o nº 0001392-97.2011.5.08.0015.

Banpará - Às 11:30 de hoje, a assinatura do Acordo Coletivo do Banpará, na Matriz do banco, em Belém. Pela Fetec-CN, assinará o acordo a  companheira Vera Paoloni.

domingo, 27 de novembro de 2011

Ação contra o BASA. Banpará assina acordo. Contraf e Invisibilidade Negra no Sistema Financeiro

Ação contra o BASA - Amanhã, segunda-feira 28, às 9:15 acontece a audiência inaugural da Ação Civil Pública contra a Terceirização que o Sindicato dos Bancários do Pará move contra o Banco da Amazônia. O processo recebeu no TRT-PA o nº 0001392-97.2011.5.08.0015 e tramita na 15º Vara Trabalhista do TRT-PA.

A Ação Civil Pública denuncia o grau de terceirização existente no banco da Amazônia e requer, da Justiça que se decrete a anulação dos contratos de terceirização da área de Tecnologia da Informação, estipulando o prazo de dois anos para garantir que não haja senão funcionários concursados dentro do Banco da Amazônia S.A. nas áreas especificadas no plano de cargos e carreiras da instituição;

Também que se garanta o provimento das posições a serem disponibilizadas, para ao final do prazo de dois anos o total preenchimento de seus quadros funcionais de acordo com o art. 37, III da Constituição Federal.

Assinatura de Acordo com o Banpará - Às 10 horas, Sindicato dos Bancários do Pará, Fetec-CN e Contraf-CUT assinam com o Banpará o Acordo Coletivo 2011/2012, testemunhado pela Afbepa.O evento será na Matriz do banco, em Belém. A companheira Vera Paoloni representará a FETEC-CN na assinatura do instrumento que é a síntese das conquistas da categoria.

Invisibilidade Negra em debate - E também nesta segunda, a partir das 14 horas, em Salvador, tem início o I Fórum da Invisibilidade Negra no Sistema Financeiro. O evento é coordenador pela ContrafCUT, sob a batuta da companheira Deise Recoaro.

Salvador foi escolhida por ser considerada como a Capital Negra com 80% da população negra. Só que nos bancos dificilmente se vê negros e negras no atendimento bancário. Situação que se repete em shopings e hotéis, segundo o movimento afrodescendente do país.

52% pretos e pardos -Dados do Censo 2010 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE) mostram que os pretos e pardos representam 52% da população brasileira. Apesar disso, são minorias dentro dos bancos e essa contagem foi feita pela ContrafCUT agência a agência, inicialmente.

Nos bancos, 81% dos bancários são brancos. Os restantes dividem-se entre negros e negras e ainda assim, esses 19% não são vistos nos trabalhos de atendimento ao público. A diferença se vê também na remuneração: negros recebem 84% do salário dos brancos.

Quem quiser assistir ao evento, pode acompanhar pelo site da ContrafCUT.

O cartaz da invisibilidade negra, preparado pela ContrafCUT e parceiros.

Heidiany Katrine Moreno, diretora do Sindicato dos Bancários do Pará estará presente no evento.

Deise Recoaro (no centro): trabalho militante e contínuo pela igualdade.
Elmira Farias, presidenta do Sindicato dos Bancários do Acre (no centro): também estará no evento, pela Fetec-CN.

A programação do I Fórum de Invisibilidade Negra

28 e 29 de novembro 2011, Salvador- Bahia.
Local: Hotel Marazul - Av. Sete de Setembro, Nº 3937 - Barra, Salvador, Bahia

Dia 28: segunda-feira

12h - Credenciamento e às 14 h, abertura
14h - Representação das entidades organizadoras e autoridades


15h - Análise de conjuntura política das relações raciais no Brasil.
Com Angela Nascimento - Diretora de Programas SPAA/SEPPIR 
Professor Nilo Rosa - Pesquisador e Militante

17h20 - O Estatuto da Igualdade Racial e atuação de parlamentares no combate à discriminação.
Com João Jorge - Presidente do Olodum 
Deputado Federal Luiz Alberto PT/BA


Dia 29 - terça-feira

9h - A experiência da categoria bancária no combate à discriminação racial
Carlos Cordeiro, presidente da Contraf/CUT
Anhamona Silva Brito - Secretária de Políticas de Ações Afirmativas da SEPPIR
Representante da Febraban (a confirmar)


