quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Acordo Banpará. Reunião hoje à tarde para ajustar a redação.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
O cara no berço. Feliz aniversário, Lula!
Reduz pra 40 que o Brasil aumenta. Veja o vídeo da CUT

CUT lança vídeo e spot de rádio da campanha pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário.
As peças ficarão disponíveis no site da campanha, que também conta com diversos materiais de divulgação - como cartazes, folder e inúmeras peças para mídia impressa, além de banners para internet. Todos esses materiais podem ser baixados pelo site: 40horasja.cut.org.br ou pelo Portal do Mundo do Trabalho (site da CUT): www.cut.org.br.
Os arquivos de vídeo e áudio também poderão ser solicitados à Secretaria de Comunicação: imprensa@cut.org.br.
Clique e confira.
UM ATOR, POR FAVOR
Crítica deliciosamente ácida feita por Castagna Maia. Leia um trecho:
E leia a íntegra do artigo aqui, publicado no www.castagnamaia.com.br/blog2:
Conheci, certa vez, um diretor de um banco de investimentos. O sujeito era nitidamente psicopata. Comportava-se como psicopata, agia como um. E era mantido no cargo porque “apresentava resultados”, embora enlouquecesse seus subordinados. Atrapalhava o serviço de todos e, a rigor, seu papel era um só: representar a figura do “diretor de investimentos” em reuniões. Quando a reunião era apenas técnica, apenas a área técnica comparecia – e não o psicopata. Quando a reunião envolvia cúpulas, tinha aquele ar de solenidade, o psicopata era chamado. Observei o fato, à época, e concluí: precisavam contratar um ator. Isso mesmo. Aquele banco não precisava de um diretor de investimentos, mas de alguém que fizesse o papel de diretor de investimentos em coquetéis, recepções e outras solenidades. Seria uma solução fácil, barata, eficaz.
II
Lembrei disso ao ver as colunas da Miriam Leitão, em O Globo, e da Eliane Cantanhede, na Folha. Estão lá as duas ensinando política, ensinando economia, ensinando candidatos e o próprio Presidente da República a se comportar. O mais interessante é que agora resolveram ensinar a oposição a ser oposição. Antes, buscavam ensinar o Presidente da República a governar. Como parece que o sujeito desembarcou dessa furada, passaram a dar suas dicas diretamente para a oposição. Só que agora estão revoltadas com a oposição. É o caso da Miriam Leitão, hoje. Passa um pito, dá uma chamada, enquadra a oposição.
III
Nassif, hoje, aborda essa questão dos líderes da oposição se tornarem repetidores do discurso da mídia. A mídia inventa ou amplifica um fato, e sai atrás de alguém para repercutir esse suposto fato. Assim foi com a febre amarela, com a gripe A, com a ex-secretária da Receita Federal ou questões relativas à economia e, sempre, críticas a políticas sociais ou às iniciativas chamadas “anticíclicas” de combate à crise. Ou seja, a grande mídia cria uma pauta para a oposição. E a oposição, para ficar na mídia, segue essa pauta. O governador José Serra, no entanto, segundo a análise de Nassif, hoje, desembarcou dessa. Serra é um homem de história política: foi presidente da UNE até 1964, foi para o exílio, teve atuação política vigorosa quando do seu retorno do exílio. A rigor, é um homem que teve, sim, uma trajetória de confronto com a ditadura militar e de luta pelo restabelecimento da democracia. Parece que Serra se deu conta de que estava seguindo uma pauta construída pelos que lhe obrigaram a ir para o exílio, pelos que defenderam a ditadura.
IV
Esses jornalistas, portanto – no caso, essas jornalistas – resolveram, hoje, criticar pesadamente a oposição porque os pré-candidatos, nos últimos tempos, não têm feito tudo exatamente como elas queriam. Por exemplo, se depender desses jornalistas, a oposição deve fazer um discurso aberto e claramente pela entrega do pré-sal às multinacionais. Só que esses pré-candidatos são políticos, têm contato com o povo, com as diversas representações, e já se deram conta de que algumas das bandeiras defendidas pelas tais jornalistas são uma infelicidade política completa, um verdadeiro enterro político. E aí que resolveram não embarcar mais automaticamente em qualquer discurso da imprensa.
V
E volto à questão do psicopata: a rigor, a rigor, o que a grande imprensa precisa não é de um poítico. Precisa de um ator, apenas, que faça o papel de candidato a Presidente da República e, após, que faça o papel de Presidente da República. Quanto ao roteiro, será escrito integralmente pela própria grande imprensa. É a conclusão a que se chega.
Fonte: Castagna Maia
Dilma e o preconceito. Do Espaço Aberto.
