sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Luta eleva reajuste do piso e faz toda a diferença:10,8%

Sindicalista, diretora da FETEC-CN e bancária do Banpará, a companheira Vera Paoloni enviou a mensagem abaixo a toda a categoria no Banco do Estado do Pará:

Colega do Banpará,

Nossa valente categoria volta ao trabalho hoje, após 15 dias de uma vitoriosa e bonita greve. Mais uma luta em nossa vida de trabalhadoras e trabalhadores. Graças a Deus, esta também vitoriosa!

Em nossa vida de bancárias, bancários, somamos acertos, desafios e aprendizados com os erros. E celebramos com alegria os avanços, como o desta campanha salarial que arrancou uma retumbante vitória ao crescer o piso salarial de ingresso.

Foi tão importante subir o piso de R$ 1.128,18 para R$1.250,00 que o impacto do reajuste no salário pulou dos 7,5% conquistados com a greve para 10,8%.

Ao aplicar esses 10,8% no nosso PCS - Plano de Cargos e Salários, o efeito cascata, o reflexo do reajuste fez subir os salários em R$ 121,82 (nível 1) até R$307,84 (nível 20) e daí por diante. No salário atual, acrescente 10,8%: esse é o resultado do aumento do piso, conquistado na luta de todos nós e negociado com determinação pelo nosso Comando Nacional com a Fenaban - Federação Nacional dos Bancos.

Nas comissões, os 7,5% conquistados na greve. E no auxílio creche, 11%.

A diretoria do banco reapresentou ontem toda a proposta que já tinha sido rejeitada:
  • seguir a Fenaban, mais os 2.500,00 de tíquete;
  • mais 2% de PLR para distribuição linear;
  • custeio de 80% no plano odontológico;
  • licitação da guarda das chaves que hoje ficam nas mãos do gerente e tesoureiro, aumentando o risco de sequestro;
  • dobrar o valor do auxíliocreche para os portadores de necessidades especiais;
  • garantir a quebra de caixa para coordenadores e tesoureiros;
  • 40 cursos pela internet pra ampliar a qualificação dos colegas.
  • Ou seja, o resultado são somas, somas e somas que multiplicam nossos ganhos e melhoram nossas vidas.
Foi o melhor acordo coletivo até aqui.

Aliás, nesses últimos 4 anos, temos arrancado muitas vitórias no Banpará, graças à luta da nossa categoria e à sensibilidade dos negociadores.

Meus parabéns ao Comando Nacional, representado pelos companheiros Carlos Cordeiro e Juvandia, presidentes da ContrafCUT e do Sindicato dos Bancários de São Paulo; ao nosso Sindicato do Pará e Amapá, à direção da nossa querida FETEC, Federação que tem a responsabilidade e trabalhar nos imensos e distantes Estados da Região Norte e Centro-Oeste.

Meu abraço carinhoso a cada bancária e bancário do Banpará, de todo o Pará e do nosso Brasil, a todos e todas que sem empenharam nessa luta, trabalhando e vencendo as adversidades com alegria, fé e determinação.

É de sonhos, fé e lutas que somos feitos e é com nossos sonhos construídos que vamos continuar lutando para que nossos direitos sejam integralmente retomados e que nosso Banpará continue, como diz o slogan "Forte como seu povo", cada vez mais público e mais a serviço do povo paraense.

Fico muito contente de poder ter ajudado a construir mais esta vitória que é de todos nós. E de poder compartilhar mais esta luta e esta alegria com cada um, cada uma de vocês.

Grande e carinhoso abraço, bom trabalho e feliz vida. Continuemos todos sem medo de ser feliz,

Vera Paoloni
Colega do Banpará
Diretora da FETEC-CentroNorte.


"Eu sou aquela MULHER que fez a escalada da montanha da vida
removendo pedras e plantando flores .(Cora Coralina).

(Fotos da linda assembleia que aprovou por unanimidade a proposta. Fotos gentilmente cedidas por Marco Santos).

