segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Campanha salarial lançada hoje. Se ligue na agenda da luta!

Sábado, o seminário do Banpará, que debateu os rumos do banco para os próximos anos.

Hoje, às 9 horas, lançamento da campanha salarial unificada 2010, coma concentração na Escadinha do cais, no comecinho da av. Pte Vargas, com a presença da diretoria do Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá, Fetec, Contraf, Aeba.

Amanhã, 24 - reunião com delegados sindicais na sede do sindicato, para organizar os passos da campanha.

sábado, 21 de agosto de 2010

Encontro do Banpará é hoje! E encontro dos TCS do Basa

Começa agora o seminário do Banpará que vai debater os rumos do banco, com ampla participação da sociedade. E à tarde, na sede da AEBA - Associação dos Empregados do Banco da Amazônia -, reunião com os TCs - técnicos cientifícos - do Banco da Amazônia.

A campanha está nas ruas eserá lançada aqui no Pará dia 23, segunda-feira.

Na semana passada, a CUT Nacional e a CUT Pará apresentaram para a governadora e candidata Ana Júlia, a plataforma da classe trabalhadora para as eleições deste ano. A CUt aponta Dilma para presidenta e Ana Júlia para o governo do Pará, por "entender que o governo do Brasil e do Pará precisam continuar nas mãos de trabalhadores"

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Menos metas e + Saúde. Encontro do Banpará

Campanha nacional a mil, toda organizada, mobilizada e categoria pronta para pressionar por direitos. De ponta a ponta do país.

Dia 18, em Sampa, lançamento da campanha Menos Metas e Mais Saúde, com o seminário
Como as novas formas de gestão e a cobrança por produtividade têm afetado a saúde mental e a dignidade do trabalhador bancário.

Do seminário, participam a médica do trabalho Margarida Barreto e o doutor em Psicologia Social e professor pesquisador da Fundação Getúlio Vargas Roberto Heloani. Seeb-PA/AP vai participar.

Dia 21, sábado, o encontro do Banpará, pra definir os rumos da instituição para os próximos tempos. Aberto a toda a sociedade paraense, promovido pelo combativo Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá, e participação ativa da valorosa FETEC Centro Norte!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Dia 21, Banpará. Dia 24, 1ª rodada nacional. Campanha nas ruas e nos bancos!

Começou a campanha nacional unificada da nossa categoria e a primeira ruenião com os banqueiros pra debater a pauta de reivindicações é dia 24 de agosto, às 15 horas, em São Paulo. Nessa reunião será definido o calendário de negociações e iniciado o debate sobre saúde e condições de trabalho.

Lá e cá, a campanha se intensifica.

Dia 21, o Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá promove o 1º Seminário sobre o Banpará que queremos para os próximos anos. Inscrições abertas.O local
será: Centro de Convenções Computer Hall (Rua Antônio Barreto, 1176, Umarizal, Belém-PA), das 8 às 13 horas. Vamos lá, debater o Banpará que queremos!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Vai começar a campanha salarial

Já está nas mãos dos banqueiros a nossa pauta de reivindicações, que foi entregue ontem. A categoria exige reajuste de 11%, valorização dos pisos salariais, PLR maior, mais contratações, fim do assédio moral e das metas abusivas, plano de cargos e salários, previdência complementar e igualdade de oportunidade para todos. A primeira reunião deve acontecer na semana que começa a 23 de agosto.

Mas a pauta não se esgota em salários. A categoria bancária quer mais, como sintetiza o presidente da ContrafCUT, Carlos Cordeiro: "Além de mais remuneração, a categoria deixou claro que exige mais qualidade de vida e não suporta mais o assédio moral e as metas abusivas. As pessoas devem estar em primeiro lugar".

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Em duas semanas, 6 bancos assaltados.Amanhã, pauta de reivindicações nas mãos dos banqueiros


De 2 de agosto até hoje, os bancários e bancárias que trabalham em agências fora da capital, têm vivido momentos de extremo terror, com assaltos, sequestros e o trauma decorrente da insegurança bancária. Até agora foram assaltadas as agências do Banpará, em Santarém; do BB, em São Domingos do Araguaia; da Caixa, em Marabá; do BB em Viseu e ontem, Banpará e Banco da Amazônia em Eldorado do Carajás.

É gravíssima a situação da categoria, entregue à própria sorte em suas casas e locais de trabalho. Então, muito oportuna a entrega da nossa pauta de reivindicações amanhã, às 11:30, na sede da Federação Nacional dos Bancos, em São Paulo, pauta que foi amplamente aprovada pela categoria e referendada nos sindicatos de todo o país.

Para o presidente da ContrafCUT, Carlos Cordeiros, "os bancários estão com grande expectativa em relação às negociações deste ano, uma vez que o país está passando por um período de grande crescimento econômico e a situação dos bancos é melhor ainda, como mostram os balanços. É preciso repartir esses ganhos com a sociedade e com os trabalhadores", conclui.