O que ela disse
“É preconceito contra a mulher. Eu posso ir para a cozinha, cozinhar os projetos. Agora, na hora de servir, não posso nem ver?”Dilma Rousseff (na foto), ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata a presidente da República pelo PT, rebatendo acusações de que estaria antecipando a campanha eleitoral de 2010, ao fazer viagens pelo Nordeste.
Banpará assina acordo dia 30, sexta-feira, às 7 da noite, na sede do Sindicato.
Está confirmado. Na próxima sexta-feira, dia 30 de outubro, às 19h, na sede do Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá, será assinado o acordo coletivo do Banpará para o período 2009/2010.
Aos companheiros e companheiras do Banpará, juntamente com seu Sindicato, fica a certeza da missão cumprida com o final da greve, pois fomos às ruas mostrar nossa união, força e coragem, suamos nossas camisas e conquistamos o melhor acordo assinado em todo o país.
Deixamos registrado, na história do Banpará, a maior adesão espontânea ao movimento grevista pelos funcionários em todo o Estado, pois sabemos que a greve nada mais é do que um instrumento de pressão, um direito que tem o trabalhador de usá-lo quando necessário.
O que buscamos foi justiça, um canal de comunicação com os gestores do banco e uma mesa de negociação que atendesse aos nossos anseios e o acordo específico do Banpará foi o resultado dessa busca.
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E releia o que o Arte Bancária publicou logo após a aceitação da proposta pela categoria, o fim da greve diante do melhor acordo negociado em todo o país. A luta continua pois, para que tenhamos melhores condições de vida e trabalho, é preciso orar e vigiar! São ganhos da luta e da unidade o PCS, o Comitê de Relações Trabalhistas, o horário amamentação, a licença maternidade e a PLR maior e mais justa!
Por que foi uma baita vitória da luta o acordo do Banpará.
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Companheiro e companheira do Banpará,
Permite que te chamemos de companheiro, aquele que compartilha o pão junto com a gente.
Porque temos compartilhado, juntos, este pão da construção da luta e de bons resultados no Banpará. E isso não é de agora.
Hoje, um dia depois de 15 dias de greve, a categoria volta ao batente. E volta de alma lavada, porque conquistou mais direitos, com unidade e muita luta. Sem ter que pagar horas, tendo abono das faltas, sem revanchismo. O funcionalismo volta ao trabalho íntegro, feliz, com mais direitos, avanço na valorização do salário e, com dinheiro no bolso.
Nós, da Fetec-Centro Norte, ficamos felizes em ter ajudado a construir esse caminho de alegrias, de sucesso e de melhoria para o todo o funcionalismo do Banpará.
No que este acordo é muito bom:
· Na PLR, que foi além da Fenaban. A da Fenaban é 90% do salário + R$ 1024,00 + 2% de adicional sobre o lucro líquido, independente do crescimento do banco.
· No Banpará, essse paradigma foi quebrado: além dos 90% da remuneração + R$ 1024,00 + 2% chegamos a 4% do lucro líquido e mais um tíquete extra de R$ 410,00 na primeira parte da PLR e outro de R$400,00 na segunda distribuição, em final de fevereiro,ou início de março de 2010. E o adiantamento de R$1.000,00 (mil reais) na conta hoje, na sexta-feira, dia do retorno ao trabalho e a dois dias do Círio. Os 6% de reajuste virão sobre todas as verbas, inclusive tíquete, cestão, auxílio creche etc. Os 2% a maisno.adicional da PLR significam R$590,34 para cada colega.
· Abono dos dias parados: Na Fenaban, os dias da greve serão compensados até 15 de dezembro. E no Banpará foi totalmente abonada os dias de greve, sem retaliação, sem revanchismos;
· A licença maternidade será de 180 dias e o horário de amamentação de 1 hora até 270 dias, conforme nossa reivindicação;
· Sobreaviso: será pago a quem ficar de sobreaviso, independentemente de haver alguma ocorrência e o retroativo ao acordo também será pago;
· Comitê de Relações Trabalhistas - Comitê paritário que debaterá todas as situações do mundo do trabalho: assédio moral, condições de trabalho, segurança, enfim, todas as questões que vives no teu local de trabalho, que te inquietam e que agora estarão em debate, para encontrar uma solução.
· Turno ininterrupto – criar condições efetivas que permitam que quem hoje trabalha em sistema de rodízio constante, ora de manhã, ora de tarde, ora de noite, ora de madrugada, possa planejar a vida, acompanhar o crescimento dos filhos, viver com saúde.
· Ampla defesa no Comitê Disciplinar – o colega que sentir necessidade e vontade de falar diretamente ao Comitê, poderá fazê-lo, expondo seu problema e seu ponto de vista de viva voz.
