quinta-feira, 16 de junho de 2011

Junho: rufando os tambores para a campanha nacional

Junho prenhe de atividade sindicais, mobilizações, encontros, seminários, conferências, tudo em preparação à campanha nacional da categoria bancária. A foto acima (blog da Afbepa) mostra um momento das horas de trabalho, ontem, à tarde, na sede do Sindicato dos Bancários do Pará, em que dirigentes do Sindicato (Rosalina, Érica, Odinéa), da Afbepa (Kátia Furtado, Cristina) e da Fetec-CN (Vera Paoloni) e respectivas assessorias do Sindicato e Afbepa, se debruçaram sobre todas as propostas aprovadas no 6º encontro estadual dos bancários e bancárias do Banpará, no dia 11, costurando com firmeza e pondo em prumo todas as reivndicações da categoria. Ao mesmo, debatendo a proposta conjunta de atuação na eleição de todas as vagas ao Comitê Disciplinar.

Um detalhe bem interessante: todas as dirigentes e assessoras presentes à reunião são mulheres. Foi uma reunião bem proveitosa e a próxima já está marcada: dia 21 dejunho, às 14:30, mesmo batlocal.

Neste sábado, o encontro estadual dos bancários e bancáras. Na UEPA

E dia 18, sábado, a 6ª Conferência Estadual dos Bancários e Bancárias do Pará. Já foram eleitos em pré c-nferências delegados e delegadas das regiões do Tapajós e Carajás. Para Belém e arredores, o encontro é aberto e ali será construída a pauta de reivindicações a ser levada á Conferência Nacional da categoria, em São Paulo, dias 20, 30 e 31 de julho. Não falte!


Time blogueiro combativo vai se reunir em Brasília

Em Brasília, a partir desta sexta17, acontece o 2º Encontro Nacional de Blogueiros, com gente blogueira, tuiteira de todo o Brasil. O Arte Bancária estará lá, a partir do dia 18 à noite.

Quem tiver interesse pode acompanhar ao vivo os debates. A Rede Brasil Atual e a TVT vão transmitir toda a programação do 2º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas. Os usuários do Twitter vão usar a hashtag #2BlogProg e o link para o ao vivo (http://bit.ly/BlogProg), além de informações nos perfis da Rede Brasil Atual e Rede TVT. Também a partir desta sexta-feira 17 estará disponível o embed para que blogueiros também possam transmitir em seus espaços as discussões.


Eleições de delegados sindicais
Vai até esta sexta 17, duas importantes eleições: em São paulo, é o último dia de eleição para a direção do Sindicato. Concorre à cabeça de chapa pela chapa 1, a companheira Juvândia, que tem o apoio do Arte Bancária.

No Pará, dia 17 é o último dia de eleições para delegados sindicais.

No BASA, instalada a mesa do PCCS
Arrancado na greve da categoria no ano passado, a 8 d ejunho foi instalada a mesa do PCCS do banco da Amazônia, já com calendário e método de trabalho.

Saiba mais, clicando aqui.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Contra a praga da terceirização e os biscoitos Mabel

Que a terceirização indiscriminada é um atentado aos direitos humanos, trabalhistas, todo mundo sabe. Que a terceirização é uma praga todo mundo também sabe.

O que nem todo mundo sabe é que o deputado federal do PR de Goiás, Sandro Mabel, conseguiu aprovar na Comissão de Trabalho e Administração do Servbiço Público, seu famigerado projeto de lei 4330/04 que admite a terceirização em área meio, em área fim. Uma verdadeira praga a derrubar os direitos trabalhistas e manter os trabalhadores terceirizados completamente à margem de direitos. O projeto famigerado passou na comissão do trabalho dia 8 de junho.

Para o companheiro Miguel Pereira, diretor da ContrafCUT, o projeto "representa praticamente o fim das categorias formais, reguladas por acordos e convenções coletivas negociadas pelos sindicatos, jogando por terra toda a história de luta dos trabalhadores. É um ataque à própria Constituição Federal, que assegura o valor social do trabalho como base estruturante da sociedade brasileira".

Na prática, o projeto propõe o fim do emprego com os direitos que a categoria e a classe trabalhadora vêm conquistando a muito custo e de forma aguerrida, unida.


