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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Banqueirada, patronato e velhas mídias tão ganhando algumas disputas na sociedade. Isso exige unidade real do movimento sindical pra continuar conquistando avanços sociais e econômicos. E vem aí encontro das mulheres da Fetec-CN!

Tomate e mentira da inflação alta -"O patronato, com a ressonância da mídia, está ganhando algumas disputas na sociedade. Por exemplo, em relação à inflação. Eles convenceram a sociedade de que a inflação fugiu do controle. E forçaram o Banco Central a aumentar a taxa básica. Usaram o tomate para isso, quando na verdade a inflação hoje é igual à dos últimos oito anos e menor do que era no governo de Fernando Henrique", disse Clemente Ganz, coordenador técnico do Dieese, que  a análise de conjuntura do 24º Congresso dos Funcis do BB de todo o país, reunidos neste final de semana em Sampa, para debater estratégias e plano de lutas da categoria e da classe trabalhadora.
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Enfrentar o capital - Clemente aponta esse exemplo como um dos grandes temas nacionais sobre os quais os trabalhadores precisam fazer a disputa com o capital, porque são questões que interessam à classe trabalhadora. Outros temas são a educação ("temos de apoiar a tese de investir 10% do PIB na educação), infraestrutura, valorização do salário mínimo, reforma tributária, reforma política, juros, marco regulatório da comunicação, dentre outros.
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Desafios -E faz um alerta: "Não é uma luta de uma categoria. É de todos os trabalhadores, o que exige grande capacidade de articulação. Estamos numa maratona. Até aqui corremos na reta. Agora começa a subida da ladeira." Ele usou essa metáfora para alertar sobre as dificuldades e desafios que o movimento sindical terá de enfrentar daqui por diante para continuar conquistando avanços econômicos e sociais. 
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Unidade real -Finalizou: "o momento é importante para os trabalhadores trabalharem sua unidade."Em vez ficarem brigando entre si, as diversas correntes do movimento sindical precisam se unir e brigar com nossos verdadeiros inimigos. Nossos próprios companheiros são mais nossos inimigos do que nossos amigos. Precisamos canalizar essa raiva contra os leões."

Nós e Europa/Estados Unidos - Enquanto na Europa e nos Estados Unidos os trabalhadores lutam para segurar o emprego e não perder direitos, os brasileiros estão ampliando conquistas. Essa situação inédita está sendo possível em razão da pressão do movimento sindical e da política econômica dos últimos dez anos no Brasil. Mas para que os trabalhadores continuem avançando, será necessário ir além das lutas corporativas das categorias e fazer a disputa das grandes questões nacionais, sobretudo o da distribuição da riqueza, o que exigirá do movimento sindical visão estratégica como classe, capacidade de articulação, fortalecimento da unidade e mais musculatura. (Síntese da fala de Clemente Ganz no 24º Congresso dos Funcis do BB. Leia a íntegra aqui.)
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CUT antenada -Antenada com esse novo campo de disputa ressaltado por Clemente, a CUT nacional e as CUTs estaduais têm feito planejamento por macrossetores e também nas regiões. A região Norte foi a mais recente região que debateu e propõe saídas para um novo rumo de desenvolvimento sustentável e solidário. O planejamento ocorreu dias 14 a 16 de maio, em Belém.

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Demissões na Celpa e greve - A Centrais Elétricas do Pará(Celpa), que foi do grupo Rede e agora é do grupo Equatorial,após ter sido privatizada no governo tucano em julho 1998, promove demissões imotivadas, após ter lançado um processo de PDV. A categoria, tendo à frente o Sindicato dos Urbanitários do Pará decidiu em assembleia que fará greve a partir do dia 22, para denunciar o caos. Leia aqui o que a CUT.Pará produziu e que permanece atual.
Perdas salariais

Funcis do BB votando as propostas....
** "Sou da Caixa. Faço um Brasil melhor. Sobra trabalho, faltam estrutura e reconhecimento". É esse e muito bom o slogan dos funcis da Caixa que estão reunidos até hoje em Sampa no 29º Congresso Nacional dos Pessoal da Caixa - Conecef. Slogan que retrata bem o sufoco que vivem os colegas da Caixa, em especial os de Altamira e Parauapebas.Pa.