14h30 - Negociação de cláusulas de trabalho relativas à igualdade de gênero e raça 2007-2009 
Barbara Vallejos DIEESE subseção Contraf/CUT
Laura Benevides Pesquisas Sindicais do DIEESE


16h - Desafios e carta compromisso das entidades envolvidas
Lilian Arruda do Observatório Social
Julia Nogueira da CUT
Valmira Luiza da CTB 


17h30 - Encerramento

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Fetec Centro Norte e Contraf avaliam a ousadia e vitórias da campanha nacional

De cabeça erguida pela luta ousada, unida e vitoriosa. Esta é a síntese que a categoria bancária quase no geral faz da campanha nacional deste ano, em que o poderoso lobie dos bancos, empresários e velhas mídias que apostaram na vitória da inflação e na derrota da luta das categorias com data-base no segundo semestre deste ano, como bancários, por exemplo.Essas vozes tenebrosas chegaram a chamar setembro como "setembro negro". Foi nesse cenário que a categoria bancária foi à luta, venceu, arrancou piso diferenciado, reajuste acima da inflação, PLR bem melhor e mesa permanente.

Para Carlos Cordeiro, presidente da Contraf_CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, fez uma breve avaliação das lutas e vitórias desta campanha, com avaliação positiva e da estratégia acertada de ter a mesa única, valorizar o piso e estabelecer a mesa permanente de negociação.

O debate de avaliação da campanha nacional foi o primeiro ponto da assembleia geral da Fetec-CN, iniciada hoje. O coordenador da Comissão Executiva da Caixa, Jair Pedro, fez a avaliação da campanha pela Caixa e Sérgio Trindade, pelo banco da Amazônia que ainda está com a campanha em aberto, aguardando julgamento do dissídio, 60 dias em greve e com assembleia marcada para a próxima segunda-feira, 29.

Participam da assembleia geral da FETEC-CN os 12 sindicatos da base da maior federação do ramo financeiro do país: Sindicato dos Bancários do Pará, Brasília, Acre, Amapá, Roraima, Rondônia,Sintraf-Ride, Sinbama, Dourados (MS), Rondonópolis(ROO), Campo Grande e Mato Grosso.

O Arte Bancária parabeniza os valorosos sindicatos de Bancários de Brasília e Pará, que completam 50 e 79 anos.

Clique aqui para ter mais informações.

Avelino (presidente da Fetec-CN), Carlos Cordeiro (pte da Contraf) e Andrea, sec. geral da Fetec
Sandro Matos, do Pará, falando à plenária. Na mesa: Jair Pedro, Sérginho Trindade, Avelino e Andrea.
Pinheiro, de Rondônia
Samuel (Amapá) e Rosaliana,presidenta do Seeb-Pará
Pacheco (Brasília e Coqueiro (Campo Grande).
 Arylson  e Sonia Rocha (Mato Grosso). Elmira (Acre).  
Assembleia geral da FETEC-CN aprova o ingresso do Seeb-Campo Grande na base da federação.
Raul, do valoroso sindicato de Dourados (MS).
Vera Paoloni (diretora da FETEC) e Frazão, dos bancários de Brasília.
Edson, do Sindicato do Amapá.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Começa o Planejamento Estratégico da Fetec-Centro Norte

Sob a coordenação do diretor de Finanças da Contraf-CUT, Beto von der Osten, mais conhecido pela categoria bancária como Betão, teve início o Planejamento Estratégico da Fetec-Centro Norte. Participam do planejamento 35 dirigentes sindicais da FETEC e dos 11 sindicatos que compõem a base da maior federação de bancários e ramo financeiro do Brasil.


 
 Andrea Vasconcelos, secretária geral da FETEC-CN e Betão, da Contraf-CUT: trabalhando no planejamento.

Aqui, feitas de celular, as primeiras imagens do Planejamento Estratégico. Falando o diretor do Seeb-Brasília, Vicente Frazão.
Num dia de chuva em Brasília, começaram os trabalhos de planejamento da Fetec-Centro Norte, a Federação de bancários e ramo financeiro da Região Centro Norte, que abrange 11 sindicatos, desde o Acre até Barra do Garças (MT) e Dourados (MS).

 A pequenina Clarice, com menos de 2 meses de idade, na plenária da FETEC-CN. Por enquanto, dorme no colo da Bruna, olhada pelas "tias" Edjane e Iaci. No meio, a mãe, Andréa, secretária geral da Fetec-CN.