Mobilização -Amanhã 15, em Brasília, a CUT convoca os sindicatos a participarem de Audiência Pública sobre o tema. A audiência vai acontecer às 14h30, no plenário 13, anexo 2 da Câmara dos Deputados. E também amanhã, em Brasília, só que às 10 horas, o GT de Terceirização da CUT vai se reunir no escritório da Central. O companheiro Alan Rodrigues, secretário geral do Sindicato dos Bancários do Pará estará nos dois eventos.


Saiba quem é Sandro Mabel

Na internet, hoje, começou um movimento pra que ninguém coma mais o biscoito Mabel. No ano passado, a Carta Capital publicou a matéria a seguir. Clique aqui, leia com atenção e saiba por que o deputado defende tanto o fim dos direitos e do trabalho decente:

Aonde foram parar os biscoitos?

A fábrica do deputado Sandro Mabel acumula multas do Inmetro. São mais de 15 milhões de reais por fraudes no peso dos produtos. A empresa contesta as autuações. Por Leandro Fortes. Foto: Elton Bomfim

No início do ano, a empresa Cipa Industrial de Produtos Alimentares tentou, sem sucesso, derrubar na Justiça Federal a competência para fiscalizar e aplicar multas do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, o Inmetro. Razões para tal não faltavam. A companhia, localizada em Aparecida de Goiânia (GO), é dona da marca Mabel, segunda maior produtora de biscoitos do País, e deve ao Inmetro 15,2 milhões de reais em multas referentes à maquiagem de pacotes de bolacha oferecidos ao consumidor com peso inferior ao anunciado nas embalagens. Assim, a Biscoitos Mabel, de propriedade do deputado Sandro Mabel (PR-GO), acumula 986 multas por fraude no peso que jamais foram pagas ao Tesouro Nacional, desde 1999. Destas, 505 (51,2%) estão em fase de exe-cução fiscal pela Justiça, a pedido da Procuradoria-Geral Federal (PGF), órgão da Advocacia-Geral da União (AGU) responsável por representar os interesses das autarquias federais.

CartaCapital teve acesso ao relatório de dívidas da Biscoitos Mabel no Inmetro, no qual consta um histórico de multas cobradas, mas nunca pagas, que ocupa 40 páginas. Procurado, o deputado Mabel designou um funcionário, o diretor-financeiro da empresa, Marcelo Catunda, para dar as explicações. “Nunca perdemos um processo para o Inmetro, nunca pagamos nada ao Inmetro”, avisa, de cara, Catunda. Segundo ele, há um departamento dentro da empresa apenas para contestar as multas, com base em um argumento técnico básico: a amostragem coletiva. De acordo com o diretor da Mabel, o órgão faz coletas individuais de pacotes de 100 gramas de biscoitos, quase sempre as famosas rosquinhas produzidas há 57 anos, e descobre, em alguns casos, embalagens com peso menor. “Mas quando a amostragem é coletiva (12 pacotes pesados em conjunto), às vezes existe até sobrepeso”, diz Catunda.

Criada em 1953 pelos irmãos italianos Nestore e Udélio Scodro, respectivamente, pai e tio do deputado (que na verdade se chama Sandro Scodro), em Ribeirão Preto (SP), a indústria se expandiu a partir da fábrica montada em Aparecida de Goiânia em 1974. Em 1980, uma nova unidade foi montada no Rio de Janeiro e passou a ser gerenciada por um irmão do parlamentar, Sérgio. Em 1983, a sociedade foi dividida em duas: a unidade paulista ficou com Udélio, as demais com Nestore e os filhos Sandro e Sérgio. Em 2002, após a morte de Udélio, em um acidente de carro, as empresas foram novamente unificadas. Atualmente, o grupo tem cinco fábricas com faturamento anual estimado em 520 milhões de reais. Produz, em média, dez toneladas de biscoito por mês.

Além de se recusar a pagar o que deve ao Inmetro, a Mabel se mantém na mira de outro poderoso órgão fiscalizador do governo, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça. Em 2005, a fábrica do deputado foi multada em 106,4 mil reais por maquiar o peso de pacotes de biscoito. Em 2008, a Mabel foi novamente multada pelo DPDC, em 94,5 mil reais, pelo mesmo motivo.