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Banpará aprova proposta por unanimidade. BB e privados aprovam acordo e saem da greve. BASA tem negociação amanhã

Bancários e bancárias do Banpará comemoram a proposta aprovada, ao final da assembleia.
Proposta é apresentada pela presidenta do Sindicato, Rosalina e recebe imediato apoio dos bancários e bancárias do Banpará.
Pirotti, da ContrafCUT; Rosalina Amorim (em pé), presidenta do Seeb-PA/AP e Vera Paoloni, FETEC: comissão de negociação do Banpará.
Mais de 200 bancários e bancárias do Banpará aprovam a proposta por unanimidade.
Mesa de negociação específica do Banpará: costurando o acordo coletivo, passo a passo.

Após 15 dias da maior greve dos últimos 20 anos, categoria bancária dos bancos privados, BB e Banpará saem da greve, aprovando a proposta conquistada na luta coletiva e negociada pelo Comando Nacional e pela mesa espec[ifica do Banpará - no caso do Banco do Estado.

Os bancários e bancárias dos bancos privados e Banpará arrancaram piso salarial de R$1.250,00 e reajuste de 7,5% nas demais verbas salariais, sem qualquer redutor: tíquete, comissões, auxílios. E uma PLR - Participação nos Lucros e Resultados bem maior que nos anos anteriores.

Para o Banpará, a primeira parcela da PLR será paga ainda este mês, sendo que a parte fixa ( R$ 1.100,) será adiantada já nesta sexta-feira 15.

O piso fez toda a diferença - Aumentar o salário das pessoas que entram nos bancos é uma das prioridades do Sindicato e do Comando Nacional.

A proposta de reajuste maior nos pisos, aprovada pelos bancários de bancos privados e Banpará na noite desta quarta 13, tem impacto positivo para escriturários, caixas, tesoureiros. É tão significativa, que no caso do Banpará, ao aumentar o piso de ingresso para R$ 1.250,00, os reflexos salariais no PCS - Plano de Cargos e Salários cresceram o reajuste para 10,8%, ou seja, 3,3% além dos 7,5% da Fenaban.

A proposta aprovada pelo funcionalismo do Banpará já tinha sido apresentada dioa 5 de outubro e rejeitada pela categoria. Com mais uma semana de greve e apresentada a proposta global na mesa da Fenaban, o Sindicato/FETEC/ContrafCUT reivindicaram nova rodada de negociação e obtiveram do banco a reapresentação da proposta, na tarde de hoje.

Feliz, a categoria aprovou por unanimidade a proposta, construída na luta, na mobilização e na capacidade de negociação. Uma luta nacional, com vigorosa participação dos bancários do Pará e Amapá.

Outras conquistas no Banpará:
  • adicional de 2% na PLR, com distribuição linear;
  • custeio do plano odontológico em 80% pelo banco e 20% de cada bancário, o que dá pouco mais de R$ 3,00 por pessoa no plano;
  • R$ 2.500,00 de tíquete, a serem distribuídos da seguinte forma: R$ 1.000,00 na próxima segunda-feira; R$500,00 em 20 de dezembro e R$ 1.000,00 em março 2011;
  • abono dos dias parados (não tem desconto de greve nem compensação das horas paradas);
  • ampliação da qualificação, com acesso a plano de 40 cursos que poderão ser feitos pela internet;
  • licitação para garantir que chaves das agências passem a ficar com empresa terceirizada e não mais com gerente e tesoureiro, para inibir sequestros;
  • auxílio creche em dobro para portadores de deficiência;
  • Auxílio creche tem reajuste de 11%;
  • Implantação do ponto eletrônico;
  • Pagamento de quebra de caixa a coordenadores de posto e tesoureiros;
  • Convênios com academias;
  • Digitalização dos cartões de autógrafos;
  • Horário especial para amamentação por 270 dias.
E no Banco da Amazônia...