 Pausa para o lanchinho antes de recomeçarem os trabalhos da mãe.


 Sônia Rocha, ex-presidenta da nossa Fetec, expõe propostas para o planejamento da FETEC-CN...
... mas nada perturba o soninho da pequenita Gabriela Tereza, filhota da diretora da FETEC-CN, Marly Ferreira.

Iaci, presidenta do Seeb´Campo Grande (MT), fala de propostas para o Plano de Ação da FETEC-CN.

Nelcimar,presidenta do Seeb Barra do Garças (MT) também expõe suas expectativas.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Banpará tem assembleia nesta terça 22. BASA rejeita proposta e mantém a greve

Nesta  terça, às 18:30, na sede do Sindicato dos Bancários do Pará, categoria do Banpará avalia e delibera sobre a redação final do Acordo Coletivo 2011/2012. Ontem, houve mais uma rodada de negociação entre o banco, Sindicato, Afbepa e Fetec-CN para ajustar o entendimento comum à redação final.

A reunião de ajuste final foi prolongada e, ao final,  o Sindicato dos Bancários concordou com os pontos ajustados até aqui e registrou em ata,assinada por todos os presentes (entidades sindicais e banco) que aprova o que foi ajustado de comum acordo até agora, ressalvando três itens:

1º) A aplicação do reajuste do percentual concedido pela FENABAN no que for melhor ao concedido pelo Banpará no ACT, com destaque para seus reflexos no PCS;


2º) Reajuste dos tesoureiros: que o presente ponto foi apresentado pelo Banco como proposta, nos dois comunicados encaminhados ao Sindicato, sendo entendido pelas entidades sindicais e pelos trabalhadores que entraria no ACT, considerando a data base;


3º) Compromisso do Banco de rever e reajustar todas as comissões no prazo da portaria(novembro 2011).

Avançar, sempre - "Entendemos que embora haja pontos na redação do acordo que ainda precisam ser buscadas para completar a vitória desta campanha salarial, não dá pra jogar fora o que já foi conquistado na luta, na greve e na capacidade de negociação. Isso precisa ser preservados e defendemos que seja firmado o acordo coletivo, garantindo o conquistado até aqui. E o que não entrou neste acordo, já foi devidamente ressalvado pelo Sindicato e demais entidades e será conquistado na mobilização e até mesmo na Justiça", garantem Heidiany Katrine Moreno e Vera Paoloni, respectivamente diretoras do Sindicato e da Fetec-CN.
 
Clique aqui para ler a ata da reunião no Banpará


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Banco da Amazônia rejeita proposta do banco e mantém a greve que completa hoje 57 dias

A proposta do Banco da Amazônia rejeitada em assembleia previa:
- 10% de reajuste linear a ser aplicado sobre a tabela de cargos dos empregados, o anuênio e o quinquênio, sendo que 9% desse reajuste seriam aplicados a partir de setembro de 2011, e o 1% restante a partir de março de 2012;
- 9 % de reajuste sobre as demais verbas salariais;
- Equiparação do piso dos empregados ao modelo da Fenaban R$ 1.520,00 (durante a reunião na PGT a proposta do Banco foi de piso de R$ 1.400,00);
- E compensação dos dias parados na mesma fórmula do ano passado (1h compensada para cada 2h de greve), sendo que o prazo para compensação é o dia 10 de janeiro de 2012.

Outras propostas que não foram incluídas durante a audiência na PGT:
- Antecipação de R$ 500,00 referentes à PLR (essa proposta não foi apresentada na audiência na PGT);
- Antecipação do 13º salário (1º/12) e tíquete-alimentação de dezembro (25/12);
- Pagamento da diferença de tíquete e cesta alimentação (SET/OUT) para o dia 25/12;
- Pagamento da 13ª cesta-alimentação em 25/12;

Porém, a reivindicação dos trabalhadores que foi apresentada em assembleia no dia 17/11 é a seguinte:
- Reajuste de 12% em todas as verbas salariais (com reflexo em todo o PCS);
- 6% de reposição salarial referente a perdas salariais dos últimos 10 anos;
- Reajuste mínimo de 9% no reembolso do Plano de Saúde;
- Compensação dos dias parados durante a greve na mesma fórmula de 2010 (1h compensada para cada 2h de greve);
- PLR na regra de 60% linear mais 40% proporcional;
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