Catunda garante que a dívida da Mabel com o Inmetro “não passa de 2 milhões de reais”, caso se considere apenas aquelas em execução fiscal pela Justiça Federal, embora ele não tenha apresentado qual o valor exato a ser pago. As autuações, afirma, fazem parte da rotina de todas as empresas do ramo. “É prática normal”, garante. Catunda declara que existe na Mabel um sistema próprio de amostragem, de modo a garantir a pesagem correta das embalagens. “Até convidamos técnicos do Inmetro para ir às nossas fábricas para a fiscalização direto na linha de produção, em vez de fazê-la nas prateleiras do
comércio.”

“A Mabel, há muitos anos, sofre autuações em decorrência de divergências de peso nos produtos”, informa Marcelo Silveira Martins, procurador-chefe do Inmetro, no Rio de Janeiro. Segundo ele, há cinco anos, o órgão enviou à fábrica do deputado um grupo de técnicos para treinar os funcionários da empresa, como parte de uma política para formação de consciência de respeito ao consumidor, mas o quadro não mudou. “A maioria das autuações continua sendo feita nos estabelecimentos comerciais de São Paulo, justamente o maior polo consumidor do País”, explica Martins.

Segundo o procurador, a Mabel nunca se dispõe a pagar as multas de forma administrativa. “Ela faz questão de sempre ir à Justiça questionar as diferenças de peso que nossa fiscalização flagra nos pacotes de biscoitos.” Mas isso não significa que a empresa vá ganhar na Justiça o direito de não pagar as multas, garante Marcelo Martins. “As dívidas que ainda não estão em fase de execução fiscal logo tomarão esse mesmo caminho”, avisa o procurador do Inmetro. “O problema é que os processos são demorados na Justiça Federal, há muitas brechas para recursos e embargos, daí a razão de ainda haver cobranças com mais de dez anos.”

Ao longo de 30 anos, até 2006, o Inmetro havia contabilizado 140 mil empresas inscritas na dívida ativa da União. A partir de então, na gestão do atual presidente da autarquia, João Alziro da Jornada, esse número subiu para 700 mil, como parte de uma nova política de gestão voltada para o controle dos créditos do órgão. Atualmente, das 178 autarquias brasileiras, apenas o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) tem mais ações judiciais de cobranças de multas do que o Inmetro – de 4 milhões de ações de créditos a receber, em 2006, para as atuais 25 milhões. A Biscoitos Mabel, assim como qualquer empresa autuada pelo Inmetro, passa pelo mesmo trâmite burocrático.

Aberto o processo administrativo para a cobrança da multa, a empresa autuada tem dez dias para se defender. Em seguida, é expedida a notificação para o pagamento da multa, que pode ser efetivada entre 15 e 20 dias. Caso o pagamento não seja feito, é realizada uma nova cobrança. Passados 75 dias desde a primeira negociação, a empresa entra na dívida ativa da União e tem o nome inscrito no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal, o Cadin, o cadastro geral de inadimplência mantido pelo Ministério da Fazenda.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Construída no debate e participação a minuta do Banpará. Tem que respeitar essa história de resistência e luta!



Neste sábado 11 dejunho de 2011, ocorreu o 6º - e não o 3º - Encontro Estadual dos Bancários do Banpará e mais uma vez a categoria demonstrou o forte sentimento e história de resistência que tem caracterizado o processo de organização e luta do bravo funcionalismo do Banpará.

O Encontro do Banpará foi, até agora, o evento sindical da categoria na Pará mais representativo, além de extremamente participativo. Ao todo 46 delegados inscritos e mais quatro que não chegaram a tempo do credenciamento, participaram do evento, afora a diretoria do Sindicato, Fetec-CN, ContrafCUT e assessorias das entidades.


Foi esse sentimento de resistência que nos fez enfrentar e lutar, sempre na adversidade, a falta de democracia no país e no banco nos idos de 1987; a luta contra a privatização do banco, no período tucano de FHC. E as fortes greves nos últimos tempos sempre contaram com o funcionalismo unido. Pra avançar nos direitos e nas conquistas.


Tem que respeitar a história de resistência e luta do funcionalismo do Banpará que, mais uma vez, neste 6º Encontro mostrou sua força e capacidade de luta, ficando desde as 8 horas da manhã até as 15 horas e debater, construir ativamente cada ponto da pauta de reivindicações.