Pela manhã, o banco da Amazônia apreseentou proposta de 7,5% de reajuste apenas, que foi rechaçada de imediato na mesa de negociação, pelas entidades. Às 4 da tarde, o banco chamou as entidades e apresentou nova proposta, a saber:
  • 11% de reajuste no piso de ingresso;
  • 7,5% de reajuste nas comissões;
  • ampliação da fatia da PLR de 6,25% para 9%.
Como a reunião terminou às 19 horas e sem que as entidades pudessem avaliar deditamente a proposta, a assembleia manteve a greve e as entidades marcaram nova rodada de negociação para esta quinta feira 14, às 2 da tarde. Com assembleia às 5 da tarde, no Sindicato.

De antemão, Sindicato, Fetec e Contraf já adiantam que a proposta é insuficiente no reajuste do piso de ingresso e que precisa ser muito melhorada na metodologia de distrbuição da PLR. Embora reconheçam que a proposta da tarde trouxe alguns avanços.

Pela manhã, as entidades farão os estudos mais detalhados da propostas, o quadro comparativo com outros bancos federais e retornam à mesa de negociação às 14 horas. E a greve continua no Banco da Amazônia.

Nossos parabéns aos lutadores e lutadoras de todo o país que ajudaram a conquistar essa grande vitória da categoria bancária e da classe trabalhadora! É na luta e com muita unidade de classe que vamos avançar na conquista de direitos.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A negociação, banco a banco. Parabéns, Comando! Parabéns, categoria!




Categoria bancária está de parabéns pela greve forte, a maior dos últimos 20 anos, assim como está de parabéns o Comando Nacional. Nosso abraço chegado aos companheiros Carlão, Juvândia, Jair, Marcel e a todos os negociadores, tanto os da mesa geral, como o das específicas, no nosso caso, as do Basa e Banpará.

No Banco da Amazônia, a reunião é nesta quarta 13, pela manhã e logo em seguida, o Sindicato, Fetec e Contraf reunem no Banpará.

Às 19 horas, assembleias em separado na sede do Sindicato.

Todos lá. E desde já, parabéns bancários e bancárias pela firmeza na luta. Parabéns, Comando Nacional, parabéns time da luta! Vamos aprovar o melhor acordo dos últimos 20 anos!

Arte Bancária

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Veja como ficaram as negociações:

A greve nacional dos bancários chegou nessa segunda 11 ao 13º dia e arrancou a retomada das negociações e uma nova proposta da federação dos bancos (Fenaban), que prevê aumento real de salário, PLR maior e valorização do piso. Proposta também tem cláusula de combate ao assédio moral e avanços na segurança.

7,5% de reajuste - O reajuste proposto para salários é de 7,5% (que representa aumento real de 3,08%) até R$ 5.250 (desconsiderando-se o ATS). Acima desse valor de R$ 5.250, os salários seriam reajustados por uma parcela fixa de R$ 393,75 ou pelos 4,29% da inflação, o que for mais vantajoso para o bancário. Nas demais verbas salariais, como vales e auxílios, a elevação seria de 7,5%.

Piso – No piso da Convenção Coletiva, o reajuste seria de 16,33% (aumento real de 11,54%) elevando o valor de R$ 1.074 para R$ 1.250.

PLR – O valor adicional à PLR passaria de R$ 2.100 para R$ 2.400, o que significa aumento de 14,28%. A regra básica seria paga como no ano passado: 90% do salário mais R$ 1.100,80 (valor já reajustado pelos 7,5%). Caso a distribuição do lucro líquido não atinja 5% com o pagamento da regra básica, esses valores serão aumentados até chegar a 2,2 salários com teto de R$ 15.798.

Mobilização arranca mais – A proposta apresentada pela federação dos bancos no sábado, e que foi considerada insuficiente pelo Comando Nacional dos Bancários, previa reajuste salarial de 6,5% para salários até R$ 4.100 (aumento real de 2,12%). Acima desse valor a proposta previa reajuste fixo de R$ 266,50. Para o piso o reajuste proposto no sábado era de 9,82%.

Assédio moral – a proposta contempla a inclusão de uma cláusula em Convenção Coletiva para o combate de um grande problema dos trabalhadores que é o assédio moral: condenação por parte da empresa a qualquer ato de assédio e implementação de um canal de denúncias, com prazo para apuração e retorno ao Sindicato.