Clica aqui pra ler o que saiu do 29º Conecef, que reuniu 337 delegados em Sampa, sendo 217 homens e 120 mulheres. Delegação do Pará presente, tanto no Conecef quanto no BB!

E clica aqui pra saber o que saiu do Encontro do BB. Em ambos, 

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Mulheres reunidas -Nesta quarta-feira 22, em Brasília, a FETEC-CN realiza seu 1º Encontro de Mulheres Bancárias. A Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Empresas de Crédito da região Centro Norte tem filiados 13 sindicatos, desde o Pará, Acre, Amapá, Roraima, Rondônia, Brasília, até Barra do Garças/MT, dentre outros.

No encontro, a bancária e deputada federal do PT-DF, Érika Kokay fará uma exposição sobre  “A PEC das Domésticas e os Impactos na Vida das Mulheres” e “Participação das Mulheres na Política”.

Do encontro sairão várias deliberações como a organização do coletivo de mulheres na região. Mais abaixo, a programação. 

Assembleia - E dias 23 e 24, a FETEC-CN reúne sua direção em assemebleia geral para traçar as estratégias de luta do movimento sindical bancário e do ramo financeiro na região Centro Norte!

Borilá, militância!

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WebFor -E nesta sexta-feira 24, em Fortaleza/CE, o 2º WebFor, que reúne toda a militância midialivrista do país. É de 24 a 26.

AmazonWeb - Em Belém,em 1º e 2 de setembro, o 1º AmazonWeb

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Programação do 1º Encontro de Mulheres Bancárias da FETEC-CN/CUT/


Dia 22.05.13 no Auditório da CUT/DF (SDS, Edif. Venâncio 5 subsolo loja 14 Brasília DF)

10:00h - Abertura (com as entidades presentes);

10:30h - Dinâmica de apresentação e integração de participantes;

11:00h - Exposição: “A PEC das Domésticas e os Impactos na Vida das Mulheres” e “Participação das Mulheres na Política” – com Deputada Federal Érika Kokay (PT-DF);

11:00h - Debate e reflexões do plenário;

12:30h – Almoço;

14:00h -  “Desafios, limites e perspectiva para a Igualdade de Oportunidades” – com Andrea Vasconcelos, Secretária de Políticas Sociais da CONTRAF/CUT;

15:00h –  “A importância da organização de mais mulheres nos sindicatos” – com Deise Recoaro, Secretária de Mulheres da CONTRAF/CUT;

16:00h - Debate e reflexão do plenário;

16:30h -  Organizativo: criação do coletivo de mulheres e propostas para o Encontro Nacional de Mulheres
Bancárias;

17:00h – Encerramento.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Com governo e banco é como cozinhar feijão: só com muita pressão. Desafios da classe trabalhadora para 2013, 2014, 2015...

O Arte Bancária retoma hoje as atividades de postagem, após as festas de Natal e Ano Novo... E destaca a entrevista que o compa Carlos Cordeiro (Carlão) concedeu ao sítio da Contraf-CUT.

  • Parabéns ao compa Francisco Nogueira Neto que venceu as eleições diretas para uma vaga ao Conselho de Administração do Banpará, com 283 votos. Parabéns também ao suplente, Manoel da Silva Pereira Jr. (257 votos) e aos que participaram do processo democrático. E parabéns ao Sindicato dos Bancários Pará pela condução do processo. Ter um conselheiro eleito no Conselho de Administração é luta do movimento sindical e que no Banpará virou realidade em 2009! 
 A entrevista do Carlão:
Apesar de ter provocado a crise econômica, que desde 2008 fechou mais de 30 milhões de postos de trabalho em todo o mundo, e na Europa estar destruindo o Estado de bem-estar social construído em quase um século de lutas dos trabalhadores, o neoliberalismo perdeu o pudor e volta a dominar todos os espaços na grande mídia nacional.

Em nome do deus mercado, os neoliberais, cujo quartel-general se esconde nas entranhas no sistema financeiro, combatem a política de queda de juros e spread do governo federal, rebelam-se contra a redução das tarifas de eletricidade e contra as intervenções do Estado para regular áreas estratégicas da economia. Demonizam as políticas sociais e amplificam a campanha visando criminalizar a ação política dos que os combatem, especialmente dirigentes políticos do Partido dos Trabalhadores.

Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT, que acaba de ser reconduzido à presidência da UNI Américas Finanças, defende que é desafio do movimento sindical sair do corporativismo e fazer esse enfrentamento com os neoliberais e com os conservadores, que têm hoje a hegemonia nos grandes veículos de comunicação.
  • Acabar com demissão imotivada, terceirização, precarização...
Do ponto de vista corporativo, o grande desafio hoje colocado é o emprego. Temos de criar condições para grandes mobilizações em defesa do emprego, porque banco e governo é como feijão: só com pressão. É importante negociar, estabelecer as mesas de negociação, mas negociação sem mobilização é frágil. E isso passa por ampliar nosso diálogo com os trabalhadores, para estarem mais presentes nesses processos de negociação, participando das mobilizações. 

É possível dar um salto de qualidade no debate do emprego. Não podemos ficar atrás do debate que há em outros países, que têm empregos estáveis, sem rotatividade. Esse é, sem dúvida, hoje o maior desafio que a categoria bancária tem. É preciso acabar com a demissão imotivada, com a terceirização, com a precarização, com o trabalho indecente, com os projetos de correspondentes bancários.

  • Pra que serve o sistema financeiro?
A reforma do sistema financeiro é absolutamente prioritária. Por isso, nós precisamos cada vez de uma conferência nacional sobre o sistema financeiro. Como o governo ignorou as várias solicitações que fizemos para realizá-la, cabe aos trabalhadores e outros representantes da sociedade concretizá-la. É muito importante discutir não apenas o papel dos bancos e do crédito, mas acima de tudo o que a sociedade quer de um sistema financeiro, para onde estará direcionado, quem vai ser atendido, a questão da universalização dos serviços bancários, a redução dos juros e das tarifas e, acima de tudo, com fiscalização eficiente e punição exemplar quando houver falcatruas.

  • Remuneração decente e fixa
Os outros dois desafios corporativos são o da remuneração e das condições de trabalho. É preciso inverter essa lógica de remuneração variável x remuneração fixa. Temos que lutar por uma remuneração decente, fixa, e que tenha impacto em toda a vida laboral, especialmente na aposentadoria do trabalhador. Essa é uma mudança que vai depender de muito debate com os trabalhadores e muito enfrentamento com os bancos e com o governo. E, claro, da nossa unidade e mobilização.

  • Movimento sindical precisa se qualificar sobre grandes temas
 As reformas tributária e política, a regulamentação do sistema financeiro e o marco regulatório das comunicações são temas que a sociedade, e especialmente os trabalhadores, precisam ficar a par deles. E para isso o movimento sindical precisa estar preparado, conhecer esses temas e se especializar neles para promover a discussão, fazer o debate e dialogar com os trabalhadores. Temos que ter posição a respeito desses temas e, mais do que isso, fazer a disputa na sociedade, sendo a referência dos trabalhadores, porque hoje os empresários acabam sendo a grande referência.

  • Regulamentar-já a mídia!
Urge uma regulamentação da mídia. O marco regulatório das comunicações no Brasil é de 1962, de uma época que não havia sequer televisão a cores, quanto mais TV a cabo e internet. A Argentina está fazendo essa discussão, com um projeto que tem recebido elogios das Nações Unidas. A Inglaterra está punindo os excessos e crimes cometidos pelos jornais do Rupert Murdoch. Na Europa e nos Estados Unidos há limite para que um mesmo grupo empresarial acumule propriedades cruzadas de meios de comunicação, de forma a impedir o oligopólio e incentivar a diversidade de propriedade de meios de comunicação e, em última instância, a liberdade de expressão e a pluralidade de opiniões.



Carlos Cordeiro, pte da Contraf-CUT e da Uni Américas durante festa de posse da diretoria do Sindicato dos Bancários do Pará, em junho/2010. Novas eleições acontecem em abril/2013.

Heidiany Katrine, Serginho, Cris Aleixo, Fernando Bosco (agora na PRF), Vera Paoloni, Rosalina Amorim e Carlão em junho/2010, em Belém.

Carlão participou da formação sindical dos eleitos nos comitês Banpará. Atividade realizada no auditório dos Bancários Pará em 16/março/2011.
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