Dentre outros itens, consta da pauta de reivindicações aprovada no encontro:

  • PCS - promoção para todos agora em 2011 e progressão por antiguidade para todos em 2012. Isso é salário!
  • Comissões - para todos os comissionados, com o maior percentual da recente reclassificação de agências e retroativo a junho/2011.
  • Anuênio - a reivindicação é que seja de R$ 50,00.
  • PLR para todos, incluindo os adoecidos no tempo em que estiverem afastados;
  • Ajuda aluguel - que seja paga a verba durante o tempo em que o funcionário estiver no município, a interesse da instituição;
  • eleição direta de todos os comitês, no conjunto das vagas. Sobre a eleição do Comitê Disciplinar, os três mais votados serão indicados ao banco, pelo Sindicato, como os integrantes titulares do Comitê Disciplinar, memso critério para definir a suplência. As inscrições serão feitas de 15 a 22 de junho. A campanha será feita de forma unificada entre Sindicato, Fetec/CN e Afbepa.
  • presença na mesa de negociação de todas as entidades que representam o funcionalismo: Sindicato dos Bancários do Pará, ContrafCUT, Fetec-CN, CUT-Pará e Afbepa.

Houve ainda um conjunto de propostas que foram encaminhadas à mesa dos trabalhos e que abordam: saúde, segurança, sobreaviso, situação de periculosidade, foco nas atividades de tesoureiro, caixa, call center.

Esse conjunto que foram a pauta de reivindicações, a minuta, será mostrada aqui no blog da Arte Bancária. Na íntegra.

Ao funcionalismo do Banpará, e toda a sua história de luta e resistência, nossos parabéns! E a todas as suas entidades representativas.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Aumento da taxa Selic: mais um erro grave da política econômica

O Banco Central elevou a taxa Selic em 0,25%, passando para 12,25% ao ano. Com a medida, o BC aprofunda o erro da política econômica, freia o desenvolvimento, concentra riqueza e empobrece a Nação.

O presidente da ContrafCUT, Carlos Cordeiro, assim falou sobre a medida do Banco Central:

"O BC precisa ter a coragem de enfrentar o sistema financeiro em vez de se curvar aos seus interesses. Além das metas de inflação, o BC deveria fixar também metas sociais, como o aumento do emprego e da renda dos trabalhadores e a redução das desigualdades sociais do país. Para isso, é fundamental ampliar o Conselho Monetário Nacional, de forma a contemplar a participação da sociedade civil organizada na discussão dos rumos da economia".

Basa impõe trabalho gratuito a caixas em agências do Pará

Caixas que trabalham nas agências do interior do Pará estão sofrendo mais um abuso por parte do banco da Amazônia: estão sem horário de almoço, sem a pausa de obrigatória de 10 minutos a cada hora trabalhada e estão passando da hora de trabalho pelo menos duas horas a mais. Sem direito a hora extra, a almoço e a qualquer pausa, que é determinada por lei. A diretora do Sindicato dos Bancários, Heidiany Katrine, vai pautar na diretoria do Sindicato uma ação firme para por fim ao trabalho gratuito em todas as agências do BASA, em especial as do Sul e Sudeste, em que o abuso bateu no teto.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Bradesco coage bancário a transportar valores. Insegurança, dor e mortes.

Assaltantes do Basa Rurópolis perderam controle da camionete, incendiaram a ponte.

Coagido pelo Bradesco, bancário do Posto de Muaná também estava no grupo que transportava valores da agência de Abaetetuba para o posto em Muaná na sexta-feira passada, 3 de junho. A rotina era a mesma: pegar um táxi da agência em Abaeté até o porto e, de lá, seguir de lancha até Muaná.

Só que ao chegar no porto, havia a emboscada. Tiros por todo o lado e um PM morto, um baleado e que está no Hospital Metropolitano. A partir daí, a polícia saiu á caça dos assaltantes e matou familiares deles e muitos mais.

O transporte de valores é uma obrigação dos bancos, que são os donos do negócio. Logo, cabe aos bancos pagar as empresas privadas de segurança para transportar seus valores, seu patrimônio e pelo qual cobram a taxa de juros e o spread mais alto do planeta. Para a diretora do Sindicato e integrante da Articulação Bancária (Artban), Heládia Carvalho, "é criminosa a forma como o Bradesco coloca em risco a vida de seus trabalhadores no transporte de valores".

BB São Domingos
- Hoje, de tardinha, em São Domingos do Araguaia, o Banco do Brasil foi novamente metralhado e assaltado. Um bancário foi tomado com refém e abandonado numa vicinal. Graças a Deus, sem ferimentos mas, com certeza, traumatizado pelo assaltado e sequestro. Levaram dinheiro do banco.