Segurança – Nas questões de segurança será obrigatório o registro de boletim de ocorrência, divulgação de estatística semestral do setor e atendimento psicológico no pós-assalto.



Banco do Brasil: piso aumenta em 13%

Aumento de 13% no piso terá impacto na curva salarial do PCS; promoção por mérito também será implantada



O movimento sindical conquistou na negociação específica com o Banco do Brasil reajuste salarial linear de 7,5% para todos os trabalhadores. O mesmo percentual será aplicado às verbas como cesta-alimentação, vale-refeição e também nos valores de referência dos comissionados.



O piso salarial foi reajustado em 13%, saindo de R$ 1.415 para R$ 1.600. O que corresponde a um aumento real de 8,71%.

Plano de carreira -Outro avanço foi conquistado no plano de carreira. O Banco do Brasil apresentou um Plano de Carreira e Remuneração (PCR) que irá agregar o atual Plano de Cargos e Salários (PCS). A principal diferença consiste em estabelecer dois critérios para promoções no banco: por antiguidade (que já existe) e por mérito.

Pela proposta do BB, o PCR, dirigido aos comissionados, será implantado a partir de março de 2011 (retroativo a setembro), composto por 25 níveis e seus valores serão cumulativos e agregados ao salário. O novo plano será retroativo ao ano de 2006.

Descomissionamento – Uma das maiores queixas dos bancários está no descomissionamento com apenas uma avaliação. Na proposta do banco, o descomissionamento ocorrerá agora apenas quando houver três ciclos avaliatórios negativos e sequenciais. Essa regra não se aplica aos primeiros gestores e os que estão enquadrados como NRF4. O Sindicato não defende qualquer tipo de descomissionamento, mas considera a alteração da instrução 369 um avanço.

PLR – Permanece a regra atual com a distribuição linear de 4% do lucro líquido semestral, mais o módulo Fenaban acrescido do módulo bônus aos comissionados (veja exemplos no quadro).

Dias parados – Os funcionários do BB seguirão a mesma regra da Fenaban. Com a compensação devendo ser de, no máximo, duas horas por dia, não podendo ser computados sábados, domingos e feriados e nem das horas extras já praticadas. A compensação deverá ocorrer até 15 de dezembro.

PLR no BB no 1º semestre de 2010
Cargo
Valor
Escriturário
R$ 3.118,08
Caixa
R$ 3.434,99


Caixa: reajuste no piso é 12,74% e + PLR extra

O reajuste de 7,5% conquistado na Fenaban será aplicado a todas as faixas salariais da Caixa Federal, sem o limite de R$ 5.250. O avanço foi assegurado na negociação específica entre o Comando Nacional e a direção do banco.

Na rodada também foi conquistada a elevação do piso da carreira administrativa, com a aplicação do índice de 12,74% no piso após 90 dias e 10,19%, no piso de ingresso que passa a R$ 1.600, durante o estágio probatório. Além dos 7,5%, será agregado nas demais referências um valor linear de R$ 39, o que resulta em reajustes que variam de 8,4% a 12,74% nos valores da tabela.

A carreira profissional também terá enquadramento automático no segundo nível, após conclusão do contrato de experiência de 90 dias, saindo da referência 801 para 802 de sua tabela.

Promoção por mérito – O movimento sindical cobrou e a Caixa aplicará um delta para todos os empregados em condição de promoção e retroativo a janeiro deste ano.

PLR maior – Além de seguir a regra da PLR da Fenaban, os empregados conquistaram uma PLR extraordinária que corresponderá à distribuição linear de 4% do lucro líquido.