· Reabertura do canal do diálogo – Nós buscamos o tempo inteiro a unidade da categoria e a reabertura do canal do diálogo, que estava interrompido. Graças a Deus, o canal foi reaberto, as três rodadas de negociação demonstraram avanço constante, até a construção final do acordo. Fica aqui onosso muito obrigado a todas e todos os de boa vontade que atuaram decisivamente para reabrir o diálogo. Que se fez efetivo!
Com certeza, teremos muitas lutas pela frente e é preciso manter a chama da unidade e da luta! Para podermos conquistar novas vitórias!
Hoje, vamos comemorar a nossa estrondosa vitória! Porque é muito bom ganhar e ganhar bem, com alegria e com muita unidade e luta!
Por último e com o coração romeiro, desejamos um feliz Círio e que a esperança, a fé e alegria que nos contagiam neste período, nos dê muita energia para continuar lutando, juntos, por um mundo melhor, menos desigual e com oportunidades iguais para todas e todos.
Um abraço quente como a ternura, como diz nosso poeta amazônico Thiago de Mello.
Sérgio Trindade,
Vice-pte. da FETEC, fone: 8118.1815
Vera Paoloni
Diretora da FETEC, fone: 8832.1354
Acesse www.artebancaria.blogspot.com
Fonte: Sind Banc Pa/AP com redação da Arte Bancária
Esquerda vence outra vez
É muito improvável que a esquerda não consiga os 2% que lhe faltam entre os 22% de eleitores que escolheram outros candidatos.
Mujica concorre pela Frente Ampla, chamada erroneamente de “colcha de retalhos” pelo Estadão de São Paulo, quando se trata de uma coligação com nítido predomínio da esquerda. Ela é formada por comunistas tradicionais, socialistas de matizes diversos, neocomunistas mais ou menos zonzos, “democratas cristãos” e ex-guerrilheiros do Movimento de Libertação Nacional Tupamaros, talvez o mais famoso do gênero na América do Sul.
Como seus congêneres, os tupamaros foram esmagados pela repressão ditatorial militar dos anos 1970, com largo emprego da tortura e dos assassinatos clandestinos. O sadismo dos militares uruguaios rivaliza com os piores exemplos do nazismo. Um dos presídios em que mais se torcia e matava denominava-se, com deboche, Libertad.
Um dos feitos mais famosos dos tupamaros foi o sequestro e posterior execução de Dan Mitrione, um policial norte-americano que ministrou aula de tortura a militares brasileiros e uruguaios. Era tão dedicado ao ofício que certa vez usou a mala diplomática para importar dos EUA umas agulhas de aço especialmente fabricadas para enfiar sob as unhas dos prisioneiros.
A favor de Mitrione, diga-se que morreu como valente. Quando a ditadura uruguaia anunciou que não soltaria os presos que os tupamaros pediam em troca da vida dele, um dos guerrilheiros encarou o gringo:
― E agora?
― Agora vocês vão ter que me matar ― respondeu simplesmente.
Lula na bandeira
Pepe Mujica é senador e adota o discurso moderado que os novos tempos democráticos lhe sugerem. Como em outras eleições centro e sul-americanas, cita Lula como inspiração, ao passo que os adversários tentam associá-lo a Chávez.
Lula e Chávez, entretanto, grandes diferenças à parte, são aliados essenciais contra o imperialismo dos EUA, como mostram os episódios da Bolívia e de Honduras, entre outros.
O atual presidente do uruguai, Tabaré Vásquez, foi eleito há quatro anos pela mesma Frente Ampla de Mujica. A supremacia eleitoral de seu candidato confirma a atual tendência esquerdista do eleitorado sul-americano. Cujo contraponto é o anunciado recriação da Quarta Frota dos EUA nas costas do Brasil, a instalação de bases estrangeiras e a militarização agressiva da Colômbia e o golpe direitista em Honduras.
Plebiscitos
A eleição de domingo foi acompanhada por dois plebiscitos, um para anular a possibilidade de “extinção da punibilidade” dos militares envolvidos em crimes contra a Humanidade, outra para permitir o voto por carta de mais de 400 mil uruguaios (numa população de 10 milhões) residentes no exterior. O governo perdeu em ambas.
Faça-se a ressalva que muitos torturadores e assassinos da repressão foram processados e condenados no Uruguai, ao contrário do que ocorreu no Brasil. Isso pode explicar que o eleitorado, querendo enterrar o passado, ache que já é hora de por fim aos processos. Quanto ao “voto epistolar”, a derrota do governo talvez decorra do intenso nacionalismo uruguaio. Os adversários da proposta alegam que eleições futuras poderiam ser decididas por gente que não mora no país e pode ter interesses diversos dos residentes. (