A diretora do Sindicato dos Bancários e integrante da Artban, Heidiany Katrine, vai a São Domingos verificar as condições de saúde dos trabalhadores bancários, após esse mais esse trauma.

BASA Rurópolis - A agência de Rurópolis do Banco da Amazônia, na Transamazônica, foi assaltada hoje pela manhã por 6 homens armados com fuzis. Levaram dinheiro do banco e fizeram reféns o gerente e um bancário do Basa.

Na fuga, perderam o controle de uma das caminhonetes L-200. O veículo tombou, os bandidos tocaram fogo na ponte e, após queimarem o carro, fugiram no outro veículo, como conta o Blog do Estado.


É nessa combinação de insegurança que vivem bancários, usuários de bancos e a população do Estado do Pará. Banqueiros pressionando seus trabalhadores para o transporte de valores; sequestros e assaltos. E uma violência ímpar, desenfreada.

Somente na
Região Metropolitana de Belém 14 pessoas foram assassinadas em 24 horas. E em uma semana, cinco lideranças rurais foram mortas, incluindo dois ambientalistas.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Fator previdenciário: frustrante reunião com governo



O Arte Bancária estará no 2º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas.


Originalmente do blog do Artur Henrique, presidente da CUT Nacional. No sítio da CUT:


Ao final da reunião de ontem {2 de junho} com o ministro Garibaldi Alves, da Previdência, afirmei aos jornalistas que o resultado do encontro havia sido frustrante.

De fato, o ministro foi à reunião sem apresentar uma proposta do governo. Limitou-se a pedir que os participantes da reunião – centrais sindicais e representações de aposentados – apresentassem as suas, como se já não fossem conhecidas.

Enquanto isso, do lado de fora, milhões de trabalhadores e trabalhadoras esperavam pelo resultado da reunião. Lembrei isso ao ministro.

Garibaldo ouve propostas da CUT, mas não apresenta a dele
Garibaldo ouve propostas da CUT, mas não apresenta a dele

Por outro lado, parte dos sindicalistas ali presentes insistia na tese de que o fator previdenciário precisa acabar.

Sim, todos queremos isso, mas, do ponto de vista objetivo, só haveria uma maneira de simplesmente acabar com o fator: que o Congresso derrube o veto do ex-presidente Lula ao fim do fator.

Afirmei isso aos presentes e perguntei ao senador Paulo Paim, que também estava ali, se ele tinha notícia da derrubada de algum veto da Presidência nos últimos anos. Paim foi taxativo: “Estou aqui há 25 anos e nunca vi um veto do Executivo ser derrubado sem que o próprio Executivo quisesse”.

Portanto, cobrei dos companheiros uma postura mais realista e responsável. Em lugar de repetir o mantra “fim do fator”, é hora de apresentar uma alternativa concreta.

Na opinião da CUT, essa alternativa é o fator 85/95, pois supera o fator, garante a sustentabilidade das contas da Previdência e, o principal, melhora a vida de quem está trabalhando e de quem já se aposentou.

Para entender essa proposta, leia cartilha que a CUT preparou, em 2009, para explicar o fator 85/95.

Na reunião de ontem, critiquei também a postura do governo, explicitada pelo ministro Garibaldi, de que a tomada de decisão estaria à espera de consenso entre as centrais e as representações dos aposentados.

Esse consenso de todas as entidades em torno da superação do fator previdenciário não acontecerá. Que o governo encaminhe a proposta do 85/95 com o apoio das entidades que concordam com ela e que, somadas, representam a maioria da representação sindical.

O que não podemos é continuar adiando essa mudança.

Para conhecer o Blog do Artur Henrique, acesse http://arturcut.wordpress.com/

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Republicamos post da Arte Bancária sobre eleições diretas em comitês do Banpará e democracia. Posicionamento publicado aqui em 25.abril.2011

1. Fruto da luta da campanha nacional de 2010 e do Acordo Coletivo, está garantida a eleição de uma das 3 vagas ao Comitê Disciplinar do Banpará. As 2 vagas restantes serão indicadas pelo Sindicato dos Bancários.