Outros avanços
  • Elevação do auxílio para escola especializada para filho deficiente, de R$ 150 para R$ 261,33;

  • Inclusão dos empregados, aposentados e pensionistas no programa de relacionamento para a redução dos juros do cheque especial;

  • Isenção de anuidade dos cartões de crédito Mastercard e Visa nas modalidades existentes em 1 de setembro;

  • Ampliação da idade da criança adotada na licença adoção de 8 anos incompletos para 12 anos incompletos;

  • Ampliar para bimestral a frequência das reuniões dos comitês de acompanhamento do credenciamento e descredenciamento do Saúde Caixa;

  • Discutir Plano de Funções Gratificadas (PFG) e PSI na mesa permanente;

  • Formação de comissão paritária para discutir das pendências no SIPON;

  • Incluir, para diagnóstico no PCMSO, os exames de mamografia e Papanicolau para as mulheres e, para os homens, de próstata, em caso de PSA alterado;

  • Inclusão, como dependente direto do Saúde Caixa, do filho maior de 21 anos com deficiência permanente e incapaz;
  • Ampliação de 4,6 mil para 5 mil bolsas graduação. E de 2,6 mil para 3 mil as bolsas idioma;
  • Promoção por Mérito de 2010 – Constará do acordo que a promoção por mérito referente ao ano de 2010 será paga em março de 2011 retroativo a janeiro de 2011.
Fontes: ContrafCUT, Fenae, Spbancários, Seeb-PA/AP, Aeba

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Greve faz Fenaban aumentar proposta para 7,5% de reajuste. Negociação prossegue

Diante da forte greve que entrou no 13º dia, sendo a maior greve da categoria nos últimos 20 anos, a Fenaban apresentou nova proposta hoje, ampliando a feita sábado:

16,33% no piso e 7,5% nos salários e verbas.
Greve arranca aumento real histórico nos salários e no piso, além de reajuste de 14,28% no valor adicional da PLR, para R$ 2.400. Avanços ainda no combate ao assédio moral e na segurança.

A Fenaban apresentou ao Comando Nacional dos Bancários na manhã desta segunda-feira 11, no 13° dia da greve nacional da categoria, uma nova proposta que inclui índice de reajuste de 7,5% (o que representa aumento real de 3,1%) para quem ganha até R$ 5.250.

Para salários superiores, a proposta prevê um fixo de R$ 393,75 ou reajuste de 4,29% (inflação do período) - o que for maior.

A proposta também melhora a PLR e valoriza o piso salarial (veja abaixo).

A negociação foi interrompida para almoço.

À tarde, o Comando Nacional retoma tanto as negociações gerais com a Fenaban quanto sobre as reivindicações específicas com o Banco do Brasil e com a Caixa.

Ao final das negociações, o Comando se reunirá para avaliar as propostas dos bancos e definir orientações para as assembleias da quarta-feira em todo o país.

"Esses avanços na proposta dos bancos são resultado direto da força da greve nacional dos bancários, principalmente nos bancos privados", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

Pela nova proposta, há aumento real de salário, PLR maior e valorização do piso. Proposta também tem cláusula de combate ao assédio moral e avanços na segurança.

O reajuste proposto para salários é de 7,5% (que representa aumento real de 3,08%) até R$ 5.250. Acima desse valor de R$ 5.250, os salários seriam reajustados por uma parcela fixa de R$ 393,75 ou pelos 4,29% da inflação, o que for mais vantajoso para o bancário.

Nas demais verbas salariais, como vales e auxílios, a elevação seria de 7,5%.

Piso – No piso da Convenção Coletiva, o reajuste seria de 16,33% (aumento real de 11,54%) elevando o valor de R$ 1.074 para R$ 1.250.

PLR – O valor adicional à PLR passaria de R$ 2.100 para R$ 2.400, o que significa aumento de 14,28%. A regra básica seria paga como no ano passado: 90% do salário mais R$ 1.100,80 (valor já reajustado pelos 7,5%). Caso a distribuição do lucro líquido não atinja 5% com o pagamento da regra básica, esses valores serão aumentados até chegar a 2,2 salários com teto de R$ 7.181.

Mobilização arranca mais – A proposta apresentada pela federação dos bancos no sábado, e que foi considerada insuficiente pelo Comando Nacional dos Bancários, previa reajuste salarial de 6,5% para salários até R$ 4.100 (aumento real de 2,12%).