Veja as principais reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2010:

Remuneração e Previdência

- Reajuste salarial de 11% (inflação do período mais 5% de aumento real).

- Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 4 mil para cada funcionário

- Piso salarial no valor do salário mínimo do Dieese (R$ 2.157,88).

- Elevação do auxílio-refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta-alimentação e auxílio-creche/babá para o valor de um salário mínimo para cada item

- Previdência Complementar para todos os bancários

Emprego

- Mais contratações

- Ampliar a contratação de mulheres, negros e pessoas com deficiência, garantindo igualdade de oportunidades

- Garantia de emprego

- Reversão das terceirizações

- Qualificação e requalificação profissional


Saúde do Trabalhador

- Fim das metas abusivas

- Combate ao assédio moral

- Prevenção contra os riscos de adoecimentos

- Programa de Reabilitação Profissional em todos os bancos

- Promoção da saúde da mulher

- Assistência médica, hospitalar, odontológica e medicamentosa

- Manutenção de todos os direitos aos afastados por problemas de saúde

Segurança Bancária

- Assistência médica e psicológica às vítimas de assaltos, sequestros ou extorsões

- Ampliação dos equipamentos de prevenção

- Adicional de risco de vida de 30% para agências, postos e tesouraria

- Proibição de transporte de valores e guarda das chaves pelos bancários

- Estabilidade provisória para vítimas de assaltos, sequestros e extorsões


Sistema Financeiro

- Regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal

- Regulamentação da remuneração dos executivos

- Democratização e ampliação do Conselho Monetário Nacional (CMN)

- Regulamentação do papel social dos bancos

- Fim dos correspondentes bancários

- Fortalecimento dos bancos públicos

Fonte: Contraf-CUT
, com informações e edição do Arte.


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Mulher, trabalho e bancos

Na semana em a nossa ContrafCUT entrega aos banqueiros a pauta geral de reivindicações da categoria, o Arte Bancária indica a leitura do artigo ao seguir, produzido pela compa Heidiany Katrine, diretora do Seeb-Pa/AP:


As mulheres sempre encontraram dificuldades para se inserirem no mercado de trabalho, talvez seja consequência do sistema patriarcal que dominou e infelizmente ainda domina as esferas de maior poder. Assim como os escravos o trabalho da mulher era visto como indigno, inferior e desvalorizado, por isso sempre foi menos remunerado. Mesmo após o processo de revolução industrial no Brasil, o quadro de desvalorização não modificou. Hoje temos ainda uma desigualdade muito grande no mercado de trabalho, com relação aos negro e as mulheres, refletido na participação, na remuneração, ou na ocupação de cargos de alto nível hierárquico.


Partindo para o setor bancário as mulheres são quase metade da categoria, segundo pesquisa realizada pelo DIEESE, entretanto quando analisamos a remuneração há uma queda de 25% em relação a remuneração dos homens. Quando comparamos os cargos ocupados por mulheres apenas 33,4% estão ocupando postos de gerência. Com relação a mulher negra esse dado se torna gritante, apenas 8% das mulheres que trabalham nos bancos são negras. Aliás quantos negros trabalham com você? Passamos tão despercebidos nos afazeres cotidianos que nem percebemos que praticamos preconceito no nosso trabalho.


Percebemos pelos dados que a participação feminina fica reduzida a um papel secundário ou subordinado, é que o maior nível de escolaridade que é das mulheres não refletiu em maior salário. Isso demostra que as mulheres continuam tendo representação em ocupações com menor nível de remuneração. As mulheres costumam ser sub-representadas em posições de alto nível hierárquico, quantas superintendentes, diretoras e presidentas de bancos são mulheres e quantos negros você conhece ocupando tais cargos? Apenas 5% das bancárias chegam assumir tal posto, além da pequena participação quando assumem tal posição, recebem salários menores para efetuar o mesmo trabalho. Além disso ainda são as que mais sofrem com a violência dos superiores, sendo as principais vítimas do assédio moral e sexual.


Esses dados são apenas um alerta para que possamos refletir, analisar e verificar que necessitamos avançar aquém da moeda social. Adotar medidas que contribuam para paridade tanto das mulheres quanto dos negros, deficientes, homoafetivos, significa dizer dar condições de oportunidades de ascensão profissional no setor bancário, para que as diferenças não sejam vistas como desigualdades.


Precisamos desconstruir estes estereótipos de inferioridade presentes na sociedade, pensar em seres humanos completos capazes de desenvolver razão e emoção, repensar nos espaços de homens, mulheres, negros, deficientes, homoafetivos e principalmente, repensar em que tipo de sociedade queremos. A campanha nacional da nossa categoria é um ótimo espaço pra enfrentar esse debate!


* Heidiany Katrine Moreno é Diretora de Bancos Estaduais do Seeb-PA/AP, cientista social, feminista e Esp. em Cultura Afro- Brasileira

E-mail: heidianykatrineO8@gmail.com / Fone: 91- 8198.4005

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