2. A diretoria do Sindicato dos Bancários do Pará, integrada minoritariamente pela Articulação Bancária, foi eleita na base da categoria bancária em abril 2010 para o triênio 2010/2013. Foi eleita no voto direto. Logo, além do aspecto legal, tem legitimidade para indicar os demais membros do Comitê Disciplinar e sua respectiva suplência.

3. Também fruto de acordos coletivos anteriores, hoje existem no Banpará mais 2 comitês: o de Relações Trabalhistas e o do Grupo de Trabalho do Plano de Cargos e Salários (GT-PCS). Ambos os comitês são paritários, isto é, a composição é de metade dos empregados indicados pelo banco e metade indicado pelos trabalhadores. No caso, pela representação dos trabalhadores, o Sindicato dos Bancários.

4. Em março, a diretoria da Afbepa procurou a diretoria do Sindicato dos Bancários do Pará e propôs, dentre outros itens, a eleição direta para todas as vagas dos comitês existentes. O segmento da Articulação Bancária esteve presente à conversa, nas pessoas dos companheiros Serginho Trindade e Vera Paoloni.

5. A Articulação Bancária, setor do movimento sindical do ramo financeiro e que compõe, em minoria, a diretoria do Sindicato, assim se posiciona sobre a composição dos referidos comitês:

- que durante o mês de maio/2011 seja feita a eleição de uma vaga e respectiva suplência para cada um dos comitês existentes, cabendo ao Sindicato a indicação de 2/3 das vagas, uma vez que o Sindicato foi referendado nas urnas para dirigir a categoria até abril/2013. Realizar as eleições para uma vaga em cada Comitê e assegurar parte para indicação do Sindicato, que foi legitimamente eleito, é uma boa forma de se preservar e ampliar a democracia.

Assinam: Vera Paoloni, Heidiany Katrine, Bruno Thadeu, Sérgio Trindade, Rômulo Weyl, Alan Rodrigues, Fenando Bosco, Heládia Carvalho, Roosevelt Santana, Marco Aurélio Vaz, Sílvio Farias Jr. e Cristiane Aleixo.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Banpará, reclassificação de agências e demais comissões

Da reunião havida dia 27 de maio entre Sindicato, Fetec-CN e a diretora administrativa do Banpará, Márcia Miranda, destacamos:

  • reclassificação de agências: foi uma medida de gestão do Banpará, unilateral e o reajuste nas comissões entra em vigor já no contracheque de 23 de junho. Entidades sindicais questionaram quando serão reclassificadas as demais comissões das agências e obtiveram a ifnormação da diretora que o banco tem um prazo interno de 180 dias para concluir o etsudo de reclassificação de todas as comissões. E que as agências terão prioridade na implantação.

  • Nós, da Articulação Bancária (Artban) entendemos que é uma boa medida a da reclassificação das comissões, em que se busca pelo menos chegar perto ao praticado no mercado. Já estava passando da hora a medida. Agora, urge que a mesma medida seja extensiva às demais comisões das agências e também ao conjunto de funções existente na empresa. Foi que nossa representante e diretora da Fetec, Vera Paoloni, cobrou da diretora do Banpará, na reunião, recebendo a resposta que etsá logo mais acima, neste post. O assunto voltará à pauta no dia 11 de junho, data do encontro estadual do Banpará.
  • PCS: o banco não estava com o relatório final do PCS pronto, mas ficou de apresentar o documento final na próxima reunião, marcada para 1º de julho, às 15 horas, na Matriz do banco.
Veja outros pontos da reunião, conforme relatado no site do Sindicato dos Bancários do Pará:

A mobilização do Sindicato realizada no dia 4 de maio pela retomada da mesa de negociação permanente com o Banpará funcionou. Tanto que ao final da tarde da última sexta-feira (27) as entidades sindicais voltaram a discutir com o a instituição várias demandas de suma importância para o conjunto do funcionalismo do Banpará.

A comissão dos trabalhadores estava representada pela presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Rosalina Amorim; as diretoras da Fetec-CN e funcionárias do Banpará Érica Fabíola e Vera Paoloni; a diretora de delegacias sindicais do Sindicato e também funcionária do Banco Odinéa Gonçalves, além da advogada do Sindicato Mary Cohen. Pelo Banpará estavam a diretora Márcia Miranda e o assessor jurídico Edivaldo Caribé.