Acima desse valor a proposta previa reajuste fixo de R$ 266,50. Para o piso o reajuste proposto no sábado era de 9,82%.“

O aumento do piso é importante porque impacta diretamente nos salários dos caixas e dos primeiros comissionados, e impulsiona os níveis acima, diz a presidenta do Sindicato de São paulo, Juvandia.

Assédio moral - Entra uma cláusula na Convenção Coletiva para o combate de um grande problema dos trabalhadores que é o assédio moral: condenação por parte da empresa a qualquer ato de assédio e implementação de um canal de denúncias, com prazo para apuração e retorno ao Sindicato.

Segurança – Nas questões de segurança será obrigatório o registro de boletim de ocorrência, divulgação de estatística semestral do setor e atendimento psicológico no pós-assalto.

Após a negociação com a Fenaban, que ainda não foram concluídas, serão retomadas as negociações de Banco do Brasil, Caixa, Banco da Amazônia e Banpará.

sábado, 9 de outubro de 2010

A proposta da Fenaban. Reunião prossegue na 2ª-feira

Com 8.280 agências paradas em todo o país e no 10º dia de greve, a Fenaban sentiu o peso da greve e chamou o Comando Nacional pra conversar.

A conversa rolou hoje, no 11º dia de greve, em São Paulo e esta foi a proposta apresentada pelos banqueiros:

  • Reajuste de 9,82% para o piso salarial, 6,5% de reajuste para quem ganha até R$ 4.100 (e um valor fixo de R$ 266,50 para os salários superiores a esse valor). Propôs também 6,5% de reajuste para a PLR e todas as verbas salariais e auxílios.
  • Ou seja, qualquer salário acima de R$ 4.100 teria somente o acréscimo de R$ 266,50. Assim, em faixas salariais acima de R$ 6.212, o reajuste começa a ficar abaixo da inflação;
  • O piso para escriturário passaria de R$ 1.074 a R$ 1.180, representando aumento de 9,82%, valor considerado ainda insuficiente pelo Comando Nacional;
  • O Comando Nacional dos Bancários considerou a proposta insuficiente e as negociações continuam nesta segunda-feira 11, às 11h. A presidenta do Sindicato, Rosalina Amorim e o vice, Sérgio Trindade, estão na reunião do Comando, em São Paulo.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Banqueiros chamam pra negociação sábado em Sampa

No 10º dia de greve, da maior greve dos últimos 20 anos, banqueiros chamam o Comando Nacional pra negociar. Ofício chegou à sede da ContrafCUT no final da tarde desta sexta-feira 8. E a negociação será neste sábado 9,em São Paulo, às 11 horas. Sábado, véspera do Círio de Nazaré, a maior procissão religiosa do Brasil.

Veja o calendário de retomada da negociação. A força da greve traçou o calendário:

Fenaban - Sábado, às 11 horas, em Sampa. Comando se reúne na sede da ContrafCUT às 9 horas.

Banpará - Sindicato encaminhou ofício ao banco solicitando a reabertura das negociações e aguarda resposta.

Banco da Amazônia - Ainda sem data para reinício das negociações.

Caixa - Retomada das negociações nesta segunda-feira 11, às 10 horas, em São Paulo.

BB -
Retomada das negociações nesta segunda-feira 11, às 10 horas, em São Paulo.

Greve Nacional dos Bancários 2010 - Quadro de agências paralisadas

1º Dia

29/09

3.864

2º Dia

30/09

4.895

3º Dia

1/10

6.215

6º Dia

4/10

6.527

7º Dia

5/10

7.437

8º Dia

6/10

7.723

9º Dia

7/10

8.280

10º Dia

8/10

8.27

10º dia de greve: 8.280 agências fechadas

Chegamos ao 10º dia de greve com 8.280 agências fechadas em todo o país e a maior greve da categoria nos últimos 20 anos.

Banqueiros se mantêm intransigentes e a greve se fortalece e se amplia.

Banco Itaú/Unibanco pediu a prisão do presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília e a greve ganha mais força ainda. A truculência dos bancos só anima a greve.
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