PCS - O primeiro assunto a ser tratado durante a reunião foi o PCS. O Sindicato cobrou dos representantes do Banpará a divulgação do relatório final para implementação definitiva do novo Plano de Cargos e Salários, mas o banco informou que o documento ainda não foi concluído e deu uma previsão de que em pelo menos 20 dias o relatório final do PCS do Banpará seja disponibilizado para as entidades sindicais e, consequentemente, divulgado para a categoria.

Reclassificação das agências – Como é do conhecimento de todos, recentemente o Banco realizou, sem conversar com a categoria, a reclassificação das agências dentro de uma lógica que visa sempre os melhores desempenhos financeiros de cada unidade. Como haverá diferenciação no valor das comissões entre trabalhadores com a mesma função, o Sindicato questionou como será o acesso às agências de ponta, nas quais os gerentes ganharão remuneração maior. O banco respondeu que para não haver perda salarial, haverá rodízio somente entre gerentes lotados na mesma classe. Ou seja, os gerentes lotados nas agências da classe especial farão rodízio entre si, assim como os gerentes lotados nas agências da última classe revezam entre eles. O banco não apresentou nenhum outro critério de rodízio de gerentes dentro da nova lógica de classificação das agências.

Aumento das comissões – O Sindicato vem acompanhando e parabeniza o Banpará pelas consecutivas valorizações em algumas funções do banco. É do conhecimento do Sindicato que já houve aumento para os diretores, alguns advogados, superintendentes e gerentes.

Porém, as entidades sindicais questionaram durante a reunião sobre quando se dará o aumento para os demais funcionários, como por exemplo, os tesoureiros. O banco garantiu que esse aumento será dado em um prazo de 180 dias. No entanto, o aumento não alcançará todas as funções.

O Banco informou que utilizou como parâmetro o valor de mercado para aumentar as comissões existentes em seu quadro funcional.Mesa de negociação com o Banpará em 27.05.2011

Plano Odontológico – O Sindicato também fez cobrança quanto a implementação do Plano Odontológico garantido pelo ACT vigente e lembrou que a proposta que foi aprovada e negociada com o Banpará é de um plano odontológico nacional para todos os funcionários, com custeio de 80% pelo Banco e 20% pelos funcionários. O assunto será retomado na próxima mesa de negociação.

Segurança Bancária – Um dos pontos mais importantes foi sobre a segurança nas agências do Banpará, sobretudo a questão da guarda das chaves das agências. Conforme ACT 2010/2011, o Banco informou que vem estudando uma solução para destinar a guarda das chaves a uma empresa de segurança especializada, inclusive já contatou uma empresa de segurança para apresentar um projeto de viabilização de um novo sistema de segurança e guarda das chaves.

“Não iremos admitir que funcionários do Banpará continuem a sofrer riscos relacionados à segurança bancária, pois, frequentemente, vemos colegas de banco e seus familiares sendo sequestrados por quadrilhas especializadas em roubo de bancos, o que gera consequências perversas para a vida dessas pessoas”, afirma a diretora de saúde do Sindicato e da Fetec-CN, Érica Fabíola.

Ainda sobre o assunto, o Banpará informou que está trabalhando para reestruturar a sua área de segurança, em busca de dar mais autonomia para este setor, conforme o que foi acordado na última Campanha Nacional.

Abono Academia – ONova negociação com o Banpará ser dia 1° de julho Banco disse que, sobre o assunto, trabalha com a possibilidade de parcerias através de convênios com academias para garantir descontos aos funcionários. Mas o Banpará esbarra na legalidade de muitas dessas academias, principalmente no interior do Estado.

Descomissionamento de funcionários – O Sindicato exigiu que o Banpará adote critérios objetivos para o descomissionamento de funcionários e citou como exemplo os critério utilizados no Banco do Brasil fechados no último ACT. Hoje no BB um funcionário só perde sua comissão se tiver conceito negativo ao final de três ciclos avaliativos. A intenção do Sindicato é evitar que haja perseguições, sobretudo de ordem política, dentro do Banpará.

Lucratividade do 1º trimestre – Comentários de que o Banpará atingiu um lucro irrisório no primeiro trimestre invadem as unidades do banco. Diante da preocupação de vários funcionários, o Sindicato cobrou que o banco se posicione diante do assunto. A diretora Márcia Miranda foi categórica ao afirmar que esses rumores são infundados e que o banco está muito bem.Próxima reunião – Agendada para o dia 1º de julho (sexta-feira), às 15 horas, na matriz do Banpará, em Belém.

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